sexta-feira, novembro 06, 2015

Renasce Agora - Emmanuel





Renasce Agora


Emmanuel



A própria Natureza apresenta preciosas lições nesse particular. 


Sucedem-se os anos com matemática precisão, mas os dias são sempre novos. 


Dispondo, assim, de trezentas e sessenta e cinco ocasiões de aprendizado e recomeço, anualmente, quantas oportunidades de renovação moral encontrará a criatura, no  abençoado período de uma existência? 


Conserva do passado o que for bom e justo, belo e nobre, mas não guardes do pretérito os detritos e as sombras, ainda mesmo quando mascarados de encantador revestimento. 

Faze por ti mesmo, nos domínios da tua iniciativa pela aplicação da fraternidade real,  o trabalho que a tua negligência atirará fatalmente sobre os ombros de teus benfeitores  e amigos espirituais. 


Cada hora que surge pode ser portadora de reajustamento. 


Se é possível, não deixes para depois os laços de amor e paz que podes criar agora, em substituição às pesadas algemas do desafeto. 


Não é fácil quebrar antigos preceitos do mundo ou desenovelar o coração, a favor daqueles que nos ferem. 


Entretanto, o melhor antídoto contra os tóxicos da aversão é a nossa boa-vontade,  a benefício daqueles que nos odeiam ou que ainda não nos compreendem. 


Enquanto nos demoramos na fortaleza defensiva, o adversário cogita de enriquecer as munições, mas se descemos à praça, desassombrados e serenos, mostrando novas disposições na luta, a ideia de acordo substitui, dentro de nós e em torno de nossos passos, a escura fermentação da guerra. 


Alguém te magoa? Reinicia o esforço da boa compreensão. 


Alguém te não entende? Persevera em demonstrar os intentos mais nobres. 


Deixa-te reviver, cada dia, na corrente cristalina e incessante do bem. 


Não olvides a assertiva do Mestre: - "Aquele que não nascer de novo não pode 
ver o Reino de Deus." 


Renasce agora em teus propósitos, deliberações e atitudes, trabalhando para superar os  obstáculos que te cercam e alcançando a antecipação da vitória sobre ti mesmo,  no tempo... 


Mais vale auxiliar, ainda hoje, que ser auxiliado amanhã. 



Emmanuel

quinta-feira, novembro 05, 2015

O Prazer de Ser Bom - Momento Espírita










O Prazer de Ser Bom



O desejo da felicidade é inerente ao homem.
A busca do bem-estar constitui um dos fatores do progresso.
Foi labutando para eliminar sensações desagradáveis que a humanidade desenvolveu seu intelecto e habilidades.
Caso o ser humano não procurasse fugir da dor e do desconforto, ainda estaria nas cavernas.


Contudo, por mais que se procure incessantemente descobrir remédios e soluções para as dores, é impossível ignorar a fragilidade da vida material.
Tudo o que envolve a matéria encontra-se em contínuo processo de metamorfose.
Todos os homens adoecem, envelhecem e morrem.
As pessoas esforçam-se para conquistar bons empregos, mas nada lhes assegura que os manterão para sempre.


A maior parte de nossos amores, sejam familiares ou amigos, não ficará conosco até o final da vida.
A estabilidade financeira constitui objeto de preocupação de quase todos nós, mas a fortuna é transitória e incerta.
Ao longo do tempo, famílias ricas caem na miséria.
Ao mesmo tempo, muitos pobres enriquecem.


Esse contínuo alterar das condições materiais não evidencia crueldade da vida.
A divindade não se compraz em brincar com os homens, para os desnortear.
O persistente modificar e despedaçar que envolve a vida na terra destina-se a chamar a atenção dos homens para o que realmente importa.


Ao final de tudo, o que restará?
A beleza física fenece com o tempo.
As elevadas posições sociais gradualmente perdem sua importância ou são ocupadas por outros.
A riqueza material não é levada para o além-túmulo.


