terça-feira, maio 27, 2025

Fé Em Deus - Emmanuel

 


Fé Em Deus

Emmanuel

G - Cap. II - Item 7


Antes de Jesus, profetas e guerreiros asseveravam agir em nome da fé em Deus.


Moisés, conquanto venerável pela fidelidade e pela justiça, não hesitava na aplicação da ira, admitindo representá-lo.


Josué presumia proclamar-lhe a grandeza com bandeiras sanguinolentas, ao submeter populações inermes, além do Jordão.


David supunha dignificá-lo, quando conquistou a montanha de Sião, à custa do pranto das viúvas e dos órfãos.


Salomão acreditava reverenciá-lo, ao consumir a existência de numerosos servidores, amontoando madeiras e metais preciosos na construção do templo famoso que lhe guardou a memória.


E todos nós, em várias reencarnações, temos pretendido honorificar a fé em Deus, fomentando guerras e espoliando os semelhantes, através das crises de fanatismo e das orgias de ouro.


*

O Espiritismo, porém, nos revela Jesus, abraçando o serviço espontâneo à Humanidade como sendo a tradução da própria fé.


Embora livre, transfigurou-se em servidor da comunidade estendendo mais imediata assistência aos que se colocavam na última plana da escala social.


Sem nenhum juramento que o obrigasse a tratar dos enfermos, amparou os doentes com extremada solicitude.


Não envergava toga de juiz e patrocinou a causa dos deserdados.


Distante de qualquer compromisso na paternidade física, chamou a si as criancinhas.


Fora de todos os vínculos da política, ensinou o acatamento às autoridades constituídas.


Profundamente franco, era humilde em excesso com os ignorantes e com os fracos, e, profundamente humilde, era franco, tanto quanto se pode ser, com todos aqueles que conheciam as próprias responsabilidades, à frente dos preceitos divinos, fugindo de respeitá-los.


Passou no mundo, abençoando e consolando, esclarecendo e servindo, mas preferiu morrer a tisnar o mandato de amor e verdade que o jungia aos desígnios do Eterno Pai.


*

Para nós, os cristãos encarnados e desencarnados, seja na luz da Doutrina Espírita ou ainda ausentes dela, é importante o exame periódico dos nossos testemunhos pessoais de religião, na experiência cotidiana, para sabermos o que vem a ser fé em Deus em nós e fé em Deus no Mestre que declaramos honrar.

 

XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 58. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

segunda-feira, maio 26, 2025

Escala Do Tempo - André Luiz

 


Escala Do Tempo

André Luiz

E - Cap. XX - Item 2


Não te atribules. 


Entendimento espiritual pede paz à alma.


Ninguém usufrui duas situações ao mesmo tempo. 


Seja na alegria ou na provação, o homem desfruta a existência vivendo hora após hora, minuto por minuto.


O tempo é imperturbavelmente dosado. 


Concessão igual a todos. 


Em nada auxilia aflição pelo que virá: no cerne do sentimento não há duas crises simultâneas. 


Para coisa alguma serve chorar pelo que aconteceu: não podemos retomar oportunidade perdida. 


O passado ensina e o futuro promete em função do presente.


Ninguém confunda precipitação com diligência. 


Precipitação é pressa irrefletida. 


Diligência é zelo prestimoso. 


Não vale acelerar imprudentemente a execução disso ou daquilo: toda realização digna é obtida a pouco e pouco.


Por outro lado, igualmente não será licito amolentarmo-nos. 


Importa combater negligência com atividade sobrepor coragem ao desalento.


A pior circunstância traz consigo instruções preciosas tanto quanto o fruto mais corrompido carrega sementes de subido valor. 


Cabe-nos descobri-las e utilizá-las.


O melhor não se efetua em marcha atordoada. 


A própria natureza nos oferece o pensar.


Planta alguma é favorecida com primavera de dupla duração. 


O golpe de vento que fustiga o capim é o mesmo que estorcega o jequitibá.


As grandes edificações são erguidas em serviço regular e uniforme, com intervalos de sono reparador que refaçam as forças na mente e pausas de lazer que restaurem as energias do coração.


Toda ideia benéfica roga meditação para engrandecer. 


Todo temperamento é suscetível de ser dominado dentro das regras que nos orientam a educação.


Reflitamos na justiça das horas. 


Tempo é valor divino na experiência humana. 


Cada consciência plasma com ele o próprio destino.


