segunda-feira, maio 05, 2025

Reformas Metade - André Luiz

 

Reformas De Metade

André Luiz


C - 1.ª Parte - Cap. VII - Item 2

 

Desde a primeira hora da Doutrina Espírita recomendam os emissários da Esfera Superior uma reforma urgente, inadiável, intransferível: 


a reforma de cada um de nós, nas bases traçadas pelo Evangelho de Jesus.


Isso porque toda reforma nas linhas da boa intenção será respeitável, mas somente a renovação interior é fundamental.


Tudo o que vise melhorar a vida deve ser feito, no entanto, se não nos melhoramos, todas as aquisições efetuadas são vantagens superficiais.


Qualquer benefício externo para ser benefício externo para ser benefício real depende de nós.


A luz que nos auxilia a escrever uma página de fraternidade pode ser aproveitada pelo companheiro menos feliz para traçar uma carta que favorece o crime.


O dinheiro que nos custeou a movimentação para o estudo das leis morais que nos governam o destino é o mesmo que está sendo despendido pelos que compram a decadência do corpo e da alma nos redutos do álcool.


O automóvel que nos conduz ao cenáculo de oração onde louvamos a Bondade Divina, transporta de igual modo a locais determinados os que se reúnem para a negação da fé.


A morfina que alivia o sofrimento na dose adequada não é diversa da que garante os abusos do entorpecente.


Justo que não se impeça a formação de medidas destinadas ao bem comum.


A higiene é um atestado eloquente de que ninguém deve e nem pode viver sem a constante renovação exterior.


O Espiritismo, porém, nos adverte de que todas as modificações por fora, ainda as mais dignas, são reformas de metade, que permanecerão incompletas sem as reformas do homem que lhes manejará os valores.


Reflitamos nisso, observando o caminho e a meta.


Sem estrada não alcançarmos o alvo, entretanto, a estrada é o meio e o alvo é o fim.


Para sermos mais precisos, resumamos o assunto com a lógica espírita, num raciocínio ligeiro e claro: 


todos nós, os ignorante e os sábios, os justos e os injustos, podemos fazer o bem e devemos fazer o bem, acima de tudo, é preciso ser bom...


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 39. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

domingo, maio 04, 2025

Saber Ouvir - Emmanuel

 


 Saber Ouvir

Emmanuel

E - Cap. VII - Item 1


Tumulto e vozerio, nos atritos humanos, pedem um tipo raro de beneficência: a caridade de saber ouvir.


São muitos os que cambaleiam, desorientados, a mingua de tolerância que os ouça.


Convém, no entanto, frisar que palavras não lhe escasseiam. 


Falta-lhes o silêncio de um coração amigo, com bastante amor para ungir-lhes a alma, no bálsamo da compreensão;


e, por esse motivo, desfalecem na luta, à feição do motor que se desajusta sem óleo.


Desdobras a mesa, ergues abrigo seguro, repartes a veste, esvazias a bolsa, atendendo aos que necessitam... 


cede também o donativo da atenção aos angustiados, para que se lhes descongestione o trânsito das ideias infelizes, nas veredas da alma.


Para que lhes prestes, entanto, o amparo devido, não mostres o ar distante dos que não querem se incomodar e nem digas a frase clássica: "pior aconteceu comigo", com a qual, muitas vezes, a pretexto de ajudar, apenas alardeamos egocentrismo, à frente dos outros, sem perceber que estamos a esmagá-los.


É possível que os teus problemas sejam realmente maiores entretanto, na Terra, ninguém possui medida conveniente para determinar a extensão dos sofrimentos alheios.


Desce, pois, do alto nível de tuas dores, minorando aquelas que te pareçam mais simples.


Deixa que o próximo te relacione os próprios desgostos. 


Se tiveres pressa ou cansaço, não pronuncies respostas tocadas de superioridade ou aspereza, qual se morasses numa cátedra de heroísmo, faze pausa, mesmo breve, e gasta um minuto de gentileza.


Todavia, sempre que possas, ouve calmamente, diminuindo a aflição que lavra no mundo.


No instante em que te caiba configurar a palavra, dize a frase que esclareça sem ferir ou que reanime sem enganar.


Se a circunstâncias te impelem às referências de ordem pessoal, seleciona aquelas que sirvam aos outros, na condição de escora e esperança.


Sobretudo, em ouvindo, não interrompas quem fala com a vara do reproche.


