segunda-feira, abril 14, 2025

Função Mediúnica - Emmanuel



 Função Mediúnica

Emmanuel

M – Questão 226


Mediunidade é igual ao trabalho: acessível a todos.


Entretanto, qual ocorre ao trabalho, é forçoso que o servidor dela seja leal ao próprio dever, para que a obra alcance os fins em vista.


O mais humilde dos utensílios tem qualidades polimórficas.


Qualquer médium também é suscetível de ser mobilizado, na produção de fenômenos múltiplos, favorecendo pesquisas e observações, com algum proveito, mas se quisermos rendimento medianímico, seguro e incessante, na composição doutrinária do Espiritismo, cada tarefeiro da Mediunidade, embora pronto a colaborar, seja onde for, no levantamento do bem, é convidado logicamente a consagrar-se à própria função, conquanto possua faculdades diversas, a, ando-a, estudando-a, desenvolvendo-a e praticando-a, no serviço ao próximo, que será sempre serviço a nós mesmos.


* 

Se fomos chamados a ensinar, através da palavra falada, aprimoremos a emoção e selecionemos a frase, para que os instrutores da Vida Maior nos utilizem o verbo, por agente de luz, construindo esclarecimento e consolação nos que ouvem; 


se designados a escrever, façamos em nós bastante silêncio interior, a fim de que a voz do mundo espiritual se manifeste por nossas mãos, instruindo a quem lê; 


se indicados ao labor curativo, sustentemos o magnetismo pessoal tão limpo quanto possível, para que os emissários celestes nos empreguem as energias no socorro aos doentes; 


se trazidos a cooperar na desobsessão, mantenhamos o pensamento liberto de ideias preconcebidas, a fim de que os benfeitores desencarnados nos encontrem capazes da enfermagem precisa, no amparo aos companheiros desorientados e sofredores, sem criar-lhes problemas...


* 

Mero ferrolho, deve estar no lugar próprio, para atender à serventia que se lhe roga dentro de casa.


Simples fio, para canalizar os préstimos da eletricidade, necessita ajustar-se à ligação correta, de modo a garantir a passagem da força.


Sobretudo, é imperioso recordar que todos podemos ser medianeiros do bem, sob a inspiração de Jesus, honorificando encargos e responsabilidades, em posição certa, no plano de construção da felicidade geral. 


É por isso que Ele, o Cristo de Deus, não nos disse que o maior no reino dos Céus será quem saiba fazer tudo, mas sim aquele que se fizer o servo leal de todos.


 

XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 22. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 

 

domingo, abril 13, 2025

Na Conduta De Cristo - André Luiz



Na Conduta De Cristo

André Luiz

L - Questão 625


Basta deseje e qualquer um pode comprovar nos versículos evangélicos, que nos três anos de vida messiânica, Jesus:


Em tempo algum duvidou do Pai;


Nenhuma vez operou em proveito próprio;


Não recusou a cooperação dos trabalhadores menos respeitáveis que as circunstâncias lhe ofereciam;


Jamais deixou de atender às solicitações produtivas e nem chegou a relacionar as requisições irrefletidas que lhe deram endereçadas;


Não discriminou pessoas ou recintos para prestação de auxílio;


Nada fez de inútil;


Nada fugiu de regular o ensinamento da verdade conforme a capacidade de assimilação dos ouvintes;


Nunca foi apressado;


Nada fez em troca de recompensa alguma, nem mesmo na expectativa de considerações quaisquer.


*

Realmente, se Jesus não fez isso, por que faremos?

*

Aplicada a conduta de Cristo à mediunidade, compreenderemos facilmente que se possuímos a fé raciocinada é impossível vacilar em matéria de confiança no auxilio espiritual; 


que tarefeiro a deslocar-se para ações de benefício próprio figura-se lâmpada que enunciasse o despropósito de acreditar-se brilhante sem o suprimento da usina; 


que devemos atender às petições de concurso fraterno que nos sejam encaminhadas dentro dos nossos recursos, sem a presunção de tudo saber e fazer, quando o próprio sol não pode substituir o trabalho de uma vela, chamada a servir no recesso da furna; 


que o aprendiz da sabedoria interessado em carregar inutilidades e posses estéreis lembra um pássaro que ambicionasse planar nos céus, repletando a barriga com grãos de ouro.


Na mediunidade com Cristo, principalmente, faz-se preciso reconhecer que a pressa não ajuda a ninguém, que ele, o Mestre, nada exigiu e nada fez a toque de força, e nem transformou situações ou criaturas, através de empresas milagrosas, porque todo trabalhador sem paciência assemelha-se ao cultivador dementado que arrancasse, diariamente, do seio da terra, a semente viva, nela depositada, para verificar se já germinou.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 21. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 

sábado, abril 12, 2025

Mediunidade A Desenvolver - Emmanuel



 Mediunidade A Desenvolver

Emmanuel

M - Questão 200


Mediunidade a desenvolver: tema constante nas atividades espíritas.


