sexta-feira, julho 10, 2009



CRÍTICA


Sejam para ti só, e não para os estranhos contigo.Prov. 5:17



Respeita quem te acompanha pelas estradas que percorres e não abuses do teu poder de analisar, gastando o tempo em criticar os outros; observa se teus passos estão certos.


Toda análise com má intenção nos leva à cegueira; quem procura mostrar os defeitos alheios sempre se esquece dos seus.


Se desejas ser intransigente com faltas, que seja para ti somente, e não para os estranhos contigo.


Em todos os teus atos, lembra-te da ponderação; somos responsáveis pelos nossos atos e quem semeia, queira ou não, colherá. Vê o que plantas!


Aprecia a coleção dos teus dias e escreve, se possível for, o que fazes e que não deverias ter feito, e no dia seguinte terás alegria. Todo trabalho de iluminação é o Cristo nascendo em nós.


Quem censura os companheiros em caminho não encontrou o guia do coração, para mostrar-lhe a estrada de luz.


O critério nasce da fraqueza conosco mesmo, e morre quando usamos de maledicência


Sê censor de ti mesmo, nas vinte e quatro horas do dia; se por vezes deixares um minuto para o julgamento alheio, poderás perturbar todo o teu esforço na conquista do Amor.


A crítica faz inimizades que podem perdurar séculos, mas o Amor faz companheiros sinceros para a eternidade. Escolhe o melhor para o teu coração.


Antes de criticar o teu irmão, vê se o Cristo fazia o mesmo.


DO LIVRO: Gotas de Alegria PELO ESPÍRITO: Carlos PSICOGRAFIA: João Nunes Maia
Mensagem do Grupo Espírita Renascer.
Disponível em <http://www.ger.org.br/mensagem_semanal.html> Acesso 10 JUL 2009

quinta-feira, julho 09, 2009



Examinemos a Nós Mesmos

André Luiz



"O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor".



Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima.Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.



Testa a paciência própria: Estás mais calmo, afável e compreensivo?



Inquire as tuas relações na experiência doméstica: Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?



Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais euforia na seara do Senhor?



Observa-te nas manifestações perante os amigos: Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?



Reflete em tua capacidade de sacrifício: Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente?



Pesquisa o próprio desapego: Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrenas?



Usas mais intensamente os pronomes "nós", "nosso" e "nossa" e menos os determinativos "eu", "meu" e "minha"?



Teus instantes de tristeza ou de cólera, surda, às vezes tão conhecidas somente por ti, estão presentemente mais raros?



Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?



Dissipaste antigos desafetos e aversões?



Superas-te os lapsos crônicos de desatenção e negligência?



Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?



Entendes melhor a função da dor?



Ainda cultivas alguma discreta desavença?



Auxilias aos necessitados com mais abnegação?



Tens orado realmente?



Teus ideais evoluíram?



Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?



Tens os verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?



Alegria é Evangelho no coração: - Estás de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?



Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos os nosso rendimento individual com o Cristo!



Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que não te vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.



Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.



Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.



Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...



XAVIER, Francisco Cândido. Opinião Espírita. Ditado pelo Espírito André Luiz. CEC.

Tela de Renoir



Apresentações


André Luiz



Em se vendo objeto de apresentação, não deve enunciar seus títulos e lances autobiográficos, mas se você apresenta alguém, é justo lhe decline o valor sem afetação.



Diante de algum apontamento desairoso para com os ausentes, recorde o impositivo do respeito e da generosidade para com eles.



Nunca impossível descobrir algo de bom em alguém ou em alguma situação para o comentário construtivo.



Qualquer criatura que se mostre necessitada de pedir-lhe um favor, é um teste para a sua capacidade de entendimento e para os seus dotes de educação.



Um mendigo é um companheiro no caminho a quem talvez amanhã tenhamos de solicitar apoio fraterno.



A criança desprotegida que encontramos na rua não é motivo para revolta ou exasperação, e sim um apelo para que trabalhemos com mais amor pela edificação de um mundo melhor.



Não adianta reprimenda para o irmão embriagado, de vez que ele, por si mesmo, já se sabe doente e menos feliz.



