sábado, junho 07, 2014

Amorterapia - Joanna de Ângelis





Amorterapia


Joanna de Ângelis


Na causalidade atual dos distúrbios psicológicos, como naquelas anteriores, sempre se encontrará o amor-ausente como responsável.



Animalizado pelos instintos em predomínio, fez-se responsável pelos comprometimentos morais e psicológicos, que engendraram os distúrbios complexos desencadeadores das personalidades psicopáticas, ora exigindo-lhes alteração de conduta interior, a fim de experimentarem equilíbrio, sem os transtornos afligentes.



A conquista do amor é resultado de processos emocionais amadurecidos, vivenciados pela conquista do Si.



Inicialmente, dá-se a paulatina conscientização da própria humanidade em latência, quando lampejam os sentimentos de solidariedade, de interdependência no grupo social, de afetividade desinteressada, de participação no processo de crescimento da sociedade.



Cada conquista que vai sendo adquirida enseja maior perspectiva de possível desenvolvimento, enquanto as necessidades da evolução desenham mais amplos espaços de movimentação emocional.



O problema do espaço físico, que contribui para a agressividade animal, à medida que se faz reduzido para a população que o habita, passa a ser enfocado de maneira diversa, em razão de o sentimento de amor demonstrar que a pessoa ao lado ou distante não é mais a competidora, aquela adversária da sua liberdade, mas se trata de participante das mesmas alegrias e oportunidades que se apresentam favoráveis a todos os seres.



O pensamento, irradiando essa onda de simpatia afetuosa, estimula os neurônios à produção de enzimas saudáveis que respondem pela harmonia do sistema nervoso simpático e estímulo das glândulas de secreção endócrina, superando as toxinas de qualquer natureza, responsáveis pelos processos degenerativos e pela deficiência imunológica, que faculta a instalação das doenças.



Por outro lado, face ao enriquecimento emocional que o amor proporciona, a alegria de viver estimula a multiplicação de imunoglobulinas que preservam o organismo físico de várias infecções tornando-se responsáveis por um estado saudável.



Ao mesmo tempo, a irradiação psíquica produzida pelo amor direciona vibrações específicas em favor das pessoas enfocadas que, permitindo-se sintonizar com essa faixa, beneficiam-se das suas ondas carregadas de vitalidade salutar.



O Universo é estruturado em energia que se expande em forma de raios, ondas, vibrações... O ser humano, por sua vez, é um dínamo produtor de força que vem descobrindo e administrando tudo quanto o cerca.



À medida que penetra a sonda do conhecimento no que jazia ignorado, descobre a harmonia em tudo presente, identificando um fator comum, causal, predominando em a Natureza, que pode ser decodificado como sendo o hálito do Amor, do qual surgiram os elementos constitutivos do Cosmo.



A identificação dessa força poderosa, que é o amor, faculta a sua utilização de maneira consciente em favor de si mesmo como de todas as formas vivas.
As plantas absorvem as emanações do amor ou sentem-lhe a ausência, ou sofrem o efeito dos raios desintegradores do ódio, que é o amor enlouquecido e destruidor.



Os animais enternecem-se, domesticam-se, quando submetidos ao dinamismo do amor que educa e cria hábitos, vitalizando-se com a ternura ou deperecendo com a sua falta, ou extinguindo-se com as atitudes que se lhe opõem.



O ser humano, mais sensível, porque portador de mais amplas possibilidades nervosas de captação — pode-se afirmar com segurança —, vive em função do amor ou desorganiza-se em razão da sua carência.



Amorterapia, portanto, é o processo mediante o qual se pode contribuir conscientemente em favor de uma sociedade mais saudável, logo, mais justa e nobre.



Essa terapia decorre do auto-amor, quando o ser se enriquece de estima por si mesmo, descobrindo o seu lugar de importância sob o sol da vida e, esplendente de alegria reparte com as demais pessoas o senti mento que o assinala, ampliando-o de maneira vigorosa em benefício das demais criaturas.



Enquanto as irradiações do ódio, da suspeita, do ciúme, da inveja e da sensualidade são portadoras de elementos nocivos, com alto teor de energias destrutivas, o amor emite ondas de paz, de segurança, sustentando o ânimo alquebrado pela confiança que transmite, de bondade pelo exteriorizar do afeto, de paz em razão do bem-estar que proporciona, de saúde como efeito da fonte de onde se origina.



