terça-feira, julho 07, 2009




Hoje assistindo ao Memorial em homenagem a Michael Jackson, vi a pequena Paris Jackson, extremamente emocionada prestar sua singela homenagem ao seu grande pai,que a amava imensamente.

Fiquei extremamente sensibilizada, porque sempre admirei Michael pelo trabalho humanitário que realizava, pelas suas músicas que marcaram muitos momentos de minha presente reencarnação e por tantos outros predicados que nem teria como enumerá-los aquí.


Ao mesmo tempo que lhe enviava as minhas melhores vibrações de carinho como "irmã de caminhada", lembrei-me deste texto de Amado Nervo, pedindo a Jesus e aos Amigos Espirituais que o amparassem nesta longa viagem, que na visão espírita constitui-se em "Passaporte Para a Vida", para que seu despertar na Pátria Espiritual seja sereno sob as vibrações de Jesus e da Mãe Santíssima.




NÃO MORRERAM, PARTIRAM ANTES


Pelo Espírito Amado Nervo

Choras teus mortos com tamanho desconsolo que, dir-se-ia, és imortal.


Not dead, but gone before, diz sabiamente o prolóquio inglês.


Não morreram, partiram antes.


Tua impaciência se move como loba faminta, ansiosa de devorar enigmas.


Pois não morrerás logo depois, e forçosamente não virás a saber a solução de todos os problemas que são de uma diáfana e deslumbrante sutilidade?


Partiram antes...


Por que interrogá-los com nervosa insitência ?


Deixa que eles sacudam o pó do caminho, que descansem no rergaço do Pai e ali curem as feridas de seus pés andarilhos; deixa que ponham seus olhos nos verdes prados da paz...


O trem espera.

Por que não preparar o bornal de viagem?


Esta seria mais prática e eficaz tarefa.


Ver teus mortos é de tal modo premente e inevitável que não deves alterar com a menor ansiedade as poucas horas do teu repouso.


Eles, com um conceito total do tempo, cujas barreiras transpuseram de um salto, também te aguardam tranquilamente.


Foi que simplesmente tomaram um dos trens anteriores.


Psicografia do médium Francisco Cândido Xavier.


Imagem disponível em <insaneminds.blogs.sapo.pt/12288.html> Acesso 07 JUL 2009

domingo, julho 05, 2009



Saúde Integral

Joanna de Ângelis




A sofisticação tecnológica da Medicina atual ainda permanece na insustentável tese de que o homem é as células que lhe constituem a organização somática.



Negando, por sistema, a realidade do ser integral, - espírito, perispírito e matéria - detém-se na conceituação ultrapassada, na qual o cérebro gera o pensamento, e a Vida cessa quando se dá o fenômeno da anóxia, alguns minutos depois da parada cardíaca...



Desde Hipócrates, passando por Aécio e Galeno, a visão dualista somente vem encontrando confirmação e respeito, não se podendo mais negar a interação espírito-matéria, mente-corpo, como termos da equação existencial.



Face a essa constatação, convenciona-se que a saúde é mais do que a ausência de doença no organismo, sendo um conjunto de fatores propiciatórios ao bem estar psicológico, econômico e social.



O paradigma da atualidade em torno da saúde leva o médico a examinar o paciente não mais como uma cobaia, ou alguém aflito de quem se deve libertar, mas como portador de muitos problemas que, não raro, a doença exterioriza, mascarando-os nas gêneses profundas do estado patológico.



Volve-se, desse modo, ao antigo sacerdócio médico, graças ao qual ele se torna amigo do paciente, seu confidente, seu companheiro, ajudando-o a drenar as emoções negativas recalcadas, a fim de dar campo à catarse liberativa das angústias e tormentos que ofre, para que, então, nele se instale de volta a saúde.



A saúde integral independe das drogas químicas e dos tratamentos cirúrgicos, não obstante esses sejam ainda valiosos instrumentos para sua aquisição.



Forçoso reconhecer-se que o ser atual é um somatório de experiências próximas e remotas.



Tanto lhe constituem fatores degenerativos os conflitos próximos, da atual encarnação, quanto os transatos, das existências pretéritas.



