quinta-feira, agosto 24, 2023

Seguidores de Jesus - Joanna de Ângelis

 


Seguidores de Jesus


Joanna de Ângelis


Ante os desafios hodiernos, é inevitável a indagação a respeito da melhor conduta a adotar, a fim de seguir os ensinamentos de Jesus Cristo.


No passado já recuado, os cristãos primitivos acreditavam que, fugindo do mundo e das suas tentações, melhor sintonizavam com o pensamento do Mestre, não obstante as suas existências se tornassem inúteis ao ministério de divulgação da Palavra e do socorro ao próximo necessitado.


Posteriormente, à medida que se foi organizando a Igreja, em franca proscrição das propostas de espontaneidade e liberdade ensinadas pelo Messias, o recolhimento aos monastérios se fez natural, como eficaz maneira de combater o mundo e suas perturbações.


Esqueceram-se, aqueles que abandonavam a convivência social, que o Rabi fez-se notável Comunicador em razão da Sua convivência com as massas, especialmente aquelas constituídas pelos pecadores e de má conduta, as quais Ele conseguia modificar através do magnetismo que irradiava e da profundidade dos conceitos que enunciava.


Com Francisco de Assis, surgiu um novo movimento de renúncia ao século e de serviço a Deus através do mundo e das suas criaturas.


 Seguindo-lhe as pegadas, Teresa D’Ávila, João da Cruz, Pedro d’Alcântara e outros dedicaram-se ao ministério da abnegação, superando as injunções de cada época a serviço do Mestre.


Na Rússia, avassalada pela impiedade e dominada pela violência de Ivan, o Terrível, surgiram os loucos de Deus, numa entrega exaltada à fé religiosa.


O Movimento teve início com Basílio, o Bem-Aventurado, que se afastou do czar Ivan, denunciando-lhe os crimes, quando o mesmo atirou-se na volúpia das conquistas desumanas, assinaladas por crueldade invulgar.

 

Logo a seguir, surgiu Nicolau, que enfrentou o czar em plena praça pública, por ocasião de uma das suas conquistas e exprobrou-lhe o caráter, gritando-lhe: 

- Come o pão e o sal ao invés de beberes o sangue humano. 


O filho de Ivan, herdeiro do trono, Fédor, que o sucedeu, tornou-se, também, louco de Deus, mas o cetro da governança ficou nas mãos do seu cunhado Bóris Godunov.


Eles tiveram a coragem de despojar-se de tudo para seguir o Mestre e viver conforme Aquele a quem amavam.


Na atualidade, a proposta para seguir Jesus está alicerçada no conhecimento lúcido de Sua mensagem, de forma que a conduta seja profundamente afetada, ensejando a própria entrega sem fugir dos deveres e compromissos mundanos, nem se atirar aos interesses nefastos das ambições terrestres como também, em vitalizar o pensamento cristão com a fé raciocinada que faculta atender aos falidos morais e físicos da humanidade.


É dever sair-se das paredes estreitas do círculo religioso ou do gabinete da pesquisa para a ação incessante em favor de todos os homens e mulheres do mundo, recurso único à disposição para demonstrar a excelência dos conteúdos da fé e a vitalidade que possuem quando colocados a serviço da humanidade.


Os seguidores de Jesus, nos dias modernos, não têm outra alternativa, senão aquela de construir o bem em toda a parte, vivendo conforme os princípios ético-morais do dever, da fraternidade, da tolerância, da compaixão, do perdão, da caridade...


Variando de épocas e de circunstâncias, os problemas e lutas continuam os mesmos, gerando conflitos no sincero discípulo de Jesus. 


As conquistas nobres da ciência e da tecnologia, que alteraram a face do planeta e os valores terrestres, contribuíram para mais amplas facilidades e, por conseqüência, mais numerosos desafios.


 Simultaneamente, facultaram melhor divulgação dos postulados enobrecedores do ser humano, especialmente os conceitos elaborados e vividos por Jesus, o que estimula ao prosseguimento dos objetivos iluminativos.


O candidato, portanto, que pretende seguir o Mestre, vivendo- Lhe os ensinamentos e imitando-Lhe a conduta, deve permanecer vinculado aos labores e compromissos sociais que promovem as demais criaturas, mantendo-se no reto proceder e aberto à contribuição da cultura geral para equipar-se de recursos que podem enfrentar o materialismo e a crueldade, alterando-lhes a vivência.


Sem qualquer comportamento esdrúxulo, viver no mundo sem escravizar-se ao mesmo, é o novo desafio cristão.


Pensamentos extraídos da mensagem Seguidores de Jesus, recebida em Berlim, Alemanha, em 19 de maio de 2001.

 

 

FRANCO,Divaldo Pereira  pelo Espírito Joanna de Ângelis, Nascente de bênçãos, p. 38 -40.40

quarta-feira, agosto 23, 2023

Bênçãos - Joanna de Ângelis

 


Bênçãos


Joanna de Ângelis 


És uma bênção de amor de Nosso Pai, face à tua procedência divina.


Herdeiro de Seus atributos, possuis tesouros de valor incalculável e de que ainda não te deste conta, não sabendo, portanto, aproveitar com a devida sabedoria.


É certo que ainda transitas em faixas de dificuldades evolutivas, atado aos condicionamentos passados, que teimam em reterte nas expressões iniciais, nas quais predominam os instintos perturbadores.


Dessa forma, vês com mais facilidade as deficiências do teu próximo, por serem iguais àquelas que te assinalam o comportamento, do que as virtudes que ainda escasseiam nas tuas paisagens emocionais.


Se, tomado pela certeza da tua origem espiritual, te resolveres por identificar a face melhor de cada pessoa, poderás abençoá-la nesse ângulo, sem te preocupares com o seu lado sombra.


Abençoarás, no mentiroso, a verdade em pequena quota que nele existe, a fim de que essa porção termine por superar aquela que o retém na imperfeição moral.


Abençoarás, no egoísta, as débeis expressões de bondade que repontem vez que outra, de modo a criar nele o condicionamento para a solidariedade, que o tornará rico de alegria e feliz.


Abençoarás, no caluniador, o arrependimento que surge, despertando- o para o respeito à dignidade alheia, tornando-se menos cruel em relação ao seu próximo.


Abençoarás, no inimigo, o seu lado gentil, mesmo que oculto na conduta que mantém em relação a ti, de maneira que se lhe torne preponderante, conduzindo-o à paz para com ele mesmo.


Abençoarás, no ingrato, o desejo de recuperar-se, embora nem se dê conta do nobre sentimento que lhe surge, porquanto a ingratidão é doença da alma.