Ao descobrir-se a potência da energia do amor, faz-se possível canalizá-la terapeuticamente a benefício próprio como do próximo.



Desaparecem, então, a competição doentia e perversa, o domínio arbitrário e devorador do egoísmo, surgindo diferente conduta entre os indivíduos, que se descobrirão portadores de inestimáveis recursos de paz e de saúde, promotores do progresso e realizadores da felicidade na Terra.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Amor Imbatível Amor , CAP. 60, p.148-149.

sexta-feira, junho 06, 2014

O Vestido Azul - Adaptação de Kate Lúcia Portela






O Vestido Azul



Adaptação de Kate Lúcia Portela


 

Era uma vez Celeste.

Ela era uma menina muito inteligente, meiga e simpática que morava numa cidadezinha do interior, em um bairro muuuuito pobre.

Ela estudava em uma escola, onde havia uma professora muito especial, que cantava sempre para que seus alunos se vestissem de fantasia!

“Abelhinha que dá o mel, raio de sol que ilumina o dia, gota d’água que mata a sede, também quero servir a vida. Rá... rá... rá... vou trabalhar, rei... rei... rei... semearei, ri... ri... ri... com alegria, rou... rou... rou... com muito amor.”

Mas, porém, no entanto, contudo, todavia, entretanto havia um problema nessa história.

Celeste costumava ir para a escola toda sujinha, com roupas esfarrapadas.

Essa situação tocava o coração de sua professora.

Então, ela começou a economizar um dinheirinho para ajudar a sua aluna e, após um tempo, comprou um lindo vestido azul para Celeste.

A menina ficou tão feliz, mas tão feliz que foi correndo para casa contar a novidade para a mãe. A mãe de Celeste lavava roupa pra fora. Já acordava no tanque, vivia no tanque.

Quando Celeste chegou até sua casa e mostrou o vestido azul para sua mãe, a lavadeira ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu a si mesma que, a partir da daquele dia, sua filha jamais ficaria sujinha de novo. Ela deu um banho na filha e colocou nela o vestido azul. Celeste sentou-se no sofá e ficou esperando o pai voltar do trabalho.

O pai de Celeste era vendedor de lenços. Ele vendia lenços para os tristes, para os gripados, para os suados.

Quando ele chegou até sua casa e viu a filha toda cheirosa e usando o vestido azul, ele ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu a si mesmo que, a partir daquele dia, a filha não moraria mais em uma casa sujinha.
Ele combinou com a esposa de darem uma faxina na casa.
Fez mais. Passou a cuidar do jardim, arrumou a cerca do quintal e pintou a casa toda com restinhos de tinta colorida que ganhara. A casa ficou uma graça!

Uma vizinha que ia passando achou a casa linda e ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu para si mesma que, a partir daquele dia, sua casa também ficaria limpinha e graciosa como aquela casa que estava diante de seus olhos.

Uma senhora que ia passando sentiu o perfume das flores do jardim da casa e ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu para si mesma que, a partir daquele dia, cuidaria muito bem de suas rosas.

Em pouco tempo, todo o bairro estava transformado!

Um político que ia passando no local ficou tão admirado com os esforços daquela gente, que resolveu ajudar. Ele conversou com o prefeito, que ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu para si mesmo que, a partir daquele dia, os interesses do povo seriam a prioridade de seu governo.

Ele investiu em saneamento básico, segurança, esporte, saúde, educação, cultura. Mandou construir escolas, hospitais, teatros, museus, salas de cinemas...

Com o tempo, o bairro ganhou ares de cidadania e o povo ficou tão feliz, mas tão feliz que todos comemoraram com a Festa do Azul Celeste!...

FONTE:


Escritora Kate Lúcia Portela. Disponível em http://escritorakateluciaportela.blogspot.com/2011/07/o-vestido-azul-adaptacao-de-kate-lucia.html. Acesso: 09 FEV 2012.

quinta-feira, junho 05, 2014

Preservação do meio-ambiente - Momento Espírita






Preservação do meio-ambiente



Os documentários sobre a vida animal são extremamente importantes para a formação de uma cultura de preservação do meio ambiente.