Examinado desse ponto de vista, compreender-se-á a gama larga de fatores predisponentes como preponderantes, para o estabelecimento da enfermidade ou da saúde.



Cumpre que se conscientizem os indivíduos em geral, e os enfermos em particular, que cada criatura é o resultado das realizações morais, espirituais da sua mente, como já observavam os gregos antigos...



A disposição para o otimismo ou para a autodestruição responderá pelos seus futuros comportamentos.



Nesse sentido, o Evangelho de Jesus é um excelente tratado de psicoterapia, cuja aplicação resultará em bem-estar e harmonia.



Toda a mensagem de Jesus é vazada no conhecimento profundo do homem, considerando sua realidade transpessoal, na qual ressaltam o Espírito e sua condição de imortalidade.



Lentamente, face ao volume das aflições que dominam as paisagens humanas, e às enfermidades psicossomáticas de difícil diagnose, que levam a estados lamentáveis, a criatura sente-se convidada à valorização da vida, à descoberta dos seus recursos éticos, auto-estima, ao autoaprimoramento.



O amor, nesse cometimento, assume papel preponderante, em razão das energias que libera no sistema imunológico, fortalecendo-o, no sistema nervoso simpático e nos glóbulos brancos, fundamentais na luta pela preservação da saúde.



A visualização mental otimista, gerando energias que combatam ou anulem a enfermidade, produz endorfinas que atenuam a dor, auxiliando as células à remissão da doença.



Bombardeios mentais através da visualização, sobre tumores de origem cancerígena, logram alteração profunda no seu desenvolvimento, conseguindo mesmo eliminá-los.



Todavia, se o sentimento de amor acompanha a descarga psíquica da vontade, estimulando as células saudáveis a se manterem em ritmo de equilíbrio enquanto as outras se consomem, a vibração da força transformadora será mais potente e portadora de resultados eficientes.



Nesse aspecto, o querer é imprescindível e o crer essencial, face à continuidade do fluxo mental, sem vacilações, suspeitas e receios que lhe interrompam essa continuidade.



A harmonia mental que decorre da relaxação confiante produz, também, o benéfico estado alfa, quando o cérebro libera ondas do mesmo nome no ritmo de oito a doze ciclos por segundo, ensejando a restauração da saúde, quando se está enfermo, ou a preservação dela, quando se encontra saudável.



Nesse campo, o autodescobrimento corajoso propicia a eliminação dos mecanismos do ego que levam à fuga da responsabilidade e do respeito por si mesmo, ensejando consciência de quem se é, do que se deve realizar e como se poderá fazê-lo.



A visão junguiana de saúde é conclusiva, convidando a uma revisão de paradigmas na Medicina tradicional e na tecnologia médica atual, redescobrindo os pacientes como pessoas necessitadas de amor, que se autopunem por ignorância e se autodestroem por desequilíbrio emocional, mediante pugnas íntimas incessantes...



O amor, que pertencia às áreas da sociologia e da filosofia, além das análises literárias, passa hoje a ser elemento fundamental para os conteúdos do comportamento e da conduta na preservação da sanidade.



Mantendo-se, desse modo, a recomendação do Evangelho sobre o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, na condição de experiência humana, mesmo que se instalem focos infecciosos no corpo ou se expressem distúrbios orgânicos de vária ordem, o paciente se torna terapeuta de si mesmo, auxiliando o médico e este àquele, a fim de que a meta essencial seja lograda - a alegria de viver saudavelmente.



Pode-se, portanto, experimentar saúde integral, mesmo que algum órgão se encontre comprometido, sem que isso altere o ser em profundidade, consciente que o fenômeno biológico da morte somente encerra o ciclo carnal, jamais a Vida.



A visão médica, com paradigmas holísticos em torno da saúde e da doença, faculta a possibilidade de uma perfeita interação corpo-alma, em razão do controle da mente sobre a matéria.



Uma organização fisiopsíquica sadia resulta da perfeita identificação entre o Espírito e o soma, como decorrência das reencarnações anteriores ou das conquistas atuais, preparando a existência em marcha para a plenitude.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL. 1994.