Abençoarás, no rebelde, a força do temperamento, induzindoo a aplicá-la de maneira saudável e construtiva.


Abençoarás, no orgulhoso, a coragem de enfrentar o mundo com a sua prepotência, auxiliando-o a administrá-la com resultados edificantes.


Abençoarás, no velhaco, a astúcia para a ação, por enquanto perversa e indigna, que ele poderá converter em inteligência para a prática de atos relevantes.


Abençoarás, no viciado, a persistência que tem sido aplicada para a sua destruição, contribuindo para o seu despertar e interessar- se pela conquista das virtudes que lhe podem favorecer com harmonia.


Abençoarás, no cruel, a tenacidade com que persevera nas atitudes hostis e destrutivas, quando poderá converter essa força moral em alavanca para o próprio e o progresso da humanidade.


Abençoarás, no invejoso, a vida que tem sido malbaratada, e que Deus lhe oferece para valorizar o mundo e os seus tesouros, ao invés de perturbar-se com o êxito e a beleza que percebe nos outros e o estorcegar-se no conflito inditoso.


Abençoarás sempre, porque ninguém existe que seja totalmente destituído de qualquer sentimento que se pode converter em recurso iluminativo auxiliando-o na conquista de si mesmo e na sublimação dos seus propósitos.


Todos somos Espíritos em processos lentos de sublimação.


Superando os instintos, sem que sejam abandonados, surge a razão que faculta o discernimento e auxilia na compreensão dos deveres que aguardam oportunidade para serem vivenciados, avançando no rumo da intuição que supera o raciocínio e segue na conquista da angelitude.


As bênçãos de Deus sempre jorram abundantes sobre nós, estimulando- nos naquilo que é positivo e auxiliando-nos na eliminação das tendências reprocháveis e limitadoras.


É natural, portanto, que, por nossa vez, abençoemos também aquele amigo e irmão que segue na nossa retaguarda esperando ensejo de iluminação.


O Mestre conclamou-nos a perdoar e abençoar os inimigos, aqueles que se nos constituem motivo de sofrimento e de desequilíbrio, por se haverem transformado em instrumentos da Lei que nos alcança, trabalhando a nossa inferioridade e fazendo que apareçam as virtudes que permanecem adormecidas.


Seguindo a necessidade de serem permutadas bênçãos, o Apóstolo Paulo, em memorável epístola aos Hebreus, no capítulo 7 versículo 7, conclama que, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior.


Se aquele que dispõe de mais valiosos recursos não se volve na direção de quem se encontra menos dotado, como esse poderá ascender, caso não haja mão amiga distendida na sua direção, estimulando ao avanço e constituindo-se instrumento de socorro?


Abençoar, pois, é o mecanismo de grande utilidade para a própria renovação.


Reconhecendo-se destituído de méritos para distender bênçãos, quem assim proceder se esforçará para consegui-los, de forma que possa corresponder à expectativa que lhe cabe atender.


A bênção, além de ser uma doação de amor acompanhada de vibração vigorosa e rica de estímulos variados, é também um vínculo que se estabelece entre quem a distende e aquele que a recebe. 


Mediante esse envolvimento fluídico, o abençoado encontra coragem para autovencer-se, olvidando-se do mal em que se encontra, a fim de ampliar a capacidade do bem que nele se demora em germe.


Nunca será demasiado abençoar-se a noite, a fim de que se recame de estrelas; o dia, para que fortaleça as expressões de vida; a chuva, para que reverdeça o prado; o jardim, o pomar, a horta...


Abençoar também o pântano, para que seja drenado; o deserto, a fim de que se converta em vida; as fontes, os rios, os mares, a Natureza em todas as suas expressões.


O pobrezinho de Assis, agradecendo à irmã Natureza todas as dádivas, abençoou-a, assim como o fez em relação à cidade onde nasceu.


Sê tu aquele que abençoa sempre.


Sejam os teus pensamentos, lábios e coração refertos de bênçãos e consiga a tua existência tornar-se um evangelho de bondade para os esfaimados de amor e de paz no caminho por onde segues no rumo de Deus.


Quando Jesus exclamou na cruz: 


- “Perdoa-os, meu Pai, pois eles não sabem o que fazem”, estava abençoando os Seus algozes e suplicando novas oportunidades para suas vidas secas e perversas.


O Seu apelo encontrou ressonância no Pai Criador, e todos eles, os crucificadores de ontem, como os de hoje e de amanhã, tiveram e receberão oportunidade de recomeçar no corpo, abençoados pela dádiva da reencarnação, que é a elevada concessão do Amor aos infratores, aos carentes de iluminação e de sabedoria.


No torvelinho agitado das horas, o ser humano transita com emoções desordenadas, sem o tempo necessário para atender aos deveres a que se vincula, quase sempre experimentando estresses e desconfortos morais que o atormentam.


Elabora plano que espera cumprir, não obstante os enfrentamentos no trabalho de manutenção da vida física, bem como os compromissos familiares e sociais levam-no ao cansaço ou ao desencanto, pela impossibilidade de tudo realizar conforme desejaria.


Pensamentos extraídos da mensagem Bênçãos, escrita em Paris, França, em 5 de junho de 2001.


FRANCO,Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis, Nascente de bênçãos, p.33-37.

terça-feira, agosto 22, 2023

Problemas Existenciais - Joanna de Ângelis

 


Problemas Existenciais


Joanna de Ângelis


O interrelacionamento pessoal nos tempos modernos constitui um grande desafio para a criatura humana, que se vê empurrada para o individualismo, em razão dos muitos problemas e conflitos que lhe são impostos.


Graças à Internet e às facilidades de comunicação via satélite, à comodidade de manter convivência com outras pessoas sem sair do lar, de terem simplificadas as atividades de compras, vendas e recreações virtuais, em razão do receio pela violência urbana e pela criminalidade que se expandem em todas as direções, o refúgio doméstico abre as portas para um sem número de ações que preservam as conveniências pessoais e diminuem os riscos que ameaçam o indivíduo.


Não obstante, a necessidade do convívio mais próximo, do contato físico e enriquecedor, permitem que pessoas sensíveis afeiçoem-se umas às outras sem o encontro direto, o que também apresenta graves perigos para os relacionamentos, em razão da presença de criminosos e desajustados nesses veículos, que deles se utilizam para ficarem navegando em busca de pessoas ingênuos e tímidas, despreparadas para esse tipo de companheirismo.


Ademais, a venda desonesta de produtos de todo tipo, a possibilidade de enriquecimento ilícito e aventureiro, a facilidade de exibir paixões soezes que expõem a pornografia e o erotismo através dos macabros mecanismos da obscenidade e do horror, atraem desprevenidos e insensatos às suas armadilhas, tornando esses instrumentos portadores de graves e imprevisíveis riscos para todos aqueles que os utilizam, sem o discernimento necessário para os enfrentamentos.