Quem vê uma tartaruga arriscando a vida, numa praia infestada de crocodilos, para botar seus ovos naquele local e garantir um guardião seguro para seus futuros filhos, não teria coragem de matar uma mãe tão amorosa.


Quem assiste a mãe passarinho, que enfrenta corajosamente uma serpente venenosa, simulando asa quebrada para afastar a predadora do ninho, onde seus filhotes implumes aguardam o alimento, não tem coragem de tirar a vida dessa fantástica protetora.


Quem acompanha a luta pela sobrevivência das frágeis capivaras, que enfrentam tempestades e tempos de seca, sobrevivem aos predadores mais variados para chegar a um campo verde e se alimentar seguramente, por certo não as atacaria a pauladas.


Aquele que percebe a trajetória das baleias, esses fantásticos mamíferos dos mares, que viajam milhares de quilômetros em busca de águas seguras para dar à luz seus filhotes, provavelmente não lhes tiraria a vida para abastecer os mercados com suas gorduras valiosas.


A criança que cresce vendo a dedicação e os cuidados das mães e pais animais, certamente desenvolveria profundo respeito por esses seres maravilhosos.


Se acompanhasse a trajetória de uma pequena semente, suas lutas para encontrar lugar fecundo no solo para poder germinar, crescer, florescer e dar frutos, não cortaria uma árvore, apenas para ter um pouco mais de dinheiro no bolso, quando adulta.


Se conhecesse a luta dos ambientalistas para salvar uma foca, uma garça ferida, um golfinho colhido pelas redes dos pescadores, talvez ajudasse a preservar a vida em toda sua dimensão.


Se, ao invés de assistir tantos programas de violência, de notícias sobre a indiferença das autoridades, visse documentários que enaltecem a vida, talvez acreditasse que é possível construir um mundo melhor.


Se os jovens soubessem a real história dos nossos indígenas, do seu respeito pela natureza, da sua simplicidade e inocência, das suas crenças e costumes, por certo não os atacariam a pontapés e pauladas, nem lhes ateariam fogo nas vestes.


Em todos os campos da existência, é preciso conhecer e entender os mecanismos que regem a vida para poder respeitá-los.


É importante criar uma cultura pró-vida e não pró-destruição.


Se nossas crianças crescessem vendo as maravilhas e os prodígios na natureza, aprenderiam a respeitar a vida.


Se conhecessem as dores e as dificuldades que as pessoas enfrentam pela sobrevivência, certamente respeitariam o ser humano, seja ele mendigo ou índio, rico ou pobre, negro, branco ou amarelo.


Crianças que têm, dentro do lar, lições básicas sobre os valores que devem nortear suas condutas, desenvolvem o senso de responsabilidade, respeito e admiração pela realidade que as cerca.


E o que precisa ser feito para que isso aconteça?


Uma coisa apenas: decisão.


Quando todas as pessoas de bem se decidirem por mudar essa situação, ela será mudada.


É só lembrar que tudo o que existe é fruto da ação humana. E quem é capaz de fazer o errado também é capaz de fazer o certo.


Talvez o problema maior seja a indiferença, a acomodação, a omissão. A paralisia dos sentidos.


É hora de agir. Mas agir como pessoas de bem. Que desejam o bem, e fomentam o bem.


Preservar o meio ambiente é tarefa de todos, já que todos fazemos parte desse meio.


Pensemos nisso!




Redação do Momento Espírita.Disponível em www.momento.com.br.

Auto-Encontro - Joanna de Ângelis


Tela de Claude Monet



Auto-Encontro

Joanna de Ângelis



A ansiosa busca de afirmação da personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.


Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.


A sucessão de transferências termina por exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam à margem. Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente.


Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.


Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração.


Essa demorada reflexão selecionará os objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores.


Hoje, mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.


Se de fato andas pela conquista da felicidade, tenta o auto-encontro.


Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.


Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.


Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do intelecto e da falta de harmonia.


Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das idéias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.


Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.


A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do autodescobrimento, da realização interior.


Nessa façanha verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação; o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam. Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânimo, nem exaltar pelo entusiasmo dos outros.


Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.


Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória.


Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do ego se te apresentarem perturbadoras.



FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Momentos Enriquecedores.