Geralmente, os que te procuram o entendimento para descarregar as agonias da alma, conhecem de sobra o calibre da cruz que eles mesmos colocaram nos ombros. 


Rogam-te apenas alguma pequenina parcela de energia que lhes assegurem mais alguns passos, caminho adiante.


Aprendamos a ouvir para auxiliar, sem a presunção de resolver.


O próprio Cristo consolando e abençoando, esclarecendo e servindo, não prometeu a supressão imediata das provações de quantos o cercavam, mas, sim, apelava, sincero:


"Vinde a mim, que eu vos aliviarei."

 

XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 38. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 

sábado, maio 03, 2025

Divulgação Espírita - André Luiz

 


 Divulgação Espírita

André Luiz

E - Cap. XXIV - Item 1


Há companheiros que se dizem contrários à divulgação espírita.


Julgam vaidade o propósito de se lhe exaltar os méritos e agradecer os benefícios nas iniciativas de caráter público.


Para eles, o Espiritismo fala por si e caminhará por si.


Estão certos nessa convicção mas isso não nos invalida o dever de colaborar na extensão do conhecimento espírita com o devotamento que a boa semente merece do lavrador.


O ensino exige recintos para o magistério.


O Espiritismo deve ser apresentado por seus profitentes em sessões públicas.


A cultura reclama publicações.


O Espiritismo tem a sua alavanca de expansão no livro que lhe expões os postulados.


A arte pede representações.


O Espiritismo não dispensa as obras que lhe exponham a grandeza.


A indústria requisita produção que lhe demonstre o valor.


O Espiritismo possui a sua maior força nas realizações e no exemplo dos seus seguidores, em cujo rendimento para o bem comum se lhe define a excelência.


Não podemos relaxar a educação espírita, desprezando os instrumentos da divulgação de que dispomos a fim de estendê-la e honorificá-la.


Allan Kardec começou o trabalho doutrinário publicando as obras da Codificação e instituindo uma sociedade promotora de reuniões e palestras públicas, uma revista e uma livraria para a difusão inicial da Revelação Nova.


Mas não é só.


Que Jesus estimou a publicidade, não para si mesmo, mas para o Evangelho, é afirmação que não sofre dúvida.


Para isso, encetou a sua obra aliciando doze agentes respeitáveis para lhe veicularem os ensinamentos e ele próprio fundou o cristianismo através de assembleias públicas.


O "ide e pregai" nasceu-lhe da palavra recamada de luz.


E compreendendo que a Boa Nova estava ameaçada pela influência judaizante em vista da comunidade apostólica confinar-se de modo extremo aos preceitos do Velho Testamento, após regressar às Esferas Superiores, comunicou-se numa estrada vulgar, chamando Paulo de Tarso para publicar-lhe os princípios junto à gentilidade a que Jerusalém jamais se abria.


Visto isso, não sabemos como estar no Espiritismo sem falar nele ou, em outras palavras, se quisermos preservar o Espiritismo e renovar-lhe as energias, a benefício do mundo, é necessário compreender lhe as finalidades de escola e toda escola para cumprir o seu papel precisa divulgar.

 

XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 37. Divulgação Espírita:  Ilustração Reproduzida da Internet. 


quinta-feira, maio 01, 2025

Trabalhar - André Luiz

 


Trabalhar

André Luiz

        

Se você acredita no valor da preguiça, olhe a água parada.


Seja qual seja o seu problema, o trabalho será sempre a sua base de solução.


Não existe processo de angústia que não se desfaça ao toque do trabalho.

 

Diante de qualquer sofrimento, o trabalho é o nosso melhor caminho de libertação.

 

O segredo da paz íntima é agir um tanto mais além de nossas supostas possibilidades na construção do bem.

 

Não se aborreça se alguns companheiros lhe abandonaram a estrada; continue em seu próprio dever e o trabalho lhe trará outros.

 

O que você faz é aquilo que você tem.

 

A força está com a razão, mas a razão está do lado de quem trabalha.

 

Todos os medicamentos são valiosos na farmácia da vida, mas o trabalho é o remédio que oferece complemento a todos eles.

 

Quem trabalha encontra meios de esclarecer, mas não tem tempo de discutir.

 

O sucesso quase sempre se forma com uma parte de ideal e noventa e nove partes de suor na ação que o realiza.

 

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Respostas da vida, cap.24, IDEAL. Jesus Cristo Menino trabalhando com seu pai:  Ilustração Reproduzida da Internet.