Além disso, a facilidade de adquirir cultura e penetrar em museus, bibliotecas e universidades, de intercâmbio com outros grupos espalhados por todo o mundo, afasta inexoravelmente as pessoas da comunicação doméstica, gerando irritabilidade quando os fenômenos normais do lar parecem impedir o isolamento, a fuga para o espairecimento, a necessidade da visita e do convívio virtual.


É inestimável o valor desses modernos instrumentos de comunicação individual e de massa que, por outro lado, trabalham uma sociedade global, sem as diferenças que compõem a harmonia, encarregada de apresentar programas que situam todos no mesmo nível de comportamento, ao tempo em que a divulgação rápida das tragédias e crimes, dos escândalos e destruições, dão a falsa ideia que a vida perdeu o seu significado e que todos se encontram sob a espada do destino implacável, ameaçando cair e ceifar todas as vidas.


As informações são sempre rápidas e devoradoras, porque outras aguardam oportunidade, quase nunca sendo aprofundados os temas apresentados nas televisões e Internet, ou quando aparecem neste último veículo, fazem-se tão complexos e volumosos, que somente raros aplicam-se a investigá-los.


Como conseqüência, empalidecem as esperanças de uma sociedade mais fraternal e de uma convivência humana mais responsável.


As pessoas evitam-se na presença uma das outras, para se buscarem através dos veículos frios e insensíveis de comunicação artificial.


Vives momentos difíceis nos teus relacionamentos domésticos.


A irritação toma conta da tua conduta e sentes que as afeições, que antes te exornavam o Espírito, não passam de cansaço e aborrecimento.


As pessoas se te parecem estranhas ou desagradáveis, egoístas ou indiferentes aos teus problemas.


A falta de conversação harmônica, em razão da bulha no lar, produzida pela televisão e pelo rádio, convocando cada membro da família a um interesse pessoal distante do coletivo, tem sido responsável pela tua fuga para o pessimismo e o desinteresse de trocar opiniões, discutir temas edificantes e conviver agradavelmente.


Questões de pequena monta, que um pouco de atenção e de diálogo franco poderiam resolver, avolumam-se e se tornam motivo de afastamento dentro de casa, produzindo muralhas entre as pessoas.


Desamados, os filhos procuram convivências mais compatíveis com a sua necessidade de afirmação, quase sempre tombando em mãos violentas ou criminosas, que os levam ao álcool, ao tabaco, às drogas, ao sexo irresponsável...


A família se destrói e é acusada de irresponsável, como se fosse uma instituição que a si mesma se constrói, e não o resultado do grupamento de pessoas que a formam.


O que antes era decidido no lar, no conselho familiar, agora é transferido para profissionais especializados, encarregados de dirimir problemas e estudar dificuldades, sem um conhecimento profundo de cada caso, exceto pelo que lhe é relatado com a quota de emoção e de paixão do narrador, igualmente preocupados com os próprios problemas e com os lucros que lhe podem resultar do trabalho a que se dedicam.


A sabedoria da convivência doméstica foi substituída pela argúcia e habilidade de outras pessoas que se transformam em conselheiras das causas alheias, que sempre procuram fórmulas fáceis ou soluções apressadas, sugerindo, não poucas vezes, condutas extemporâneas, que deixam dilacerados os sentimentos dos seus companheiros ou familiares.


Torna-se urgente e necessário o retorno ao ninho doméstico em condições vivas e emocionais, sem o patrulhamento dos modernos instrumentos da telecomunicação, muito preciosos, porém com os limites e perigos de que se revestem.


Nada mais positivo do que o contato direto, pessoal, rico de emoções, que muitas vezes também se transforma em problema e perigo nas relações. 


No entanto, o afastamento das pessoas, uma das outras, a busca romântica e sonhadora de seres especiais, angélicos ou nobres, tem gerado dramas existenciais muito graves para os indivíduos, assim como para a sociedade como um todo.


Convive pessoalmente com as demais criaturas, sentindo-as de perto, interrelacionando-te com estima e confiança, oferecendo crédito de bondade para com elas.


Necessitas de amigos próximos, fisicamente presentes, que te conheçam e a quem conheças. 


Eles também necessitam de ti.


Trata-se de um intercâmbio vigoroso e humano, espiritual e atuante.


Diante dos problemas existenciais que te assaltam, recolhe-te à meditação, busca o Evangelho e reflete nas suas lições, tomando as atitudes que não perturbem o teu próximo e nem a ti mesmo aflijam.


Quando se ora e se procura a melhor resposta, ela sempre chega, emergindo do inconsciente, inspirada pelos Bons Espíritos ou resultante dos sentimentos bons que a elaboram.


Não te transfiras de um para outro problema, sem os resolver com serenidade, evitando ouvir todas as pessoas que se te acercam e a quem pedes conselhos e orientações.


Se não conhecerem a profundidade dos teus desafios existenciais, menos identificações possuem aqueles que não estão envolvidos.


Assim, aprende a pensar antes de agir, para que o faças corretamente.


E se buscares a ajuda de um profissional nessa área, reflexiona em torno da sua opinião e diretriz, evitando seguir a sua orientação apenas porque se trata de uma pessoa que reconheces como capacitada.


Em qualquer situação, busca Jesus e Sua inspiração, e não te faltarão os recursos para tornar mais amena e feliz a tua existência.


Pensamentos extraídos da mensagem Problemas Existenciais, escrita em Paris, França, no dia 8 de junho de 2001.

 

 

FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis . Nascente de bênçãos, p.28-32.

segunda-feira, agosto 21, 2023

As Reencarnações de Joanna de Ângelis - Dulce Amelia/ Pesquisa Bibliográfica








As Reencarnações de Joanna de Ângelis

Dulce Amelia/ Pesquisa Bibliográfica

Um Espírito que irradia ternura e sabedoria, despertando-nos para a vivência do amor na sua mais elevada expressão, mesmo que, para vivê-lo, seja-nos imposta grande soma de sacrifícios. 


Trata-se do Espírito que se faz conhecido pelo nome Joanna de Ângelis , e que, nas estradas dos séculos, vamos encontrá-la na mansa figura de Joanna de Cusa , posteriormente como Clara de Assis ao lado de Francisco de Assis, na grandiosa Sóror Juana Inés De La Cruz  e na intimorata Joana Angélica de Jesus .



Conheça agora um pouco dessas personalidades que marcaram a história com o seu exemplo de humildade e heroísmo.