Coragem para Mudar

Joanna de Ângelis



Muitos dos conflitos que afligem o ser humano decorrem dos padrões de comportamento que ele próprio adota em sua jornada terrestre.


É comum que se copiem modelos do mundo, que entusiasmam por pouco tempo, sem que se analisem as conseqüências que esses modos comportamentais podem acarretar.



Não se tem dado a devida importância ao crescimento e ao progresso individual dos seres.



Alguns crêem que os próprios equívocos são menores do que os erros dos outros.



Outros supõem que, embora o tempo passe para todos, não passará do mesmo modo para eles.



Iludem-se no sentido de que a severidade das leis da consciência atingirá somente os outros.



Embriagados pelo orgulho e pelo egoísmo deixam-se levar pelos desvarios da multidão sem refletir a respeito do que é necessário realmente buscar-se.



É chegado o momento em que nós, espíritos em estágio de progresso na Terra, devemos procurar superar, de forma verdadeira, o disfarçado egoísmo, em busca da inadiável renovação.



Provocados pela perversidade que campeia, ajamos em silêncio, por meio da oração que nos resguarda a tranqüilidade.



Gastemos nossas energias excedentes na atividade fraternal e voltada à verdadeira caridade.



Cultivemos a paciência e aguardemos a benção do tempo que tudo vence.



Prossigamos no compromisso abraçado, sem desânimo, sem vãs ilusões, confiando sempre no valor do bem.



É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores.



Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, passados os primeiros momentos.



Aprendamos a controlar nossas más inclinações e lograremos vencer se perseverarmos no bom combate.



Convertamos sombras em luz.



Modifiquemos hábitos danosos, em qualquer área da existência, começando por aqueles que pareçam mais fáceis de serem derrotados.



Sempre que surgir a oportunidade, façamos o bem, por mais insignificante que nosso ato possa parecer.



Geremos o momento útil e aproveitemo-lo.



Não nos cabe aguardar pelas realizações grandiosas, e tampouco podemos esperar glorificação pelos nossos acertos.



O maior reconhecimento que se pode ter por fazer o que é certo é a consciência tranqüila.



Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício, enquanto toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.



Trabalhemos nossa própria intimidade, vencendo limites e obstáculos impostos, muitas vezes, por nó mesmos.



Valorizemos nossas conquistas, sem nos deixarmos embevecer e iludir por essas vitórias.



Há muitas paisagens, ainda, a percorrer e muitos caminhos a trilhar.



Somente a reforma íntima nos concederá a paz e a felicidade que almejamos.



A mudança para melhor é urgente, mas compete a cada um de nós, corajosa e individualmente, decidir a partir de quando e como ela se dará..



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Vigilância. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Editora LEAL.




Terapia da Oração

Joanna de Ângelis



Recurso valioso para todo momento ou necessidade, a oração encontra-se ao alcance de quem deseja paz e realização, alterando para melhor os fatores que fomentam a vida e facultam o seu desenvolvimento.



A oração é o instrumento pelo qual a criatura fala a Deus, e a inspiração lhe chega na condição de divina resposta.



Quando alguém ora, luariza a paisagem mental e inunda-se de paz, revitalizando os fulcros da energia mantenedora da vida.



A oração sincera, feita de entrega íntima a Deus, desenvolve a percepção de realidades normalmente não detectadas, que fazem parte do mundo extrafísico.



O ser material é condensação do energético, real, transitoriamente organizado em complexos celulares para o objetivo essencial da evolução.



Desarticulando-se, ou oferendo influências degenerativas, necessita de reparos nos intrincados mecanismos vibratórios, de modo a recompor-se, reequilibrar-se e manter a harmonia indispensável, para alcançar a finalidade a que se destina.



O psiquismo que ora, consegue resistências no campo de energia, que converte em forças de manutenção dos equipamentos nervosos funcionais da mente e do corpo.



A oração induz à paz e produz estabilidade emocional, geradora de saúde integral.



A mente que ora, sintoniza com as Fontes da Vida, enriquecendo-se de forças espirituais e lucidez.



Terapia valiosa, a oração atrai as energias refazentes que reajustam moléculas orgânicas no mapa do equilíbrio físico, ao tempo que dinamiza as potencialidades psíquicas e emocionais, revigorando o indivíduo.