A única bagagem que o espírito leva para a vida imortal são as suas conquistas morais.
Quem consegue, por entre as ilusões do mundo, desenvolver bondade, compaixão, pureza e retidão de caráter, permanece para sempre assim.
Na Terra, no plano espiritual ou nas encarnações futuras, as virtudes acompanham o espírito.


E a verdade é que ser bom dá muito prazer.
Trata-se do inverso do que ocorre com a maldade e os vícios de toda ordem, que somente ensejam dor e sofrimento.
Jamais se viu uma alma genuinamente bondosa mudar seu rumo ou arrepender-se de sua bondade.
Contudo, inúmeras criaturas levianas ou maldosas, com freqüência, alteram o seu comportamento.
É um evidente sinal de que as virtudes causam prazer, ao passo que as imperfeições apenas infelicitam


Afinal, ninguém desiste do que é realmente bom.
As pessoas que conseguem enfrentar situações complicadas com serenidade causam admiração.
Sabe-se como é difícil se manter tranqüilo em meio às crises do mundo.
A harmonia e a paz são conquistas preciosas, que não surgem de um momento para o outro.


Quem hoje se mostra tranqüilo, certamente gastou muito tempo disciplinando o próprio caráter.
Entretanto, viver em harmonia é extremamente prazeroso.
O ódio, o rancor e a ira desgastam profundamente o ser humano.
Quem consegue livrar-se desses vícios torna-se muito mais feliz.
Então, o equilíbrio felicita a criatura, o mesmo ocorrendo com todas as outras virtudes.


O homem que vence a posse e ama pelo prazer de ver feliz o ser amado desenvolve imenso bem-estar.
Ele não mais se angustia tentando controlar a vida de seu amor.
Convém refletirmos sobre essa realidade, fazendo uma análise criteriosa de nosso caráter.
Como desejamos a felicidade, é importante desenvolver em nós a única causa de permanente alegria:
O amor ao bem e às virtudes em geral.
Pensemos nisso!



Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita. Disponível em www.momento.com.br.

quarta-feira, novembro 04, 2015

Ética - Autor Desconhecido





Ética


Os terapeutas do amor estão prontos a se responsabilizarem totalmente por aquilo que dizem e fazem. 


Regras de conduta para os terapeutas do amor: 








1. A terapia do amor é sempre não-sexual. 





A terapia do amor utiliza nossos corações, mentes e espíritos para construir pontes de compreensão.

O amor romântico ou sexual numa relação íntima cria uma fidelidade que sustenta um compromisso especial.

Essa devoção pessoal é diferente do amor universal que une todos os seres.

Entretanto, o contato físico, quando claramente não-sexual e agradável para ambas as partes, pode ser uma forma bastante eficaz de curar feridas emocionais.

Por exemplo, um toque ou abraço de ajuda confirma o elo de compaixão que une todos nós.

Os terapeuta do amor respeitam limites sexuais e românticos.







2. Os terapeutas do amor não são infinitamente indulgentes nem toleram todo o tipo de comportamento. 

Um terapeuta do amor não apóia tudo o que alguém diz ou faz.

Amar não é tornar a vida eternamente fácil para as pessoas.

Agüentar tudo até o auto-sacrifício — tornando-se vítima e explorado — não é amor, mas uma armadilha destrutiva para todos os envolvidos. 







3. Os terapeutas do amor não solucionam problemas.
Embora sejamos muitos diferentes, temos em comum inúmeras qualidades, incluindo a riqueza das emoções.

Graças a esse atributo comum, somos capazes de oferecer, a partir de nossa própria experiência, opções criativas para resolver conflitos ou problemas.

Os terapeutas do amor não solucionam problemas.

Ao contrário, dão poder às outras pessoas, oferecendo uma abundância de alternativas criativas e a liberdade de aceitar, recusar ou experimentar aquilo que foi compartilhado.

Cada pessoa detém a responsabilidade exclusiva pelas escolhas feitas e pelas conseqüências resultantes.

Reconhecendo que o processo de mudança é diferente para cada um, os terapeutas do amor oferecem alternativas flexíveis como forma de estimular possibilidades, sem vincular qualquer “deve”, “precisa” ou “tem de” a alguma dessas possibilidades.

Os terapeutas do amor oferecem alternativas.









4. Os terapeutas do amor não dão pouco.


Terapeutas do amor sabem que ajudar alguém a conseguir a cura exige o exercício constante da empatia e uma paciência infinita.

Sabem que é preciso coragem para expressar com sinceridade um caso de amor-próprio destruído, uma necessidade premente ou um ego ferido.

Respeitam o sofrimento cuja expressão em palavras está além da capacidade de uma pessoa.

Demonstram empatia com a experiência terrível que é se sentir magoado, perdido, vazio, desamparado ou mesmo fraco, especialmente se esses sentimentos não são considerados normais.

Os terapeutas do amor sempre levam em conta o tempo que cada pessoa precisa para expressar, explorar e integrar sentimentos. 







5. Os terapeutas do amor não dão em demasia.


Numa relação de cura, aquele que dá detém a posição de força e poder.

De fato, dar constitui uma das maiores manifestações de poder.

Dar demais ou por muito tempo pode criar dependência e impedir quem recebe de retornar a uma posição de segurança e autoconfiança.

Dando apenas aquilo que é realmente necessário, num momento de crise ou de sofrimento, o terapeuta do amor mantém a autonomia e a capacidade da outra pessoa.

Nós, terapeutas do amor, não temos a responsabilidade de encontrar soluções, de satisfazer necessidades ou de eliminar a dor — mas temos a responsabilidade de demonstrar uma profunda compreensão.



Autor Desconhecido

terça-feira, novembro 03, 2015

O Que Faz a Sua Presença - Do livro 100 Dicas para viver melhor






O Que Faz a Sua Presença


Que sua presença ,seja sempre um sopro de ar puro para o ambiente em que estiver.


Que sua pessoa seja digna de confiança,mas com um toque de criatividade.


Disponível, mas sem esquecer-se de si.


Incansável pelo ideal, mas satisfeita com a vida.


Ligada aos amigos, mas capaz de pensar distante.


Não conte os anos que já viveu, mas ame a vida simplesmente.


Ocupe-se intensamente no que faz, sem pensar no que poderia ter feito.


E se um dia já não puder seguir fisicamente o ritmo habitual descubra mil outras coisas para fazer, outros mundos para explorar e pessoas para amar, mantendo a paz e o entusiasmo no espírito.


Assim, muitos buscarão a sua amizade, pela sua alegria contagiante, pela sua inspiração que sugere, e, sobretudo, pelo exemplo que proporciona de uma vida plenamente realizada.





Do livro 100 Dicas para viver melhor

domingo, novembro 01, 2015

A Morte e o Dia de Finados






Finados na VIsão Espírita






Não é preciso orar pelos mortos no cemitério  


 Gerson Monteiro


Se aqui na Terra ao sentirmos saudade dos parentes que vivem em outros países nós telefonamos para eles “matando” a saudade, da mesma forma podemos também fazer em relação aos nossos entes queridos que vivem no mundo espiritual entrando em contato com eles através da oração.


Para isso basta usarmos o “celular” do nosso pensamento, pois ao orarmos emitimos um fio luminoso impulsionado pelo sentimento de amor, que vai diretamente em direção aos Espíritos em quem nós pensamos. 


Portanto, a nossa oração pode ser feita em casa, no leito do hospital, na prisão, enfim, em qualquer lugar onde estivermos.


Pelo visto, não é preciso orar dentro do cemitério, mesmo porque muitos deles foram cremados e outros ainda sepultados debaixo das águas.


O que importa é que a nossa prece seja feita com sinceridade, pois se os nossos entes queridos já são felizes as nossas rogativas sinceras aumentarão ainda mais essa felicidade. 


E caso estejam sofrendo, como os Espíritos dos suicidas, as nossas orações têm o poder de aliviar os seus grandes sofrimentos espirituais.


Agora, se antes eu não ia ao cemitério no Dia de Finados, agora muito menos, depois de tomar conhecimento de uma mensagem enviada por um “morto” através do médium Chico Xavier.