JOANA DE CUSA


Joana de Cusa, segundo informações de Humberto de Campos, no livro “Boa Nova”, era alguém que possuía verdadeira fé.


Narra o autor que: “Entre a multidão que invariavelmente acompanhava Jesus  nas pregações do lago, achava-se sempre uma mulher de rara dedicação e nobre caráter, das mais altamente colocadas na sociedade de Cafarnaum. 


Tratava-se de Joana, consorte de Cusa, intendente de Ântipas, na cidade onde se conjugavam interesses vitais de comerciantes e de pescadores”.


O seu esposo, alto funcionário de Herodes, não lhe compartilhava os anseios de espiritualidade, não tolerando a doutrina daquele Mestre que Joana seguia com acendrado amor. 


Vergada ao peso das injunções domésticas, angustiada pela incompreensão e intolerância do esposo, buscou ouvir a palavra de conforto de JESUS que, ao invés de convidá-la a engrossar as fileiras dos que O seguiam pelas ruas e estradas da Galiléia, aconselhou-a a seguí-Lo a distância, servido-O dentro do próprio lar, tornando-se um verdadeiro exemplo de pessoa cristã, no atendimento ao próximo mais próximo: seu esposo, a quem deveria servir com amorosa dedicação, sendo fiel a Deus, amando o companheiro do mundo como se fora seu filho.


Jesus  traçou-lhe um roteiro de conduta que lhe facultou viver com resignação o resto de sua vida.


Mais tarde, tornou-se mãe. 


Com o passar do tempo, as atribuições  foram se avolumando. 


O esposo, após uma vida tumultuada e inditosa, faleceu, deixando Joana sem recursos e com o filho para criar.


Corajosa, buscou trabalhar. Esquecendo “o conforto da nobreza material, dedicou-se aos filhos de outras mães, ocupou-se com os mais subalternos afazeres domésticos, para que seu filhinho tivesse pão”. 


Trabalhou até a velhice.


Já idosa, com os cabelos embranquecidos, foi levada ao circo dos martírios, juntamente com o filho moço, para testemunhar o amor por Jesus , o Mestre que havia iluminado a sua vida acenando-lhe com esperanças de um amanhã feliz.


Narra Humberto de Campos, no livro citado:


“Ante o vozerio do povo, foram ordenadas as primeiras flagelações.




- Abjura!… – excalama um executor das ordens imperiais, de olhar cruel e sombrio.




A antiga discípula do Senhor contempla o céu, sem uma palavra de negação ou de queixa. 


Então o açoite vibra sobre o rapaz seminu, que exclama, entre lágrimas:


- “Repudia a Jesus , minha mãe!… Não vês que nós perdemos?!




- Abjura!… por mim, que sou teu filho!…”



Pela primeira vez, dos olhos da mártir corre a fonte abundante das lágrimas. 


As rogativas do filho são espadas de angustia que lhe retalham o coração.


Após recordar sua existência inteira, responde:


“- Cala-te, meu filho!




- Jesus era puro e não desdenhou o sacrifício. 


Saibamos sofrer na hora dolorosa, porque, acima de todas as felicidades transitórias do mundo, é preciso ser fiel a Deus!”




Logo em seguida, as labaredas consomem o seu corpo envelhecido, libertando-a para a companhia do seu Mestre, a quem tão bem soube servir e com quem aprendeu a sublimar o amor.








AO LADO DE FRANCISCO DE ASSIS - CLARA DE ASSIS


Séculos depois, Francisco, o “Pobrezinho de Deus”, o “Sol de Assis”, reorganiza o “Exército de Amor do Rei Galileu”, ela também se candidata a viver com ele a simplicidade do Evangelho de Jesus, que a tudo ama e compreende, entoando a canção da fraternidade universal, como  Clara de Assis - a "Irmã Lua" .




         Corpo de Clara de Assis - Basílica de Santa Clara em Assis/ Itália







Corpo de Clara de Assis - Basílica de Santa Clara em Assis/ Itália



 Divaldo Pereira Franco (2014) em entrevista concedia à TV CEI no "Programa Conversando com Divaldo", descreveu sua emoção de quando esteve em Assis/Itália.


Falou da beleza e do perfume dos campos recobertos de lavanda e, após visitar o local onde estavam os restos mortais e os trajes de Francisco de Assis, foi à Basílica de Santa Clara e diante do seu corpo exposto, com expressão tão serena , Joanna de Ângelis se fez presente e segundo o mesmo, não teve mais dúvidas, de que se tratava do mesmo Espírito.



Tivemos o desejo de nos aprofundarmos nessa linda passagem vivida por Divaldo, pelo carinho, respeito e admiração pela Veneranda Joanna de Ângelis, cujas mensagens sempre tocaram fundo ao nosso coração e fomos pesquisar.



Clara de Assis desencarnou em 11 de agosto de 1253 e seu corpo foi enterrado na Igreja de São Jorge ao lado do corpo de Francisco. 


No dia 3 de outubro de 1260, o corpo é exumado e colocado na Basílica de Santa Clara, ali permanecendo perto do altar com uma simples inscrição: 


“Aqui jaz o corpo da Virgem Santa Clara”.


No dia 23 de agosto de 1850 , o corpo é novamente exumado , junto a religiosos e de um especialista em escavações .


No dia 23 de setembro, com a presença de autoridades da igreja católica , de um químico  , de um arqueólogo  e do diretor do arquivo municipal de Assis abriram o sarcófago.


O corpo de Clara tinha o fino semblante intacto, a pele estava sombria e bem colada aos ossos. 

Uma coroa de honra feita no século XIII estava perfeita. 


Os ramos de tomilho que enfeitavam o corpo permaneciam conservados. 

O corpo todo estava em estado de esqueleto na disposição normal dos ossos. 


A cabeça inclinada sobre o ombro esquerdo, o braço esquerdo sobre o peito e o direito estendido ao longo do corpo. 


O corpo foi erguido e colocado num relicário.


Nos dias 26, 27 e 28 de setembro, a urna foi reaberta para recobrir os ossos de Clara de Assis e dando-lhe aparência de um corpo. 


Tinham sido envoltos anteriormente por uma camada de algodão.

A túnica parda, a cobertura da cabeça branca e o véu preto foram confeccionados por algumas senhoras de Assis. 


Colocou-se sobre a cabeça uma coroa de flores.


O corpo de Clara que está hoje na basílica foi mais uma vez restaurado.


De 17 de novembro de 1986 até 12 de abril de 1987 um paciente trabalho foi feito para tirar do corpo um estado de viscosa humidade, devido ao clima e aos longos anos que criaram a decomposição das partes extremas, em particular as falanges e os dedos dos pés.