Toda vez que você destaque o mal, mesmo inconscientemente, está procurando arrasar o bem.



Não critique, auxilie.



Para qualquer espécie de sofrimento é possível dar migalha de alívio ou de amparo, ainda quando semelhante migalha não passe do sorriso de simpatia e compreensão.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde. Ditado pelo Espírito André Luiz. 49 edição. Uberaba-MG: CEC. 2001..

quarta-feira, julho 08, 2009




Correta Visão da Vida

Joanna de Ângelis




Quando a criatura se resolve por diluir o véu da ignorância, que encobre a realidade da vida espiritual, começa a libertar-se da mais grave cegueira, que é a propiciada pela vontade.



Cegos não são apenas aqueles que deixaram de enxergar; senão todos quantos se recusam a ver, sendo piores os que fogem das evidências a fim de permanecerem na escuridão.



A vida, por sua própria gênese, é de origem metafísica, possuindo as raízes poderosamente fincadas no mundo transcendental, que é o causal.



Expressando-se na condensação da energia, que se apresenta em forma objetiva, não perde o seu caráter espiritual; elo contrário, vitaliza-se por seu intermédio.



Quando a consciência acorda e as interrogações surgem, aguardando respostas, as contingências do prazer fugaz e sem sentido cedem lugar a necessidades legítimas, que são as responsáveis pela estruturação do ser profundo, portanto, imortal.



Simultaneamente, os valores éticos se alteram, surgindo novos conceitos e aspirações em favor dos bens duradouros, que sao indestrutíveis, e passíveis de incessantes transformações para melhor, na criatura.



Desperta-se-lhe então a responsabilidade, e a visão otimista do progresso assenhoreia-se de sua mente, estimulando-a a crescer sem cessar.



A sensibilidade se lhe aprimora e seu campo de emoções alarga-se, enriquecendo-se de sentimentos nobres, que superam as antigas manifestações inferiores, tais o azedume, a raiva, o ressentimento, a amargura, a insatisfação...



Porque suas metas são mediatas, a confiança aumenta em torno da Divindade e as realizações fazem-se primorosas, conquistando sabedoria e amor, de que se exorna a fim de sentir-se feliz.



Quando a criatura se encontra com a realidade espiritual, toda uma revolução se lhe opera no mundo interior.



Dulcifica-se o seu modo de ser e torna-se afável.



Tranqüiliza-se ante quaisquer acontecimentos, mesmo os mais desgastantes, porque sabe das causalidades que elucidam todos os efeitos.



Nunca desanima, porque suas realizações não aguardam apoio ou recompensas imediatas.



Identifica no serviço do bem os instrumentos para conseguir a perfeita afinidade com o amor, e doa-se.



Na meditação em torno dos desafios existenciais ilumina-se, crescendo interiormente, sem perigo de retrocesso ou parada.



Descobre no século os motivos próprios para a evolução e enfrenta-os com alegria, dando-se conta que viver, no mundo, é aprender sempre, utilizando com propriedade cada minuto e acontecimento do cotidiano.



Usa as bênçãos da vida, porém, não abusa, de cada experiência retirando lições que incorpora às aquisições permanentes.



Acalma as ansiedades do sentimento, por compreender que tudo tem seu momento próprio para acontece; e somente sucede aquilo que se encontra incurso no processo da evolução.



Aprende a silenciar, eliminando palavras excessivas na conversação, e, logrando equilíbrio mental, produz o silêncio mais importante.



Solidário em todas as circunstâncias, não se precipita, nem recua.



Conquista a paz e torna-se irmão de todos.



Quando a criatura compreende que se encontra na Terra em trânsito, realizando um programa que se estenderá além do corpo, na vida espiritual, realiza o autoencontro, e, mesmo quando experimenta o fenômeno da morte, defronta a vida sem sofrer qualquer perturbação ou surpresa, mergulhando na Amorosa Consciência Cósmica.



Certamente, pensando em tal realidade, propôs Jesus. - Busca primeiro o Reino de Deus e Sua justiça, e tudo mais te será acrescentado.



Despertar para a vida é imperativo de urgência, que não podes desconsiderar.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL. 1994.




A grande transição

Joanna de Ângelis




Opera-se, na Terra neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo.



O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral.



Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.



Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as consequencias dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predipondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.



Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação, de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.



Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.



Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desíginios divinos.



Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes que estimulem ao avanço e à felicidade.



Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.



Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis.



A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os no abismos da violência e da sensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.



Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade...



A turbolência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade....



Mas esses ocorrências são apenas o começo da grande tranformação.



A fatalidade da existência humana e a conquista do amor que proporciona plenitude



Há, em toda a parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.



A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega de maneira espontânea, gerando lamentáveis consequências, que se avolumam em desaires continuos.



É inevitável a colheita da sementeira por aqueles que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos.



Como as leis da vida não podem ser derrogadas, todo objeção que lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.



Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, selo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.



A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.



Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos.



Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.



Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança.



Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.



O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.



Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.



Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convição em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.



O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.



São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões.



Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.



A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira de como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuidas pelo Sol da imortalidade.



Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.



A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas.



As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra.



Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano torna-se-lhe vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição espiritual.



A dor momentânea que o fere, convida-o por outro lado, à observância das necessidades de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz.



Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.



Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.



Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, do Espírito Joanna de Ângelis, no dia 30 de Julho de 2006, no Rio de Janeiro, RJ. Publicada na revista Presença Espírita, setembro/outubro 2006, Nº 256, páginas 28 e 29.




O SENTIDO DA VIDA


Momento Espírita



Você já reparou como é difícil, algumas vezes, ter respostas para algumas dúvidas do dia a dia? Ter respostas para essas perguntas que nos surgem quando estamos na fila do supermercado, ou escovando os dentes ou parados no sinaleiro, dentro da condução?


Você já não teve dessas perguntas que, um dia, sem pedir licença, entram em nossa mente e ficam rodando, rodando, até que desistimos delas, ou as guardamos no fundo, bem no fundo do baú de nossa mente?


Quem de nós já não se perguntou por que nascemos em situações tão diferentes? E quanto às nossas capacidades, será que Deus nos criou assim tão diferentes uns dos outros?


E por que Ele permite haver uns na Terra com tanto e outros com tão pouco? Ou ainda, por que pessoas boas sofrem, passam por provas, por dificuldades, dores?
Se Deus é soberanamente bom e justo, se Deus é, na profunda síntese do Evangelista, amor, qual a razão disso tudo? Qual o sentido de todas essas coisas, aparentemente tão incoerentes?


Na verdade, quando essas perguntas nos surgem, é nossa intimidade buscando respostas para o sentido da vida. São perguntas que a Filosofia vem se fazendo desde há muito, e que refletem o anseio que cada um de nós traz na intimidade: Afinal, qual o sentido da vida? Por que estamos aqui?


Deus, ao nos matricular na escola da vida, deseja de nós que o aprendizado aconteça. Como todo pai ao matricular seu filho na escola, Ele espera que aprendamos a lição.


Nos bancos escolares, nos matriculamos para aprender a escrever, a manipular os números, a entender um pouco as leis da Física, da Química e de tantas outras ciências. E na escola da vida, o que temos que aprender?


Jesus, no Seu profundo entendimento das Leis de Deus, foi firme ao nos ensinar que o maior mandamento da Lei do Pai é o do amor.


Assim, podemos entender que, quando matriculados na escola da vida, na escola que Deus nos oferece, Ele espera de nós essa única lição: aprender a amar.


Dessa forma, todas as oportunidades que a vida nos oferece, são oportunidades para aprendermos a amar. Seja na situação financeira difícil, ou no físico comprometido, estão aí, para nós, as melhores lições para amar.


A doença que nos surge, de maneira inesperada, é o convite à resignação e fé. O chefe difícil, intempestuoso, nos convida à compreensão.


O filho exigente é a oportunidade da paciência e do desvelo. O marido tirano, a esposa intransigente são os portadores do convite à humildade e compreensão.
A cada esquina, o que a vida nos oferece, seja da forma como ela nos oferece, sempre traz consigo oportunidade bendita do aprender a amar. Você já reparou nisso?


E o aprender a amar se faz no exercício diário desse sentimento, desdobrado nos inúmeros matizes que ele guarda em si, nas mais variadas virtudes que ele permite ser vivido.


Seja onde a vida nos colocar: no corpo doente, no lar carente, na família difícil, ali estará nossa melhor lição para amar.


Tenha sempre em mente que o maior sentido da vida é conseguir perceber e entender que ela guarda, em cada oportunidade, em cada desafio que nos oferece, bendita lição para aprender a conjugar o verbo amar.



Redação do Momento Espírita. Disponível em <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2266&stat=0> Acesso 08 JUL 2009




NOVOS HERÓIS


Momento Espírita



A conceituação de herói é de um homem extraordinário pelos seus feitos guerreiros, pelo seu valor ou magnanimidade.


Há alguns anos, um ator cinematográfico, no auge da sua carreira, afirmou que considerava herois aqueles que se destacavam em grandes feitos, enumerando cantores, atletas, artistas.


Anos depois, esse mesmo ator sofreu um sério acidente que o deixou totalmente dependente, ao ponto de necessitar de aparelhos para respiração.


De início, ante a dor e a perspectiva da imobilidade total, ele desejou ardentemente morrer. Foi uma frase dita por sua esposa, em um dos seus momentos de intenso sofrimento que o motivaram a mudar de ideia.


Você é você em qualquer circunstância e eu o amo, foi o que ela disse.


Desde então, ele passou a lutar pela sua recuperação. Preso a uma cadeira de rodas especial, ele conseguiu dirigir um filme, escrever um livro e, o mais importante, modificar sua postura perante a vida.


Atleta que era, amando os esportes, ressentia-se da condição a que ficou reduzido fisicamente. Acreditava que o que lhe aconteceu foi uma tremenda infelicidade, um acidente tolo.


Mas, firme em sua vontade de vencer apesar de tudo, passou a observar a luta de tantos que, como ele, todos os dias, enfrentam com coragem e determinação exercícios exaustivos na fisioterapia, buscando um mínimo de resultados.


Criaturas que, como ele, todos os dias, lutam contra a possibilidade de morrer por asfixia, por infecção ou qualquer outra enfermidade oportunista.


Seres que exultam de felicidade quando conseguem mover o dedo mínimo, dar um passo ou segurar um pequeno objeto.


Por isso, ele passou a considerar herois esses anônimos que, tolhidos em seus movimentos, batalham para vencer.


Esses para os quais, um dia a mais no corpo se constitui uma tremenda batalha vencida. Jovens, crianças e adultos com os quais ele cruzava nos corredores dos hospitais ou em clínicas de recuperação motora.


Tais testemunhos, ditos de forma emocionada nos conduzem a repensar as dádivas de que somos portadores pela possibilidade dos movimentos, da audição, da respiração, o bater ritmado e constante da bomba cardíaca.


Coisas pequenas a que não damos atenção alguma. Afinal, é tudo tão natural para nós: andarmos, corrermos, ouvirmos, respirarmos, vivermos.


É tão natural termos braços para movimentar, enlaçar, abraçar que nem nos apercebemos do quanto valem e do quanto com eles podemos realizar.


Para quem perdeu sua movimentação, como o ator Christopher Reeve, aquele que interpretava o super-homem, uma grande dor era não dispor deles para poder abraçar o próprio filho.


* * *



O Evangelho é um repositório de homens e mulheres que se tornaram heróis da fé e da renúncia após experimentarem toda sorte de amarguras.


Os verdadeiros heróis, na Terra, são aqueles que, ignorados, enfrentam a agudeza das lanças da revolta, da depressão, as farpas da indiferença e prosseguem, vencendo-as e vencendo-se.



Redação do Momento Espírita, com base em fatos da vida do ator Christopher Reeve e no verbete herói, do livro Repositório de sabedoria, v. 1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.Em 26.06.2009