O Espírito, cujo corpo foi enterrado no dia 2, relata o sufoco por que passou diante da grande perturbação do ambiente espiritual da necrópole.


Essa mensagem psicografada está no livro “Cartas e Crônicas" e é citada no capítulo “Finados” do livro de nossa autoria “O Que Ensina o Espiritismo”, ambos disponíveis no CEERJ, rua dos Inválidos, 182, tel.: 2224-1244, Rio de Janeiro.







Oremos então para eles dizendo:



“Jesus, rogo as Tuas bênçãos de luz para os meus entes queridos que vivem no mundo espiritual.


Que as minhas palavras e pensamentos dirigidos a eles, nesta prece, possam ajudá-los a fim de continuarem na vida espiritual trabalhando pelo bem onde estiverem.


Espero com resignação o momento de nos reunirmos de novo, pois sei que é temporária a nossa separação. 


Mas quando tiverem a Tua permissão, possam vir ao meu encontro para enxugar minhas lágrimas de saudade.


Assim seja!”




GERSON SIMÕES MONTEIRO é presidente da Fundação Cristã-Espírita Paulo de Tarso, do Rio de Janeiro, RJ, e diretor da Rádio Rio de Janeiro. Disponível em 
 http://www.oconsolador.com.br/29/gerson_simoes_monteiro.html









Eles Estão Vivo

Emmanuel

Ainda quando não reconheças, de pronto, semelhante verdade, eles te vêem e te escutam!

Quanto possível, seguem-te os passos compartilhando-te problemas e aflições !
Compadece-te dos que te precederam na Grande Renovação !


Aqueles que viste partir de mãos desfalecentes nas tuas, doando-te os derradeiros pensamentos terrestres, através dos olhos fitos nos teus, não estão mortos.


 Entraram em novas dimensões de existência, mas prosseguem de coração vinculado ao teu coração.


Assinalam-te o afeto e agradecem-te a lembrança, no entanto, quase sempre se escoram em tua fé, buscando em ti a força precisa para a restauração espiritual que demandam.


Muitos deles, ainda inadaptados à vida diferente que são compelidos a facear, pedem serenidade em tua coragem e apoio em teu amor…


Outros, muitos, jazem mergulhados na bruma da saudade, detidos na sede de reencontro, ante as requisições continuadas dos teus pensamentos de angústia.
Outros muitos seguem-te ainda…


Aqueles que se despediram de ti, depois de longa existência, abençoando-te a vida; os que amaste, indicando-lhes o caminho para as esferas superiores; os que levantaste para a luz da esperança e aqueles outros que socorreste um dia, com o ósculo da amizade e da beneficência…


Todos te agradecem, estendendo-te os braços no sentido de te auxiliar a transpor as estradas que ainda te cabem percorrer.


Auxilia aos entes queridos na Espiritualidade, a fim de que te possam auxiliar!
Se lhes recorda a presença e o carinho, preenche o vazio que te impuseram à alma, abraçando o trabalho que terão deixado por fazer.


Sê a voz que lhes reconforte os seres amados ainda na Terra, a força que lhes execute o serviço de paz e amor que não terminaram, a luz para aqueles que lhes lastimam a ausência em recantos de sombra, ou o amparo em favor daqueles que desejariam continuar te sustentando no mundo !


Compadece-te dos entes queridos que te antecederam na Grande Libertação!


Chora, porque a dor é fonte de energias renovadoras por dentro do coração, mas chora trabalhando e servindo, auxiliando e amando sempre! 


E deixa que os corações amados, hoje no Mais Além, te enxuguem as lágrimas, inspirando-te ação e renovação, porque, no futuro, tê-los-ás a todos positivamente contigo nas alegrias do Novo Despertar



XAVIER, Francisco Cândido pelo espírito Emmanuel. Do livro “Caminhos de Volta”.






O sufoco do morto no dia 2 de novembro


Gerson Simões Monteiro


Se você tem dúvidas em ir ou não ao cemitério no Dia de Finados para orar em favor dos parentes e amigos desencarnados, posso afirmar que não é preciso, pois podemos orar pelos espíritos onde estivermos. 


A oração pode ser feita em nossas casas, nos hospitais, nos templos religiosos... 


Não importa o lugar, desde que a prece seja sincera e feita de coração.


E mais, se eu já não ia ao cemitério na data de Finados, agora muito menos, depois de tomar conhecimento de uma carta enviada por um "morto" através do médium Chico Xavier. 


O espírito, cujo corpo foi enterrado no dia dois de novembro, relata o sufoco por que passou diante da grande perturbação do ambiente espiritual da necrópole, pois foi pressionado por espíritos que foram atraídos pela presença dos vivos que visitavam o cemitério.


Além dessa informação surpreendente, existem outras nessa carta psicografada por Chico Xavier, publicada no livro Cartas e Crônicas, disponível na livraria Do CEERJ – Tel: 2224-1244). 


Vale destacar, ainda, a sugestão do "morto" ao final de sua mensagem, no sentido de pedirmos a Jesus para não sermos enterrados num dia dois de novembro. 


Qualquer data, diz ele, será bem melhor!


A propósito, certa amiga me contou que, após a morte de sua mãe, passou a orar diante de sua sepultura, sempre no Dia de Finados. 


Certa feita, quando começou a se arrumar para ir ao cemitério, viu descer do teto do seu quarto uma luz azul muito bonita, surgindo, sem que ela esperasse, o espírito de sua genitora, falando-lhe: 


"Minha filha, não precisa sair de casa para orar por mim: eu não estou lá dentro do túmulo. 


Mas se você quiser me homenagear, pegue o dinheiro que gastaria com o ônibus, e compre pão e leite para a nossa comadre, que como você sabe, está passando sérias necessidades".


Ao entregar os alimentos à comadre, a nossa amiga viu novamente a alma de sua mãe, feliz com o seu gesto caridoso. 


Hoje em dia, ao invés de ir ao cemitério, ela compra pão e leite e doa a uma família carente. 


"Quando faço isso, em intenção à mamãe – diz ela – sinto uma alegria tão grande que chego a sentir sua presença perto de mim". 


Portanto, ajudar alguém em intenção do morto é a melhor prece que podemos fazer em sua homenagem.


O falecido vai ficar muito feliz com essa atitude.



Gerson Simões Monteiro   Vice-Presidente da FUNTARSO

E-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br













O Dia de Finados para o Espírita 


Christina Nunes


Data em que muitos visitam os cemitérios para prestar homenagens aos seus entes desencarnados.



É interessante discorrer sobre questionamentos com os quais de vez em quando somos colhidos por parte de conhecidos, curiosos ou interessados em se iniciar nos assuntos relativos à espiritualidade.



De vez em quando alguém pergunta "por que o espírita não vai ao cemitério" (no dia de finados, mais especificamente).


Cabe aqui, portanto, um esclarecimento útil.


Primeiro: 

- Nenhum espírita, em virtude de ideologia religiosa, ou limitação de qualquer tipo imposta pela doutrina, "não pode" ir ao cemitério em qualquer época. 


Efetivamente conheço muitos, simpatizantes, ou espiritualistas convictos, que narram de suas visitas a túmulos de parentes ou conhecidos.

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Segundo: 

- O que ocorre mais amiúde é que, em detendo o espírita a tranqüila convicção de que seu ente querido não mais se demora por estas bandas, tendo demandado estâncias outras, mais ricas, de vida, guarda a consciência clara de que tudo o que ficou na sepultura foi a "roupagem gasta", e não mais, portanto, a pessoa com quem compartilhou experiências e afeto.

*

Terceiro: 

- Isto não implica em que o espírita sincero condene ou critique o posicionamento dos demais semelhantes que, de todo o coração, prestam com sinceridade as suas homenagens aos seus afeiçoados que se anteciparam na viagem deste para o outro lado da vida.


Aliás, reza no próprio conhecimento da doutrina que muitos desencarnados visitam, efetivamente, os cemitérios por ocasião da data, em consideração às demonstração de amor com que ali são distinguidos.


E muitos outros ainda, afeitos aos costumes dentro dos quais desenvolveram suas experiências na matéria, conferem ainda subida importância a este gesto, ressentindo-se, de fato, daqueles que não o prestem nas datas de molde a serem lembrados.


Vistas estas considerações, é sensata a conclusão de que jamais cabe padrão algum de conduta no que toca ao sagrado universo íntimo humano.


Cada agrupamento familiar terreno é único e peculiar, e ninguém melhor do que os seus componentes para estarem inteirados do que atinge ou não atinge mais de perto a cada um; o que convém ou o que não convém em matéria de sentimento e dedicação, cujos estágios e características se multiplicam ao infinito correspondente do número de habitantes do vasto universo humano.


Efetivamente, somos do lado de "lá" o que fomos aqui. 


É dever comezinho não só do espírita, quanto de qualquer pessoa que se diga civilizada, respeitar a diversidade dos caminhos escolhidos que, destarte, haverão de conduzir a cada ser, no tempo certo, ao mesmo ponto de encontro comum na intimidade das luzes divinas.


Questão de temperamento, de agrupamento humano, de fé e de hábitos, o ir ou não ir ao cemitério, de vez que é na sinceridade do gesto, e não no gesto em si, que se vislumbra a verdadeira homenagem aos desencarnados, de forma que, amor pelos mesmos, podemos dirigir-lhes tanto do recesso abençoado do nosso recanto de meditação no lar, quanto do ambiente de qualquer templo religioso, ou ainda diariamente, no movimento tumultuado das ruas, ou também no cemitério, a qualquer dia do ano.


De forma que aqueles que partiram nos amando de todo o coração haverão de valorizar e entender a nossa melhor intenção ao seu respeito, seja de onde for que se irradie, colhendo-os de pronto, pela linguagem instantânea do coração e do pensamento.


Os que foram afeitos aos hábitos costumeiros do dia de finados, na medida de suas possibilidades espirituais após a transição lá estarão, junto à sepultura física, colhendo com sincera afeição os votos de paz e as preces que lhes estejam sendo dirigidas.


Os provenientes dos lares espiritualistas na Terra receberão as mesmas demonstrações de amor a qualquer tempo, em qualquer data que faça emergir naqueles que ficaram para trás no aprendizado físico as gratas lembranças com que são evocados.


O importante é que espíritas e não espíritas têm em comum, em relação aos seus amados que já se foram, à qualquer época, a linguagem inconfundível do amor entre as almas.


Enxerguemos acima dos horizontes das limitações de visão humanas para alcançarmos com clareza a compreensão de que é assunto individual a forma como celebramos o nosso afeto para com os nossos entes queridos, e que o fator da sinceridade e da intenção é o que de fato conta, na hora da certeza de que nossas preces e votos de paz serão bem recebidos por aqueles que prosseguem nos amando de igual forma na continuidade pura e simples da vida, que a todos aguarda para além das portas da sepultura, sob as bênçãos de Jesus.


Quadros e Flores - Irmão José








Quadros e Flores

Irmão José



Decora a tua casa com quadros e flores.



Investimento material acessível com retorno garantido de paz.


Conserva sempre uma porta ou uma janela aberta para um jardim.


Aprecia, nas ramadas, o canto dos pássaros ou a faina das abelhas.


Quem sabe contemplar a harmonia da Natureza comunga com o Criador.


Dependura na parede uma tela que te inspire bons sentimentos e te induza a positivas recordações.


Não raro, a perturbação vitima o homem pelos seus sentidos físicos.


O ambiente de uma casa também reflete o estado d'alma de seus moradores.


Se Deus não se importasse com a beleza e com o bom gosto, não teria enfeitado de estrelas o firmamento e nem pintado, "a mão". cada pétala de flor.


Não te esqueças de que a Bíblia conta que o homem e a mulher foram criados e colocados num jardim.





BACCELLI, Carlos A. pelo Espírito Irmão José. Do livro Teu Lar .