Quando examinaram o corpo, ele mantinha a mesma posição deixada em 1850.


Todo ele foi recomposto e restaurado por uma equipe de técnicos incluindo egiptólogo, ortopedista, químico e escultor com tela, gesso, esmalte e silicone.


Recompuseram o corpo e o rosto segundo os documentos da época, mantendo a a expressão de mulher fascinante, ardente, terna, sensível, segura e muito equilibrada.


Diante do corpo de Clara, é preciso redescobrir a espiritualidade da ternura, da pequenez, da pobreza. 


Clara, não é um aprendizado intelectual, mas um conhecimento afetivo.



Por que Clara é bela? 


Porque o Espírito imprime sempre no corpo a sua forma.



REFERÊNCIAS

Franciscanos.org.br. Disponível em http://www.franciscanos.org.br/?p=5227. Acesso:08  SET 2017 . 

Disponível em : http://redemptionis-sacramentum.blogspot.com.br/2011/08/serie-corpos-de-santos-e-beatos.html.Acesso: 08 SET 2017.





Disponível em :<https://br.pinterest.com/marceochan/mis-lecturas/>. Acesso 01 SET 2017

Juana Inês D'Asbaje Y Ramires antes do ingresso na vida religiosa





 Disponível em : <http://digitallpost.com.mx/cultura/abierta-convocatoria-al-premio-sor-juana-ines-2016/>. Acesso 01 SET 2017




SÓROR JUANA INÉS DE LA CRUZ



No século XVII ela reaparece no cenário do mundo, para mais uma vida dedicada ao Bem.


Renasce em 1651 na pequenina San Miguel Nepantla, a uns oitenta quilômetros da cidade do México, com o nome de Juanna De Asbaje y Ramirez De Santillana , filha de pai basco e mãe indígena.


Após 3 anos de idade, fascinada pelas letras, ao ver sua irmã aprender a ler e escrever, engana a professora e diz-lhe que sua mãe mandara pedir-lhe que a alfabetizasse. 


A mestra, acostumada com a precocidade da criança, que já respondia ás perguntas que a irmã ignorava, passa a ensinar-lhe as primeiras letras.


Começou a fazer versos aos 5 anos. 


Aos 6 anos, Juana dominava perfeitamente o idioma pátrio, além de possuir habilidades para costura e outros afazeres comuns às mulheres da época.


Soube que existia no México uma Universidade e empolgou-se com a ideia de no futuro, poder aprender mais e mais entre os doutores. 

Em conversa com o pai, confidenciou suas perspectivas para o futuro. Dom Manuel, como um bom espanhol, riu-se e disse gracejando:


-”Só se você se vestir de homem, porque lá só os rapazes ricos podem estudar.” 


Juana ficou surpresa com a novidade, e logo correu à sua mãe solicitando insistentemente que a vestisse de homem desde já, pois não queria, em hipótese alguma, ficar fora da Universidade.


Na Capital, aos 12 anos, Juana aprendeu latim em 20 aulas, e português, sozinha. Além disso, falava nahuatl, uma língua indígena. 


O Marquês de Mancera, querendo criar uma corte brilhante, na tradição européia, convidou a menina-prodígio de 13 anos para dama de companhia de sua mulher.


Na Corte encantou a todos com sua beleza, inteligência e graciosidade, tornando-se conhecida e admirada pelas suas poesias, seus ensaios e peças bem-humoradas. 


Um dia, o Vice-rei resolveu testar os conhecimentos da vivaz menina e reuniu 40 especialistas da Universidade do México para interrogá-la sobre os mais diversos assuntos. 


A platéia assistiu, pasmada, àquela jovem de 15 anos responder, durante horas, ao bombardeio das perguntas dos professores.


E tanto a platéia como os próprios especialistas aplaudiram-na, ao final, ficando satisfeito o Vice-rei. 


Mas, a sua sede de saber era mais forte que a ilusão de prosseguir brilhando na Corte.


A fim de se dedicar mais aos seus estudos e penetrar com profundidade no seu mundo interior, numa busca incessante de união com o divino, ansiosa por compreender Deus através de sua criação, resolveu ingressar no Convento das Carmelitas Descalças, aos 16 anos de idade.


Desacostumada com a rigidez ascética, adoeceu e retornou à Corte.


Seguindo orientação de seu confessor, foi para a ordem de São Jerônimo da Conceição, que tem menos obrigações religiosas, podendo dedicar-se às letras e à ciência. 


Tomou o nome de Sóror  Juana Ignés De La Cruz .


Na sua confortável cela, cercada por inúmeros livros, globos terrestres, instrumentos musicais e científicos, Juana estudava, escrevia seus poemas, ensaios, dramas, peças religiosas, cantos de Natal e música sacra. 


Era freqüentemente visitada por intelectuais europeus e do Novo Mundo, intercambiando conhecimentos e experiências.


A linda monja era conhecida e admirada por todos, sendo os seus escritos popularizados não só entre os religiosos, como também entre os estudantes e mestres das Universidades de vários lugares. 


Era conhecida como a “Monja da Biblioteca”.



Se imortalizou também por defender o direito da mulher de ser inteligente, capaz de lecionar e pregar livremente.



Em 1695 houve uma epidemia de peste na região. 


Juana socorreu durante o dia e a noite as suas irmãs religiosas que, juntamente com a maioria da população, estavam enfermas. 


Foram morrendo, aos poucos, uma a uma das suas assistidas e quando não restava mais religiosas, ela, abatida e doente, tombou vencida, aos 44 anos de idade.

Teóricos descrevem   sóror Juana Inés de la Cruz ,  como uma mulher  bela e freira.


Era inteligente e admirada nos círculos intelectuais, sendo requisitada e festejada.



Era poetisa , com  amigos nos altos círculos. 

Foi  autora de uma obra que acabou por consagrá-la como um nome importante da literatura em língua espanhola.

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Um de seus poemas, que adoro e compartilho com vocês:

          
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Soneto CXLV




A su retrato


Juana de Asbaje y Ramírez; 1648-1695
 
(Procura desmentir los elogios que a un retrato de  la poetisa inscribió la verdad, que llama pasión)
 
 
Este que ves, engaño colorido,
que, del arte ostentando los primores,
con falsos silogismos de colores
es cauteloso engaño del sentido;

 
éste, en quien la lisonja ha pretendido       
excusar de los años los horrores,
y venciendo del tiempo los rigores
triunfar de la vejez y del olvido,
 

es un vano artificio del cuidado,
es una flor al viento delicada,                 
es un resguardo inútil para el hado:
es una necia diligencia errada,
 
es un afán caduco y, bien mirado,
es cadáver, es polvo, es sombra, es nada.

