terça-feira, outubro 25, 2011

Entre a fé e a confiança




Entre a fé e a confiança



A confiança constitui uma virtude imprescindível à vida humana equilibrada e proveitosa.



Ela possui vários desdobramentos.



Aproxima-se da fé em Deus, em Sua sabedoria e em Sua justiça.



Alicerçado nesse sentimento, o homem encontra forças para vencer os desafios que se apresentam em seu caminho.



Ele não se sente vítima de acasos ou azares.



Entende que sua vida segue uma fecunda programação de aprendizado e aperfeiçoamento.



Nesse contexto, as dificuldades representam oportunidades benditas.



Mediante elas, reajusta-se com o passado e habilita-se para o futuro.



A vida atual é uma ponte entre duas realidades.



O ontem, com os equívocos próprios de uma época de aprendizado.



O futuro, rico de promessas de alegria e sublimação.



Mas a confiança também se refere à ciência das próprias possibilidades.



Ela deriva da fé na Sabedoria Divina.



Se Deus consentiu com dada experiência no viver de uma criatura, é porque ela pode dar conta.



Não se fala, obviamente, das desgraças que o homem semeia no próprio caminho.



Mas do que surge inelutável, malgrado a conduta reta e equilibrada.



O homem, a par de uma forte fé em Deus, necessita confiar nas próprias forças.



Ciente de seu destino sublime, ele precisa acreditar que consegue lidar com seus problemas.



Não é uma vítima indefesa ou um fraco.



É um Espírito imortal, rico de experiências e de potenciais.



Ciente de que pode, incumbe-lhe encontrar os meios.



Diante de dificuldades, ao ser humano não é lícito assumir a postura de derrotado.



Também não é digno transferir o peso do próprio fardo a terceiros.



Cada qual tem as suas tarefas.



O amparo mútuo é possível e louvável.



Mas jamais se pode impor ao semelhante que arque com o peso da vida alheia.



Urge estudar, trabalhar, refletir e orar.



Com a alma asserenada pela certeza de que pode vencer, agir com firmeza para isso.



Quem não acredita em si mesmo é um derrotado de antemão.



Mesmo que lute um pouco, não logra superar eventuais derrotas.



Já o crente nas próprias forças, ainda que caia, logo se levanta.



Assim, sem confiança, o homem nada faz de relevante.



Porque tudo o que possui importância não surge e nem se realiza de forma rápida.



Sempre é necessário esforço, treino e paciência.



Sem a certeza de que é possível, falta coragem para trilhar as etapas necessárias à realização final.



Se o sucesso não se dá imediatamente, as forças falecem.



Ciente disso, desenvolva confiança em si mesmo.



Analise detidamente seus recursos e invista neles.


O resultado do esforço sério e metódico haverá de surpreendê-lo.




Redação do Momento Espírita.Disponível em www.momento.com.br


segunda-feira, outubro 24, 2011

Confia Sempre - Meimei

                                       
Confia Sempre

Meimei



                                                          
Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.


Crê e trabalha.


Esforça-te no bem e espera com paciência.


Tudo passa e tudo se renova na Terra,


mas o que vem do céu permanecerá.





De todos os infelizes,


os mais desditosos são os que perderam


a confiança em Deus e em si mesmos,


porque o maior infortúnio é sofrer


a privação da fé e prosseguir vivendo.





Eleva, pois, o teu olhar e caminha.


Luta e serve. Aprende e adianta-te.


Brilha a alvorada além da noite.





Hoje, é possível que a tempestade


te amarfanhe o coração


e te atormente o ideal,


aguilhoando-te com a aflição


ou ameaçando-te com a morte...





Não te esqueças, porém,


de que amanhã será outro dia.





XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Meimei.



Fala Amparando - Meimei

                                                                                 

Fala Amparando

Meimei

                                                            
Quando estiveres a ponto de condenar alguém, lembra-te de ti mesmo.


Quantas vezes terás ferido, quando te propunhas a auxiliar?


Muitos daqueles que povoam as penitenciarias, dariam a própria vida para que o tempo recuasse,propiciando-lhes ensejo de se fazerem vítimas ao invés de verdugos...


Prefeririam cegueira e mudez no instante de vazarem a acusação ou extrema paralisia na hora da violência.



E qual acontece aos irmãos egregados no cárcere,quantas criaturas carregam enfermidade e frustração nas grades mentais do arrependimento tardio?


Trajam-se em figurino recente e conservam a bolsa farta, mas, por dentro trazem desencanto e remorso por fogo e cinza no coração.


Supõem-se livres, no entanto, jazem presas, intimamente, na cela de angústia em que enjaularam a própria alma,por não haverem calado a frase cruel no momento oportuno...


Poderiam ter evitado o desastre moral que lhes dói na lembrança, contudo, por se acomodarem à impaciência,atearam o incêndio que resultou em loucura e destruição.


Não sirvas vinagre e fel à mesa da própria vida.


Onde surpreendas perturbação e sombra estende o socorro da paz e o benefício da luz. Compadece-te dos ingratos e desertores, quanto te condóis dos que passam sob teus olhos, mutilados e infelizes.


Ninguém praticaria o mal se, antes, lhe conhecesse o fruto amargoso.


Compreendamos para que sejamos compreendidos.


Agora, talvez, poderás censurar os erros dos semelhantes.


Amanhã, porém, mendigarás o perdão dos outros pelos teus desatinos.


Entrega a aflição de cada dia ao silêncio de cada noite.



Lembra-te de que, por maiores tenham sido os desregramentos da Humanidade na Terra, o Céu nunca fez coleções de nuvens para amaldiçoar ou punir,mas sim, cada manhã, acende o brilho solar por mensagem bendita de tolerância e de amor,endereçando aos homens a esperança infatigável de Deus.

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Meimei .

Anseio de Amor

Maria Dolores                                                         



Quando me vi, depois da morte,


Em sublime transporte


E reclamei contra a fogueira


Que me havia calcinado a vida inteira


Pela sede de amor......





Quando aleguei que fora, em toda a estrada


Folha ao vento


Andorinha esmagada


Sob o trator do sofrimento


Quando exaltei a minha dor,


Mágoa de quem amara sempre em vão,


Farta de incompreensão.......





Alguém chegou junto de mim


E disse assim:





- Maria Dolores,


Você, que vem do mundo


E se diz


Tão cansada e infeliz,


Que notícias me dá do vale fundo


De provação,


Onde a criatura de tanto padecer


Não consegue saber


Se sofre ou não?





Você, que diz trazer o seio morto,


Que é que me pode falar


Dos meninos sem pão e sem conforto,


Das mulheres sem lar,


Dos enfermos sozinhos


Que a febre e a fome esmaguem nos


caminhos,


Sem sequer um lençol ou a benção de uma prece,


Dando graças a Deus quando a morte aparece?!...





Você, Maria Dolores,


Que afirma haver amado tanto


E que deve ter visto


O sacrifício e o pranto


De quem clama pelo Cristo,


Suplicando o carinho que não tem,


Que é que me pode contar daquelas outras dores,


Daquelas outras aflições


Dos que choram trancados em manicômios e prisões,


Buscando amor, pedindo amor,


Exaustos de tristeza e de amargura,


Como feras na grade,


Morrendo de secura,


de solidão, de angústia e de saudade?!...





Bem-querer!.... Bem querer!...


Ai de mim, que nada pude responder!


Que tortura, meu Deus, a verdade, no Além!...





Calei-me, envergonhada....





Eu apenas quisera ser amada,


Nunca amara ninguém....



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Maria Dolores.