Quando um enfermo ora, recebe valiosa transfusão de forças, que vitalizam os leucócitos para a batalha da saúde e sustentação dos campos imunológicos, restaurando-lhes as defesas.



O indivíduo é sempre o resultado dos pensamentos que elabora, que acolhe e que emite.



O pessimista autodestrói-se, enquanto o otimista auto-sustenta-se.



Aquele que crê nas próprias possibilidades desenvolve-as, aprimora-as e maneja-as com segurança.



Aqueloutro que duvida de si mesmo e dos próprios recursos, envolvendo-se em psicosfera perturbadora, desarranja os centros de força e exaure-se, especialmente quando enfermo.



Assemelha-se a uma vela acesa nas duas extremidades, que consome duplamente o combustível que sustenta a luz, até sua extinção.



A mente que se vincula à oração ilumina-se sem desprender vitalidade, antes haurindo-a, e mais expandindo a claridade que possui.



Envolvendo-se nas irradiações da oração a que se entregue, logrará o ser enriquecer-se de saúde, de alegria e paz, porquanto a oração é o interfone poderoso pelo qual ele fala a Deus, e por cujo meio, inspirado e pacificado, recebe a resposta do Pai.



Ao lado, portanto, de qualquer terapia prescrita, seja a oração a de maior significado e a mais simples de ser utilizada.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL. 1994.



Almas-Problema

Joanna de Ângelis



A pessoa que renteia contigo, no processo evolutivo, não te é desconhecida...



O filhinho-dificuldade que te exige doação integral, não se encontra ao teu lado por primeira vez.



O ancião-renitente que te parece um pesadelo contínuo, exaurindo-te as forças, não é encontro fortuito na tua marcha...



O familiar de qualquer vinculação que te constitui provação, não é resultado do acaso que te leva a desfrutar da convivência dolorosa.



Todos eles provêm do teu passado espiritual.



Eles caíram, sim, e ainda se ressentem do tombo moral, estando, hoje, a resgatar injunção penosa.



Mas, tu também.



Quando alguém cai, sempre há fatores preponderantes, que induzem e levam ao abismo.



Normalmente, oculto, o causador do infortúnio permanece desconhecido do mundo.



Não, porém, da consciência, nem das Soberanas Leis.Renascem em circunstâncias e tempos diferentes, todavia, volvem a encontrar-se, seja na consangüinidade, através da parentela corporal, ou mediante a espiritual, na grande família humana, tornando o caminho das reparações e compensações indispensáveis.



Não te rebeles contra o impositivo da dor, seja como se te apresente.



Aqui, é o companheiro que se transforma em áspero adversário; ali, é o filhinho rebelde, ora portador de enfermidade desgastante; acolá, é o familiar vitimado pela arteriosclerose tormentosa; mais adiante, é alguém dominado pela loucura, e que chegam à economia da tua vida depauperando os teus cofres de recursos múltiplos.



Surgem momentos em que desejas que eles partam da Terra, a fim de que repouses...



Horas soam em que um sentimento de surda animosidade contra eles te cicia o anelo de ver-te libertado...



Ledo engano! Só há liberdade real, quando se resgata o débito.



Distância física não constitui impedimento psíquico.



Ausência material não expressa impossibilidade de intercâmbio.



O Espírito é a vida, e enquanto o amor não lene as dores e não lima as arestas das dificuldades, o problema prossegue inalterado.



Arrima-te ao amor e sofre com paciência.



Suporta a alma-problema que se junge a ti e não depereças nos ideais de amparar e prosseguir.



Ama, socorrendo.



Dia nascerá, luminosos, em que, superadas as sombras que impedem a clara visão da vida, compreenderás a grandeza do teu gesto e a felicidade da tua afeição a todos.



O problema toma a dimensão que lhe proporcionas.



Mas o amor, que "cobre a multidão dos pecados" voltado para o bem, resolve todos os problemas e dificuldades, fazendo que vibre, duradoura, a paz por que te afadigas.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Alerta. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.



A grande transição

Joanna de Ângelis




Opera-se, na Terra neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo.



O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral.



Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.



Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as consequencias dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predipondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.



Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação, de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.



Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.



Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desíginios divinos.



Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes que estimulem ao avanço e à felicidade.



Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.



Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis.



A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os no abismos da violência e da sensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.



Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade...



A turbolência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade....



Mas esses ocorrências são apenas o começo da grande tranformação.



A fatalidade da existência humana e a conquista do amor que proporciona plenitude.



Há, em toda a parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.



A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega de maneira espontânea, gerando lamentáveis consequências, que se avolumam em desaires continuos.



É inevitável a colheita da sementeira por aqueles que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos.



Como as leis da vida não podem ser derrogadas, todo objeção que lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.



Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, selo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.



A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.



Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos.



Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.



Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança.



Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.



O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.



Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.



Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convição em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.



O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.



São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões.



Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.



A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira de como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuidas pelo Sol da imortalidade.



Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.



A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas.



As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra.



Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano torna-se-lhe vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição espiritual.



A dor momentânea que o fere, convida-o por outro lado, à observância das necessidades de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz.



Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.



Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.



(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, do Espírito Joanna de Ângelis, no dia 30 de Julho de 2006, no Rio de Janeiro, RJ. Publicada na revista Presença Espírita, setembro/outubro 2006, Nº 256, páginas 28 e 29)





Presença de Jesus

Joanna de Ângelis




Somente um profundo estudo psicológico pode permitir o entendimento real, em torno do significado extraordinário da presença de Jesus, nos diferentes lugares, durante seu messianato.



O Ser transcendente que é, exteriorizava-se com uma força inexcedível, penetrando tudo e todos, de forma que, ao senti-LO, de imediato dava-se uma incomum transformação naqueles que O encontravam.



Ninguém que tivesse qualquer tipo de contato com Ele, permanecia como antes.



Poderia até mesmo detestá-LO, normalmente amá-LO, jamais, porém, permanecer-lhe, indiferente.



Os Espíritos infelizes sentiam-nO a distância e gritavam estentóricos: - Eu sei quem Tu és – conforme explodiu, na sinagoga, por ele visitada, uma entidade perversa que ele silenciou, porque ainda não era chegado o momento de desvelar-se.



Noutro ensejo, ao atravessar um antigo cemitério em Gadara, de uma das sepulturas levantou-se um obsesso e, fazendo-o estertorar, o ser que nele se agitava interrogou: - Jesus de Nazaré, que tens Tu contra nós?



Ninguém O conhecia naquelas paragens, nem mesmo sabia que lá se encontrava.



Penetrando o ser hediondo, Ele o expulsou da sua vítima com acendrada misericórdia, restituindo ao enfermo o bem-estar e a paz.



Nada havia que lhe constituísse obstáculo ao ministério de amor.



Com autoridade, enfrentou a fúria dos ventos e a agitação das ondas do mar da Galiléia, lecionando confiança irrestrita em Deus, em todas e quaisquer situações.



Multiplicou os pães e os peixes, utilizando-se dos recursos transcendentais da natureza, ocultos ao conhecimento da época, sem alarde, com naturalidade.



Enfrentou a bazófia e a hipocrisia dos sacerdotes, dos saduceus, dos fariseus e de todos aqueles que O invejavam e O perseguiam, corajosamente, sem descer-lhes aos níveis de miserabilidade humana...



Abraçou a causa dos infelizes e dos excluídos com elevação, sem pieguismo nem receio de qualquer expressão, erguendo a voz para demonstrar que todos são filhos do mesmo Pai, embora as infelizes convenções humanas.



Sempre se manteve ativo, jamais escusando-se ao trabalho e à vivencia do amor, dinamizando o serviço em favor do bem como única e exclusiva técnica para a felicidade. Ímpar conhecedor da psique humana, nunca se utilizou da Sua elevação para criar qualquer tipo de embaraço para os amigos que O buscavam.



Absolutamente consciente da sua missão, aceitou somente o título de Mestre, porque em verdade o é.



As criancinhas eram atraídas ao seu regaço com encantamento, enquanto os velhinhos, enfermos e atormentados nEle encontravam, amparo, ternura, renovação, entusiasmo e forças para o prosseguimento da existência.



Nunca mais, na Terra, se encontrará alguém que lhe seja equiparado!



A sua presença fez-se mais significativa, no momento em que se levantou no monte, defronte do mar gentil, de águas como um espelho refletindo o céu azul turquesa, entoou o incomparável hino das bem-aventuranças...



A voz, com modulação especial, cantou a sinfonia de bênçãos que modificaria todos os conceitos éticos vigentes, diante da meridiana luz do amor, conclamando à justiça, à misericórdia, à humildade, à compaixão, à verdade...



Os pobres, os esquecidos, os humilhados, os perseguidos, os vencidos, os desrespeitados e todos aqueles que eram considerados como sendo a borra da sociedade hipócrita poderiam respirar com alegria e ser felizes, a partir de então, se se resolvessem por tornar-se herdeiros do reino de Deus, cujas dimensões se encontram no coração.



Não mais se ouviria nada igual nos dias do futuro, como dantes nunca se escutara nada parecido.



A Sua majestade esplendorosa, ante a turbamulta, destacava-se emoldurada de luz, esparzindo Sua presença por todo lado, alcançando mesmo aqueles que se encontravam fisicamente mais distantes, no cenário extraordinário da Natureza.



Não foi necessário gritar, gesticular nervosamente, impor silêncio, para fazer-se ouvido.



Enquanto os ventos suaves carreavam os doces perfumes da hora crepuscular, Sua voz macia e quente, aveludada e compassiva alcançava todas as mentes e corações, impregnando-os com a Mensagem que ficaria imortalizada nos tempos do futuro.



Nunca te afastes de Jesus!



Mesmo que te distancies por capricho, desequilíbrio e aflição, a Sua irradiação estará em torno de ti, envolvendo-te, até que te conscientizes de absorvê-la.



Nessa sublime energia encontrarás reforço para as lutas, paz para as tribulações, esperança para os momentos difíceis, amor para repartires com todos, inclusive com aqueles que se te inimizaram e tentam criar embaraços para teu avanço na conquista da luz.



Abre-te, portanto, às Suas lições, empenhando-te por insculpí-las no imo, vinculando-te por definitivo a Ele.



Já foste chamado para o Seu ministério, mais de uma vez, e preferiste a loucura do prazer, afastando-te do caminho renovador, sem que Ele jamais se distanciasse de ti.



Agora, encontras-te novamente convidado para o serviço de auto-iluminação.



Não postergues a decisão de ser feliz.



O tempo urge e, enganado pelas utopias existenciais, quando te deres conta, no crepúsculo do corpo, já não disporás de recursos para a reconquista das horas perdidas...



Pensa em Jesus, sempre que te encontres indeciso ou em sofrimento.



Liga-te a Jesus, quando experimentares solidão e abandono, recordando-te que Ele é o amigo daqueles que não têm amigos.



Refugia-te em Jesus, toda vez que necessitares de um abrigo, de um regaço para reflexão e prece.



Ele é o recanto seguro para todas as circunstancias, especialmente as graves e angustiantes.



A presença de Jesus é a Luz do mundo, que o mundo não tem sabido aproveitar, recusando-a em favor da sombra que permanece dominadora.



- Eu estarei convosco até o fim dos tempos... Ele afirmou, e as suas palavras não passam.



Recorda os conquistadores de um dia na Terra, de que a morte interrompeu o curso das vitórias mentirosas e que permanecem esquecidos, quando não detestados e vencidos.



Observa os dominadores destes dias e pensa que também eles não serão poupados pelas enfermidades, pelos ódios e pela morte que os arrebatará a todos, conduzindo somente o que realizaram e não o que acumularam na alucinação da posse.



A irradiação que deles se exterioriza provoca temor, ressentimento, ódio ou interesses imediatistas e subalternos.



Com Jesus é diferente!



Ama-O, pois, e deixa-O conduzir- te pelo caminho da liberdade no rumo de Deus.




Revista Reformador. Dezembro de 2007. Ano 125. Número: 2. 145. (Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, ditada pelo Espírito Joanna de Ângelis, na manhã do dia 21 de julho de 2007, na residência do Dr. Epaminondas Corrêa e Silva, em Paramirim, Bahia.)