Disponível em : http://users.ipfw.edu/jehle/poesia/estequev.htm.Acesso : 02 SET 2017.

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    Seu Retrato


Isso que você vê, decepção colorida,
que, da arte que mostra o bem,
com falsos silogismos de cores
é uma decepção cautelosa do sentido;


Isto, em quem a lisonja pretendia 
Desculpe os anos de horrores,
e superando os rigores do tempo
triunfo da velhice e do esquecimento,


é um vã artificio de cuidado,
é uma flor delicada, 
é um abrigo inútil para o hado:
é uma falsa diligência errônea,


é uma ânsia desatualizada e, bem vista,
É um cadáver, é poeira, é uma sombra, não é nada.








SÓROR JOANA ANGÉLICA DE JESUS


Passados 66 anos do seu regresso à Pátria Espiritual, retornou, agora na cidade de Salvador na Bahia, em 1761, como Joana Angélica , filha de uma abastada família.


Aos 21 anos de idade ingressou no Convento da Lapa, como franciscana, com o nome de Sóror Joana Angélica de Jesus , fazendo profissão de Irmã das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição.


Foi irmã, escrivã e vigária, quando, e, 1815, tornou-se Abadessa e, no dia 20 de fevereiro de 1822, defendendo corajosamente o Convento, a casa do Cristo, assim como a honra das jovens que ali moravam, foi assassinada por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil.



Nos planos divinos, já havia uma programação para esta sua vida no Brasil, desde antes, quando reencarnara no México como Sóror Juana Inés de La Cruz. Daí, sua facilidade estrema para aprender português.


É que, nas terras brasileiras, estavam reencarnados, e reencarnariam brevemente, Espíritos ligados a ela, almas comprometidas com a Lei Divina, que faziam parte de sua família espiritual e aos quais desejava auxiliar.


Dentre esses afeiçoados a Joanna de Ângelis, destacamos Amélia Rodrigues, educadora, poetisa, romancista, dramaturga, oradora e contista que viveu no fim do século passado ao início deste.






JOANNA NA ESPIRITUALIDADE


Quando, na metade do século passado, “as potências do Céu” se abalaram, e um movimento de renovação se alastrou pela América e pala Europa, fazendo soar aos “quatro cantos” a canção da esperança com a revelação da vida imortal, Joanna de Ângelis integrou a equipe do Espírito de Verdade, para o trabalho de implantação do Cristianismo redivivo, do Consolador prometido por Jesus.
        

E ela, no livro “Após a Tempestade”, em sua última mensagem, referindo-se aos componentes de sua equipe de trabalho diz:


“Quando se preparavam os dias da Codificação Espírita, que ando se convocavam trabalhadores dispostos à luta, quando se anunciavam as horas preditas, quando se arregimentavam seareiros para Terra, escutamos o convite celeste e nos apressamos a oferecer nossas parcas forças, quanto nós mesmos, a fim de servir, na ínfima condição de sulcadores do solo onde deveriam cair as sementes de luz do Evangelho do Reino.”


Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” vamos encontrar duas mensagens assinadas por “Um Espírito amigo”. 


A primeira, no Cap. IX, item 7 com o título “A paciência”, escrita em Havre, 1.862. 


A segunda no Cap. XVIII itens 13 e 15 intitulada “Dar-se-á àquele que tem”, psicografada no mesmo ano que a anterior, na cidade de Bordéus.


Se observarmos bem, veremos a mesma Joanna que nos escreve hoje, ditando no passado uma bela página, como o modelo das nossas atitudes, em qualquer situação.


No mundo Espiritual, Joanna estagia numa bonita região, próxima da Crosta terrestre.


Quando vários Espíritos ligados a ela, antigos cristãos equivocados se preparavam para reencarnar, reuniu a todos e planejou construir na Terra, sob o céu da Bahia no Brasil, uma cópia, embora imperfeita, da Comunidade onde estagiava no Plano Espiritual, com o objetivo de, redimindo os antigos cristãos, criar uma experiência educativa que demonstrasse a viabilidade de se viver numa comunidade, realmente cristã, nos dias atuais.


Espíritos gravemente enfermos, não necessariamente vinculados aos seus orientadores encarnados, viriam na condições de órfãos, proporcionando oportunidade de burilamento, ao tempo em que, eles próprios, se iriam liberando das injunções cármicas mais dolorosas e avançando na direção de Jesus.



Engenheiros capacitados foram convidados para traçarem os contornos gerais dos trabalhos e instruírem os pioneiros da futura Obra.


Quando estava tudo esboçado, Joanna procurou entrar em contato com Francisco de Assis, solicitando que examinasse os seus planos e auxiliasse na concretização dos mesmos, no Plano Material.



O “Pobrezinho de Deus” concordou com a Mentora e se prontificou a colaborar com a Obra, desde que “nessa Comunidade jamais fosse olvidado o amor aos infelizes do mundo, ou negada a Caridade aos “filhos do Calvário”, nem se estabelecesse a presunção que é vérmina a destruir as melhores edificações do sentimento moral’.


Quase um século foi passado, quando os obreiros do Senhor iniciaram na Terra, em 1947, a materialização dos planos de Joanna, que inspirava e orientava, secundada por Técnicos Espirituais dedicados que espalhavam ozônio especial pela psicosfera conturbada da região escolhida, onde seria construída a “Mansão do Caminho”, nome dado à alusão à “Casa do Caminho” dos primeiros cristãos.
        

Nesse ínterim, os colaboradores foram reencarnando, em lugares diversos, em épocas diferente, com instrução variada e experiências diversificadas para, aos poucos, e quando necessário, serem “chamados” para atender aos compromissos assumidos na espiritualidade.


Nem todos, porém, residiriam na Comunidade, mas, de onde se encontrassem, enviariam a sua ajuda, estenderiam a mensagem evangélica, solidários e vigilantes, ligados ao trabalho comum.


A Instituição crescendo sempre comprometida a assistir os sofredores da Terra, os tombados nas provações, os que se encontram a um passo da loucura e do suicídio.


Graças às atividades desenvolvidas, tanto no plano material como no plano espiritual, com a terapia de emergência a recém-desencarnados e atendimentos especiais, a “Mansão do Caminho” adquiriu uma vibração de espiritualidade que suplantas humanas vibrações dos que ali residem e colaboram.




REFERÊNCIAS


FRANCO, Divaldo Pereira; SANTOS, Celeste   “A Veneranda Joanna de Ângelis”.


____________________; SAID, Cezar Braga . " Joanna e Jesus: Uma História de Amor".


DOUTRINAKARDEC. Disponível em http://doutrinakardec.wordpress.com/category/joanna-de-angelis/ . Acesso: 07 SET 2017.



FRANCISCANOS.ORG.BR. Disponível em http://www.franciscanos.org.br/?p=5227. Acesso:08  SET 2017.

REDEMPTIONIS-SACRAMENTUM. Disponível em : http://redemptionis-sacramentum.blogspot.com.br/2011/08/serie-corpos-de-santos-e-beatos.html.Acesso: 08 MAR 2015.


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Novas Revelações Sobre Joanna De Ângelis

Adilton Pugliese


Uma das mulheres vem mantendo, de forma comovedora, sua fidelidade ao Cristo há mais de 2000 anos, desde o início da Era Cristã, quando ela, na personalidade de Joana, esposa de Cusa, intendente de Ântipas, acompanhava as pregações do Mestre às margens do lago de Cafarnaum. 



Ela possuía a verdadeira fé, mas vivia atormentada com as amarguras domésticas, porque o seu companheiro de lutas não aceitava as claridades do Evangelho, o esposo não tolerava a doutrina do Mestre. 


Atendida fraternalmente por Jesus, é aconselhada a “amá-lo ainda mais”, recomendando-lhe permanecer sempre fiel. 


No ano de 68, “quando as perseguições ao Cristianismo iam intensas”, Joana de Cusa é submetida ao poste do martírio e, quando desafiada pelos verdugos a abjurar a sua fé, que lhe diziam: 


- O teu Cristo soube apenas ensinar-te a morrer? 


Ela, reunindo todas as suas forças, responde:


- Não apenas a morrer, mas também a vos amar!... 


É neste momento decisivo que ela escuta a voz carinhosa e inesquecível:


- Joanna, têm bom ânimo!...Eu aqui estou...


Mais de 1500 anos depois vamos encontrá-la reencarnada no México, em San Miguel Nepantla. 


Que perfil nos interessa nessa encarnação dessa fidelíssima servidora do Cristo? 


Um escritor, poeta e crítico mexicano, Octavio Paz, escreveu um livro de 709 páginas para fazer uma espécie de ressurreição da vida e do mundo de Juana de Asbaje Y Ramírez de Santillana, nascida em 12 de novembro de 1651. 


Foi uma mulher inteligente, que desde menina pedia à mãe para vesti-la de homem para ela poder ir a Universidade. 


Era a necessidade do saber, do conhecimento, certamente preparando-se para as tarefas do futuro. É nesse estágio reencarnatório que aprende, sozinha, o idioma português.


Aos 16 anos entra para a Ordem das Carmelitas Descalças, mas não suporta a vida ascética. 


Aos 18 anos, então, tomou o véu de noviça no Convento de São Jerônimo, e adota o nome de Sóror Inês de la Cruz. 


Tinha enorme biblioteca, era conhecida como a monja da biblioteca. Juana nasceu numa época de grande restrição à mulher. 


Teve vários perseguidores, que não aceitavam a sua excepcionalidade: a de seu sexo e de sua superioridade intelectual. 


Um deles foi o Arcebispo da Cidade do México, Aguiar y Seijas, cuja misoginia o levava a propagar que caso uma mulher entrasse em sua casa, mandaria trocar o piso.


O que marcou a reencarnação de Sóror Juana Inês de la Cruz foi sua constante preocupação pela situação da mulher, especialmente a mexicana, a qual era totalmente marginalizada, levando-a promover um movimento, tornando-se, então, a primeira feminista das Américas. 


Foi poeta e musicista. 


Houve um instante de inquietação em sua vida, quando interrogou: onde está a felicidade? 


Orando, e fazendo profunda reflexão, lembrou, talvez, que deveria proceder como o moço rico da parábola evangélica. 


Precisava dar tudo o que tinha e dedicar-se aos pobres, à caridade. 


E é o que faz a partir daí. 


Em abril de 1695, grave epidemia varreu o México, ceifando inúmeras vidas, entre elas a de Sóror Juana Inês de la Cruz, aos 44 anos de idade, em 17.04.1695.


Sessenta e seis anos depois renasceria no Brasil, em 11.12.1761, e seria a personalidade Sóror Joana Angélica de Jesus. 


Seus registros terrestres não explicam a sua renúncia ao mundo e a opção pela clausura de um mosteiro da ordem contemplativa. 


Só os registros das vidas passadas, desde 68 d.C., como Joana de Cusa, passando pela religiosa Juana Inés de la Cruz, podem explicar essa opção, pois aos 21 anos ingressou no Convento da Lapa, em Salvador, BA., fazendo profissão de irmã das religiosas reformadas de Nossa Senhora da Conceição da Lapa e por incontáveis méritos, chegou a Abadessa em 1815. 


Em 20.02.1822 ela desencarna, trespassada por uma baioneta, enfrentando às portas do Convento, os soldados do Brigadeiro Madeira, nomeado por Portugal para pôr fim ao movimento de independência. 


Seria a Heroína da Independência do Brasil.


No mundo espiritual, 40 anos após a sua desencarnação no Brasil, ei-la na França, ao lado de Allan Kardec, colaborando com a Codificação Espírita. Imaginamos o número incalculável de Espíritos que se ofereceram para colaborar com o advento da Terceira Revelação! 


E ela foi um dos escolhidos. 


Em abril de 1864, ao lançar em Paris a terceira obra da Codificação Espírita, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec insere duas mensagens desse Espírito, que se assina Um Espírito Amigo: um texto sobre A Paciência , no capítulo IX, item 7 e outro capítulo XVIII, item 15,Instrução dos Espíritos, intitulado Dar-se-á Àquele que Tem, ambos ditados em 1862 nas cidades francesas de Havre e Bordéus, respectivamente.


Continuando a sua trajetória iluminativa, em 1948 ela revela-se ao médium Divaldo Franco, assinando suas primeiras comunicações como Um Espírito Amigo e, mais tarde, em 1956, solicitada pelo médium a identificar-se, pede que seja chamada de Joanna de Angelis, passando a desenvolver a sua grandiosa tarefa, conhecidíssima em todo o Brasil e no Exterior, agora verdadeira Heroína da Independência do Homem, para liberta-lo do materialismo.


Há, dentro de suas existências na Terra, um ponto que gostaria de realçar. 


Quando em 1970 Divaldo Franco visitou o Monastério de Santa Clara, em Assis, na Itália, o Espírito Joanna de Angelis, diante do corpo em conservação de Clara de Assis, desvela um outro ângulo de suas existências. 