O tempo que o Cristo despendeu na elevação era perfeitamente igual ao tempo que Barrabás gastou na criminalidade. 


A única diferença entre eles é que Jesus empregou o tempo engrandecendo o bem, e Barrabás usou o tempo gerando o mal. 


Entre a luz de um e sombra do ouro, o proveito do tempo se gradua por escala infinita. 


Melhorar-nos ou agravar-nos dentre dela é escolha nossa.

 

XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 57. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 

domingo, maio 25, 2025

Amor Onipotente - Emmanuel

 



 Amor Onipotente

Emmanuel

E - Cap. V - Item 12


Na hora atribulada de crise, em que as circunstâncias te prostraram a alma na provação, muitos acreditaram que não mais te levantarias, no entanto quando as trevas se adensavam, em torno, descobriste ignoto clarão que te impeliu à trilha da esperança, laureada de sol.


Na cela da enfermidade, muitos admitiram que nada mais te faltava senão aceitar o lance da morte, contudo, nos instantes extremos, mãos intangíveis te afagaram as células fatigadas, renovando-lhes o calor, para que não deixasses em meio o serviço que te assinala a presença na Terra.


No clima da tentação, muitos concordaram em que apenas te restava a decadência definitiva, todavia, nos derradeiros centímetros da margem barrenta que te inclinava ao despenhadeiro, manifestou-se em braço oculto que te deteve.


Na vala da queda a que te arrojaste, irrefletidamente, muitos te julgaram para sempre em desprezo publico, entretanto, ao respirares, no cairel da loucura, recolheste íntimo apoio, que te guardou o coração, refazendo-te a vida.


*

Na tapera da solidão a que te relegaram os entes mais queridos, muitos te supuseram em supremo abandono, mas no último sorvo do pranto que te parecia inestancável, experimentaste inexplicável arrimo, induzindo-te a buscar outros afetos que passaram a enobrecer-te.


*

No turbilhão das dificuldades que te envolvam o dia, pensa em Deus, o Amor Onipresente, que não nos desampara.


Por mais aflitiva seja a dor, trará Ele bálsamo que consola; 


por mais obscuro o problema, dará caminho certo à justa solução.


Ainda assim, não te afoites em personalizá-lo ou defini-lo. 


Baste-nos a palavra de Jesus que nô-Lo revelou como sendo Nosso Pai.


Sobretudo, não te importe se alguém lhe nega a existência enquanto se lhe abrilhantam as palavras nas aparências do mundo, quando pudeste encontrá-lo, dentro do coração, nos momentos de angústia.


É natural seja assim.


Quando a noite aparece, é que os olhos dos homens conseguem divisar o esplendor das estrelas.

 

XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 56. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 

sábado, maio 24, 2025

O Passe - André Luiz

 


O Passe

André Luiz


E - Cap. XXVI - Item 7


O passe não é unicamente transfusão de energias anímicas. 


É o equilibrante ideal da mente, apoio eficaz de todos os tratamentos.


Desânimo e tristeza, tanto quanto insatisfação e revolta, são síndromes da alma, estabelecendo distonias e favorecendo moléstias do corpo.


Se há saúde, esses estados de espíritos patrocinam desastres orgânicos; 


na doença equivalem a fatores predisponentes da desencarnação prematura.


Mas não é só isso.


Em todo desequilíbrio mental, as forças negativas entram mais facilmente em ação instalando processos obsessivos de duração indeterminada.


Se usamos o antibiótico por substância destinada a frustrar o desenvolvimento de microorganismos no campo físico, por que não adotar o passe por agente capaz de impedir as alucinações depressivas, no campo da alma?


Se atendemos à assepsia, no que se refere ao corpo, por que descurar dessa mesma assepsia no que tange ao espírito?


A aplicação das forças curativas em magnetismo enquadra-se à efluvioterapia com a mesma importância do emprego providencial de emanações da eletricidade.


Espíritas e médiuns espíritas, cultivemos o passe, no veículo da oração, com o respeito quem se deve a um dos mais legítimos complementos da terapêutica usual.


Certamente os abusos da hipnose, responsáveis por leviandades lamentáveis e por truanices de salão, em nome da ciência, são perturbações novas no mundo, mas o passe, na dignidade da prece, foi sempre auxilio divino às necessidades humanas.


Basta lembrar que o Evangelho apresenta Jesus, ao pé dos sofredores, impondo as mãos.

 

XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 55. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet.