quarta-feira, maio 04, 2011



Algo Mais


Meimei


Um crente sincero na Bondade do Céu, desejando aprender como colaborar na construção do Reino de Deus, pediu, certo dia, ao Senhor a graça de compreender os Propósitos Divinos e saiu para o campo.

De início, encontrou-se com o Vento que cantava e o Vento lhe disse:

- Deus mandou que eu ajudasse as sementeiras e varresse os caminhos, mas eu gosto também de cantar, embalando os doentes e as criancinhas.

Em seguida, o devoto surpreendeu uma Flor que inundava o ar com seu perfume, e a flor lhe contou:

- Minha missão é preparar o fruto; entretanto, produzo também o aroma que perfuma até mesmo os lugares mais impuros.

Logo após, o homem estacou ao pé de grande Árvore, que protegia um poço d'água, cheio de rãs, e a Árvore lhe falou:

- Confiou-me o Senhor a tarefa de auxiliar o homem; contudo, creio que devo amparar igualmente as fontes, os pássaros e os animais.

O visitante fixou os feios batráquios e fez um gesto de repulsa, mas a Árvore continuou:

- Estas rãs são nossas amigas. Hoje posso ajudá-las, mas depois serei ajudada por elas, na defesa de minhas próprias raízes, contra os vermes da destruição e da morte.

O devoto compreendeu o ensinamento e seguiu adiante, atingindo uma grande cerâmica.

Acariciou o Barro que estava sobre a mesa e o Barro lhe disse:

- Meu trabalho é o de garantir o solo firme, mas obedeço ao oleiro e procuro ajudar na residência do homem, dando forma a tijolos, telhas e vasos.

Então, o devoto regressou ao lar e compreendeu que para servir na edificação do Reino de Deus é preciso ajudar aos outros, sempre mais, e realizar, cada dia, algo mais do que seja justo fazer.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei. 19 edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.



Perdoa-te


Joanna de Ângelis


A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.

Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a auto-realização.

Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.

A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.

Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.

Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem vitalizes o erro através da sua incessante recordação.

Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu, e regulariza a ocorrência.

És discípulo da vida em constante crescimento.

Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.

Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.

Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.

Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.

Quando acertes, avança, eliminando receios.

Quando erres, perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.

O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.


Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Filho de Deus. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

terça-feira, maio 03, 2011



Quando deixei de ver a lua


Momento Espírita



Num final de noite frio, de noite estrelada, um homem dirige seu carro pelas ruas da cidade.


No banco de trás ele carrega um tesouro: seu filhinho de dois anos de idade.


Parados no semáforo, ele observa que o filho está com o olhar fixado no alto, longe, para fora da janela.


Uma luz azul suave adentra o veículo, iluminando o rosto da criança, proporcionando uma beleza sem igual para o pai apaixonado.


Então, com aquela voz tenra, a voz pequena da descoberta das primeiras palavras, o filho diz: lua.


Sim, é mesmo! - diz o pai. É a lua! Que linda é a lua, não é, meu filho?


A criança nada responde, e continua observando, encantada, o satélite natural da Terra.


As crianças sabem que o belo precisa ser contemplado, e que qualquer palavra é pequena e insuficiente para descrevê-lo.


Após isto, o pai torna o olhar para fora também, e consegue observar a maravilha de uma noite enluarada de outono.


Consigo então pensa: Quando deixei de ver a lua?...


Lembrou-se que fazia muito tempo, desde a última vez que pôde contemplar o fulgurante brilho lunar.


Será que me esqueci da lua?... Ela certamente não esqueceu de mim, pois há pouco conversava com meu filho, em pensamento...

*
Os dias tumultuosos, os muitos afazeres, as preocupações. Tudo isso pode nos fazer perder um pouco o contato com a natureza, e com as coisas simples da vida.


Começa o ano, quando vemos já é março, já é junho... E nesse tempo todo - pois é muito tempo - não pudemos ver o céu estrelado, um pôr do sol, ouvir um pássaro cantar...


Faltou tempo, alegamos, quando na verdade faltou oportunidade. E quem é capaz de criar tais oportunidades? Somos nós apenas, ninguém mais.


O contato com a natureza nos renova as forças, nos proporciona momentos de reflexão, de pensamentos mais leves, despretensiosos até...


Tudo isso faz bem à alma e ao corpo. O ser humano precisa recarregar suas energias, constantemente, e Deus nos deu diversas fontes inesgotáveis de tais recursos.


Uma volta na quadra a passos lentos; um piquenique sem hora para começar ou terminar; alguns minutos de brincadeira com os filhos...


Um jantar surpresa, a dois; uma visita a alguém querido; um final de semana sem TV ou Internet...


Não podemos nos deixar ser simplesmente consumidos, pelo mundo moderno e suas neuroses atuais.


A vida é muito mais que acordar, trabalhar, alimentar-se, usufruir de pequenos prazeres, dormir...


Estamos aqui, na Terra, com objetivos muito claros e nobres. Estamos aqui para crescer, para nos transformar em pessoas de bem através do amor.


Se nos esquecemos disso passamos a ser espécies de zumbis sociáveis, afogados em mil afazeres, sempre fazendo algo - sem tempo para nada - mas, vazios, tristes, depressivos.


Assim, não deixe de ver a lua, de notar as estrelas, e de se maravilhar com elas.


Não deixe de estar de corpo e alma com quem você ama; não deixe de observar a natureza, e escutar o que ela sempre tem a lhe dizer.



Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 16, ed. Fep.

Disponível em www.momento.com.br



segunda-feira, maio 02, 2011



O Minuto


André Luiz


A conduta indica a orientação espiritual da criatura.


Surge o ideal realizado, consoante o esforço de cada um.


Amplia-se o ensino, conforme a aplicação do estudante.


Eternidade não significa inércia, mas dinamismo incessante.


O caminho é infinito.


Quem estabelece a rota da viagem é o viajor.


Continua, pois, em marcha perseverante, gastando sensatamente o tesouro dos dias.


Em sessenta segundos, a lágrima pode transformar-se em sorriso, a revolta em resignação e o ódio em amor.


Nessa mínima parcela da hora, liberta-se o espírito do corpo humano, a flor desabrocha, o fruto maduro cai da árvore e a semente inicia a germinação da energia latente.


Analisa o que fazes de tão valiosa partícula de tempo.


Num só momento, o coração escolhe roteiro para o caminho.


Com o Evangelho na consciência, o lazer é tão-somente renovação de serviço sem mudança de rumo.


Não desprezes o tempo, em circunstância alguma, pois quem espera a felicidade se esmera em construí-la.


A hora perdida é lapso irreparável.


Dominar o relógio é coordenar os sucessos da vida.


Nos domínios do tempo, controlamos a hora ou somos ignorados por ela.


Por isso, quanto mais a alma se eleva em conhecimento, mais governa os próprios horários.


Lembra-te de que as edificações mais expressivas são formadas por agentes minúsculos e de que o século existe em função dos minutos.


Não faz melhor quem faz mais depressa, mas sim quem faz com segurança e disciplina, articulando ordenadamente os próprios instantes.


Observa os celeiros de auxílio de que dispões e não hesites.


Distribui os frutos da inteligência.


Colabora nas tarefas edificantes.


Estende a solidariedade a benefício de todos.


Fortalece o ânimo dos companheiros.


Não te canses de ajudar para que se efetue o melhor.


O manancial do bem não tem fundo.


A paz coroa o serviço.


E quem realmente aproveita o minuto constrói caminho reto para a conquista da vitória na Divina Imortalidade.


XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espírito André Luiz.
 


Escolhas

Meimei


É possível te admires das alterações que, por vezes, te desafiam o entendimento nas criaturas amadas.


Aqui determinada jovem terá sido preparada, com vistas a encargos artísticos, pelo carinho doméstico, no entanto, terá preferido os serviços de culinária, tão dignos de consideração quanto à musica.


Além, certo rapaz, a quem se ofertou condições positivas para o destaque na ciência, se aconchegou, de inesperado, aos labores do campo.


Assim ocorre na vida sentimental.


Se tens o ânimo defrontado por essa espécie de surpresa, enuncia com bondade o teu diverso ponto de vista. Entretando, ainda mesmo nos casos em que a escolha dos entes queridos se incline para estradas claramente inferiores, compadece-te e não violentes a confiança daqueles que a Divina Providência te confiou.


Não estraçalhes o nó afetivo nessa ou naquela alma que te desfruta a convivência, porque a Sabedoria da Vida saberá como e quando desatá-lo.


Nem todos te possuem a compreensão amadurecida, tanto quanto nem todos vieram ao mundo para a liderança ritual' espiritual ou para o amanho do solo.


Aceita os outros, tais quais são, sem o propósito de modificá-los, a menos que se encontrem na condição da criança que se ergue por argila de Deus em tuas mãos.


Cada criatura caminha na direção das experiências de que se reconhece necessitada.


Ampara-os, sem exigência, para que os teus sentimentos não se tisnem com a dor ou com a revolta, por vezes, imanifestas de quantos se arrastam sob as correntes invisíveis dessa ou daquela imposição.


Ama somente, agindo e servindo para o bem, porque todo coração que verdadeiramente ama, pelas leis do destino, alcançará a colheita do amor que semeia, em plenitude de união e de alegria sem fim.

 
XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espírito Meimei

domingo, maio 01, 2011



PETRÓPOLIS/RJ: PROGRAMAÇÃO  DA PRAÇA FLORIDA DE LIVROS 2011


Mais uma vez , o Movimento Espírita de Petrópolis realizará a Praça Florida de Livros, com a proposta de envolver a cidade com  sementes de ensinamentos  à luz da Doutrina Espírita.   

O evento ocorrerá no período de  7 a 14 de maio em vários pontos da cidade.Serão realizadas palestras, mesas-redondas, filmes e peças teatrais.

Será a segunda edição da Praça Florida de Livros,  mobilizando os centros espíritas de Petrópolis, que estarão na Praça Dom Pedro, no Theatro Dom Pedro e no Centro de Cultura Raul de Leoni,  levando à população o pensamento cristão sob a ótica da Doutrina Espírita, codificada em meados do século 19 pelo professor e pesquisador   francês Hippolyte Léon Denizard Rivail , conhecido como Allan Kardec.


Segundo o benfeitor espiritual  Emmanuel, mentor  do médium Francisco Cândido Xavier, "A maior caridade que podemos realizar pela Doutrina Espírita é a sua divulgação"   e esta será mais uma oportunidade da população conhecer não só os cinco livros publicados por Kardec, as chamadas Obras Básicas – “O Livros dos Espíritos”, “O Livro dos Médiuns”, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, “O Céu e o Inferno” e “A Gênese” –, mas também as obras complementares, psicografadas por diversos médiuns como Francisco Cândido Xavier,  Divaldo Pereira Franco , José Raul Teixeira , Yvonne do Amaral Pereira e outros.


Vale a pena ressaltar que   Petrópolis foi a primeira cidade a instituir, por decreto oficial, o dia 18 de abril (data da publicação de “O Livro dos Espíritos”, primeira das Obras Básicas) como o Dia do Espírita, iniciativa que vem sendo copiada por várias outras cidades, evidenciando ser o Brasil um país onde todas as correntes religiosas convivem de forma pacífica e integrada.


A Praça Florida de Livros contará com a participação dos centros espíritas adesos ao 3º Conselho Espírita de Unificação (CEU).A entrada é franca e aberta a todas as pessoas.


Além da programação abaixo, haverá exposição, venda e troca de livros espíritas na Praça Dom Pedro, sempre das 11h às 21h.





7 de maio, sábado

17h - Palestra inaugural: Literatura espírita e educação do espírito, com o educador e escritor Lydiênio Barreto de Menezes (Nilópolis, RJ), autor do livro “A educação à luz do Espiritismo”.


18h30 - Apresentação da peça teatral “Mensageiro da bondade”, com o Grupo Crisálida (Rio de Janeiro, RJ).


Local: União Municipal Espírita de Petrópolis (Umep), Rua Casimiro de Abreu, 295/A, Centro.





9 de maio, segunda-feira

9h - Oficina de recursos auxiliares para educação infantil, com o assistente social Lael Rocha, do Ponto de Cultura.


9h - Seminário: Bullying escolar, com o jornalista e escritor João Pedro Roriz (Rio de Janeiro, RJ).


14h - Painel: Amar ao próximo como a si mesmo: assistência e promoção social – gestão e articulação para políticas públicas eficientes, com os assistentes sociais Lael Rocha e Elsie-Ellen Carvalho.


17h30 - Painel: O jovem espírita quer saber, com os organizadores e escritores do livro homônimo, lançado recentemente pela Editora Lorenz.


19h30 - Palestra: Transição planetária, com o engenheiro Carlos Henrique Coutinho.


Local: Centro de Cultura Raul de Leoni, Praça Visconde de Mauá, 305, Centro (Cine Humberto Mauro e Teatro Afonso Arinos).








10 de maio, terça-feira

9h - Seminário: Educação infantil e espiritualidade – mediando conflitos, com a educadora Lucia Moysés (Rio de Janeiro, RJ).


10h - Painel: Dependência química, com as psicólogas Leandra Iglesias e Glória Rodrigues.


15h - Cinema com bate-papo. Filme: Nosso Lar, de Wagner de Assis, baseado na obra homônima psicografada pelo médium Chico Xavier.


Local: Centro de Cultura Raul de Leoni, Praça Visconde de Mauá, 305, Centro (Cine Humberto Mauro e Teatro Afonso Arinos).


14h - Roteiro de amor à terra – Caminhada filosófica de vida cotidiana e sustentabilidade, com a educadora ambiental Maysa Henriques, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea)


Ponto de partida: Escola Santo Antônio, Vale do Cuiabá.

20h - Palestra com o médium e professor José Raul Teixeira (Niterói, RJ), escritor homenageado da Praça Florida de Livros.

Local: Theatro D. Pedro. Praça dos Expedicionários, s/nº, Centro.






11 de maio, quarta-feira

9h - Leitura dramatizada da peça teatral “Enquanto o aeróbus não vem”, do jornalista e publicitário Marcelo Teixeira. Com atores de Petrópolis. Em seguida, bate-papo com o autor. Coordenação: Regina Guimaraez.

10h - Painel: Sexualidade. Coordenação: 3º Conselho Espírita de Unificação (CEU)

14h - Espetáculo infanto-juvenil: Imaginação. Direção: Lael Rocha. Em seguida, bate-papo com diretor e bailarinos.

15h - Conversando sobre Espiritismo. Mediação: 3º CEU.

Local: Centro de Cultura Raul de Leoni, Praça Visconde de Mauá, 305, Centro (Cine Humberto Mauro e Teatro Afonso Arinos).

19h - Conversando sobre espiritismo. Tema: A prece, com ambientação musical e equipe da Umep.

20h - Palestra: Suicídio e suas consequências, com o escritor e expositor espírita Gerson Simões Monteiro (Rio de Janeiro, RJ).

Local: Theatro D. Pedro. Praça dos Expedicionários, s/nº, Centro.







Dia 12 de maio, quinta-feira

9h - Painel: Eutanásia. Coordenação: 3º CEU.

10h - Painel: Vida em família. Coordenação: 3º CEU.

14h - Oficina: Contando histórias para crianças hospitalizadas, com a educadora Alaíde Guedes.

15h - Cinema com bate-papo: Filme, Chico Xavier, de Daniel Filho.

19h - Palestra: A mulher nos Evangelhos, com o advogado Carlos Gama.

Local: Centro de Cultura Raul de Leoni, Praça Visconde de Mauá, 305, Centro (Cine Humberto Mauro e Teatro Afonso Arinos).

20h - Apresentação da peça teatral “Quero voltar para casa”, de Flora Geny. Direção: Vagner Souza. Com a Cia. de Teatro da Umep.

Local: Theatro D. Pedro. Praça dos Expedicionários, s/nº, Centro.






Dia 13 de maio, sexta-feira

9h - Painel: Drogas: reflexos espirituais, com o professor espírita Olegário Versiani, químico toxicologista da Secretaria Nacional Anti-drogas de Brasília, DF.

10h - Painel: Aborto. Mediação: 3º CEU.

15h - Conversando sobre Espiritismo. Mediação: 3º CEU.

Local: Centro de Cultura Raul de Leoni, Praça Visconde de Mauá, 305, Centro (Cine Humberto Mauro e Teatro Afonso Arinos).


 




Dia 14 de maio, sábado

17h - Palestra de encerramento: Fraternidade para unir, com o professor espírita Olegário Versiani (Brasília, DF).

Local: União Municipal Espírita de Petrópolis (Umep), Rua Casimiro de Abreu, 295/A, Centro.

 


Não desista do bem


Momento Espírita


Por vezes nos sentimos impotentes diante das próprias limitações.

Gostaríamos de fazer tanta coisa, de mudar as situações que nos infelicitam e fazem sofrer aqueles que nos rodeiam, mas não logramos sequer dar o primeiro passo.

Os problemas do mundo são tantos que temos a impressão de que não há nada que possamos fazer, considerando a nossa pequenez.

Talvez você também já tenha pensado em desistir do bem e deixar que as coisas sigam ao sabor dos ventos...

Talvez você desejasse ser tanta coisa e muito pouco consiga ser... Mas mesmo assim, nunca desista do bem.

Há dias em que você desejaria ser um grande e produtivo pomar...

Ante a dificuldade de consegui-lo, torne-se uma árvore frondosa e acolhedora, que produza flores e frutos.

Por vezes, você gostaria de ser uma fonte cristalina.

Não o logrando, transforme-se num vaso de água fresca e aplaque a sede de alguém.

Você desejaria ser uma montanha altaneira a apresentar horizontes infinitos ao homem que a conquistasse.

Diante da impossibilidade, seja um degrau humilde para a ascensão de quem ambiciona a glória estelar.

Você pretenderia ter um sol emboscado no coração, a fim de clarear os viajantes da noite.

Em face do impedimento, acenda uma lâmpada de esperança no caminho de um desalentado.

Você almejaria ser um jardim de bênçãos para o enriquecimento da paisagem dos homens.

Não o conseguindo, converta-se numa flor, abençoando com seu perfume, a estrada dos desesperados.

Você ambicionava as gemas preciosas do seio generoso da terra, a fim de diminuir a dor e a miséria dos caminhantes da aflição.

Não as possuindo, distenda a palavra de renovação como pérola de inigualável valor, soerguendo quem se recusa a levantar para prosseguir na luta.

Você pensava em escrever poemas de engrandecimento à vida, enriquecendo as mentes e os corações com painéis de luz e sabedoria.

Na impossibilidade de fazê-lo por lhe faltarem os requisitos essenciais, redija uma carta singela com expressões de amor, a quem se encontra na curva da queda e perdeu a confiança na afeição dos outros.

Você esperava a melhoria das criaturas e do mundo...

Decepcionado por não poder alcançar essa difícil meta, erija no altar dos sentimentos um santuário à fraternidade e ao dever superior.

Não desista do bem, não desfaleça no bem, não duvide da vitória do bem.

Agasalhe-o no imo da alma e seja uma expressão do bem em triunfo, mesmo convertido num grão de mostarda que, todavia, produzirá estímulos vigorosos para o bem de todos.

Seja qual for a situação, jamais desista de fazer o bem.

Jamais duvide da força do bem, porque o mal não tem vida própria, ele só se insinua quando o bem não está presente.

O mal, assim como a sombra, bate em retirada aos primeiros raios de luz.

*

Faze o bem em toda parte com as mãos e com o coração, orando e esclarecendo, a fim de que o trabalho da verdade fulgure em teus braços como estrelas luminescentes em forma de mãos.



Equipe de Redação do Momento Espírita, adaptação do cap. 8 do livro Momento de Decisão, Divaldo Franco, pelo Espírito Marco Prisco e no verbete “Bem”, do livro Repositório de Sabedoria, 1º volume.

Disponível em www.momento.com.br