Esse momento, em nosso entendimento, revela sua reencarnação como Clara de Assis, no século XII, na cidade de Assis, na Itália. 


Relatam seus biógrafos que durante a gestação, sua mãe tinha medo, era o primeiro filho. 


Um dia correu à igreja. 


Lá ouviu uma voz: 


“não tenhas medo, com felicidade serás mãe de uma menina, e esta filha há de aclarar o mundo com o seu esplendor”. 


Finalmente, no dia 16.07.1194, o castelo dos Condes de Favarone e Hortolona comemora o grande momento: o nascimento de sua primogênita. 


A mãe insistiu em chamar-lhe de Clara, pois em seus ouvidos soava a promessa: ela há de aclarar o mundo inteiro com o seu esplendor...


No ano de 1211, com 17 anos, ouviu um jovem de 29 anos pregar a Quaresma na Catedral de Assis e ficou arrebatada, não apenas com a eloquência da palavra, mas com o gesto da vida daquele jovem. 


O jovem era Francisco de Assis (26.09.1182 – 04.10.1226), que desde o ano de 1206 havia criado um grande impacto em sua cidade natal. 


Jovem rico, filho do grande comerciante Pedro Bernadone que, de repente, após retornar da guerra, no sul da Itália, passara a pregar o desapego às coisas materiais e o amor à mais absoluta pobreza.


Em 18.03.1212, Clara toma uma decisão: 


abandonar a família e seguir Francisco, o que consegue. 


Mais tarde ela se tornaria a primeira mulher franciscana e, com ela, nasceria a Segunda Ordem Franciscana, a das mulheres. 


Em 15.08.1253, ela desencarna aos 59 anos, após uma vida de prodígios e dedicação aos pobres.


Identificamos dias interessantes e significativas conexões reencarnatórias entre Clara de Assis e Joanna Angélica de Jesus: Em 1241, a Itália é invadida por Frederico II, com bandos armados à busca de riqueza e aventuras e chegaram à cidade de Assis. 


Clara enfrenta a soldadesca com a imagem do Santíssimo Sacramento na mão, na porta do Mosteiro, defendendo as irmãs de ideal e a cidade; 


em 20.02.1822 (581 anos depois) ela enfrentaria, às portas de outro Mosteiro, o da Lapa, em Salvador, os soldados do brigadeiro Madeira, comandante das tropas portuguesas.


As tradições relatam comovedor momento, narrado por Divaldo Franco em suas palestras, envolvendo essas duas elevadas almas, a de Clara e a de Francisco: 


numa tarde de inverno, ambos voltavam de Espoleto para Assis. 


A neve cobria o caminho, vestia as oliveiras...


É quando Francisco declara: 


- Irmã devemos nos separar aqui. 


– E quando tornaremos a nos encontrar, irmão? 


Pergunta Clara. 


– Quando a primavera chegar com suas flores, responde Francisco. 


E separaram-se. 


Francisco faz um sinal da cruz e desaparece como que diluído na neblina. 


Clara ajoelha-se na brancura do caminho, enquanto, em Assis, os sinos repicavam. 


E de repente... 


Uma carícia primaveril a envolveu. 


Abriu os olhos. 


A neve sumira. 


Por toda parte rosas. 


Rosas à beira dos caminhos. 


Rosas nas oliveiras e ciprestes. 


Rosas na amplidão. 


Por toda parte rosas. 


Colheu-as às braçadas e correu ao encalço de Francisco, gritando: 


- Irmão, irmão, a primavera voltou. 


Não nos separemos mais...


A união entre Joanna de Ângelis e Jesus; 


dela com Francisco de Assis e com o médium Divaldo Franco, em séculos de vínculos fraternais e de labor em benefício da humanidade, é o exemplo máximo, a excelência da harmonia íntima, da mensagem da eterna amorosidade. 


Certamente que, para lograrmos esse estado de harmonia que os atingiu, é preciso que semeemos rosas sem espinhos à beira dos caminhos, dos nossos caminhos redentores e com todos aqueles com quem nos encontrarmos e então, também nós, um dia, quando conseguirmos construir a primavera definitiva, na história de nossas vidas, nunca mais nos separemos de Deus e de suas Leis.



Fonte:

PUGLIESE, Adilton . Artigo publicado na Revista Presença Espírita de números 238- set/out de 2003 e 239 – nov/dez de 2003 .


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Homenagem à Veneranda Joanna de Ângelis








A Veneranda Joanna de Ângelis, segundo informações trazidas pelos Benfeitores Espirituais,  esteve reencarnada junto a Jesus , na condição da cristã Joana de Cusa, posteriormente junto à Francisco de Assis, como Clara de Assis.


Esteve presente no México como Sóror Juana Inés de La Cruz, considerada uma das mulheres mais inteligentes que se tem conhecimento, conhecida como a “Monja da Biblioteca”.


Passados 66 anos do seu regresso à Pátria Espiritual, retornou, na cidade de Salvador na Bahia, em 1761, como Joana Angélica , filha de uma abastada família,ingressando no Convento da Lapa, como franciscana, com o nome de Sóror Joana Angélica de Jesus , fazendo profissão de Irmã das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição. Tornou-se Abadessa e, no dia 20 de fevereiro de 1822, defendendo corajosamente o Convento, a Casa do Cristo, assim como a honra das jovens que ali moravam, foi assassinada por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil.


Atualmente na Espiritualidade como Joanna de Ângelis, vem reunindo através de suas obras a família espiritual, através da mediunidade de Divaldo Pereira Franco, um de seus filhos, quando esteve reencarnada como Joana de Cusa.

Tivemos conhecimento de que essa Veneranda reencarnará,mas não sabemos quando, certamente para auxiliar no processo de regeneração da humanidade.

Que Jesus a fortaleça e ampare sempre, como também ao nosso tão querido Divaldo Pereira Franco que tem sido de extrema dedicação, amor e respeito ao próximo, nos ensinando pelos seus exemplos que “ Devemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo, como a nós mesmos”, como nos recomendou o Mestre Jesus.


Certamente a Festa na Espiritualidade se estenderá à Festa Espiritual no nosso tão amado Planeta Terra, pela presença dos Espíritos Nobres, ligados à Falange Espiritual de Joanna de Ângelis.



Seja bem-vinda querida Veneranda Joanna de Ângelis, o Mundo de Regeneração a aguarda ...



Diz-se que as rosas de Assis não tem espinhos .





 Desejamos que o perfume das rosas espirituais de Francisco de Assis, chegue a todos, fortalecendo-os e amparando-os, para uma vida saudável tendo como meta o bem e a caridade, que Francisco tanto nos ensinou a praticar.