Para explicar, no entanto, o que vem a ser isso, enfileiremos o mínimo de palavras, recorrendo aos esclarecimentos vivos do trabalho e do estudo.


Alguém chega à oficina, pedindo emprego.


Precisa garantir a subsistência.


Obtém lugar e acolhida.


Mas se espera, durante dias e dias, que os diretores da organização lhe arrebate a cabeça e as mãos, movimentando-as à força, para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja no transporte de fardo humilde ou no manejo da escova para auxiliar na limpeza, acabará sempre sob as vistas dos orientadores da obra que encontrarão motivos para agradecer-lhe a presença e conferir-lhe substituto.


Isso porque ninguém entesoura competência, através de expectativa.

*

Alguém chega à escola, pedindo instrução.


Precisa desvencilhar-se da ignorância.


Obtém admissão e valimento.


Mas se espera, durante meses e meses, que os professores lhe arrebatem a cabeça e as mãos, movimentando-as à força para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja na pontualidade às lições ou na consulta espontânea a esse ou aquele volume, a fim de se esclarecer, em matéria determinada, acabará sempre sob as vistas dos examinadores de ensino, que lhe situarão as necessidades na estaca da repetência.


Isso porque ninguém entesoura cultura por osmose.


*

Desenvolvimento mediúnico é igualmente assim.


Partindo da sinceridade do médium, todo aperfeiçoamento das forças espirituais deve apoiar-se no estudo que ilumina o campo da vida e no trabalho que se converte em lavoura do bem.


Raciocínio e sentimento em ação. 


Caridade e conhecimento.


Fora disso, estaremos reafirmando, invariavelmente, que possuímos mediunidade a desenvolver, e falamos certo, ao indicar semelhante realização para o futuro indeterminado, porque eficiência mediúnica é comparável à competência e à cultura que ninguém alcançará sem adquirir.

 

XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 20. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 


sexta-feira, abril 11, 2025

O Espírito Do Espiritismo - André Luiz

 


O Espírito Do Espiritismo

André Luiz

E - Cap. XV - Item 3


Consciência individual - eis o oráculo do bom senso ante a justiça inseduzível de Deus.


Não nos satisfaça atender simplesmente aos nossos deveres, porém, que abracemos espontaneamente a obrigação de cumpri-los com êxito.


Não descreias de tua força interior.


Não te sintas incapaz, porque tanto estás habilitado a fazer o mal quanto o bem, lembrando que a chama da vela tanto pode estar aquecendo e iluminando, quanto incendiando e destruindo...


Sobre a ênfase das palavras cativantes, avança além dos lugares-comuns em torno da beneficência, praticando-a com a precisa fidelidade a ti mesmo.


As Leis do Criador, imutáveis desde o passado sem início até o futuro sem fim, prescrevem o clima do auxílio mútuo por ambiente ideal das almas em qualquer páramo do Universo.


Quem beneficia recebe o maior quinhão do benefício.


Todo supérfluo é retido nos laços do egoísmo ou da ignorância.


Reconheçamos que muita gente renasce de novo para passar a limpo a garatuja dos próprios atos.


Depende de cada um fazer das nuvens de provações, chuvas benfeitoras da vida ou raios destruidores de morte.


Não basta rogar sem méritos do trabalho pessoal, porquanto ninguém transforma as mãos implorantes em gazuas para abrir as portas dos celeiros espirituais.


As lágrimas tanto conseguem exprimir orações quanto blasfêmias.


O silêncio na tarefa mais apagada surge sempre muito mais expressivo que o queixume na inutilidade brilhante.


O raciocínio descobre a vizinhança entre a fé e o entendimento e a distância entre a fé e o fanatismo.


Os homens não são fantoches do destino e sim construtores dele.


Arma-te de confiança e sai de ti mesmo, servindo às vidas em derredor.


O amor é o coração do Evangelho e o espírito do Espiritismo chama-se caridade.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 19. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 

quinta-feira, abril 10, 2025

Prece E Obsessão - Emmanuel



Prece E Obsessão 

Emmanuel

G - Cap. XIV - Item 46


A Providência Divina, pelas providências humanas, sustenta o amparo indiscriminado a todas as criaturas, mas estatui a reciprocidade em todos os processos de ação pelos quais a bondade da vida se manifesta.


***

Comparemos a prece e a obsessão ao anseio de saber e ao tormento da ignorância.


O professor esclarece o discípulo mas não lhe dispensa a aplicação direta ao ensino. 


E se o aluno é surdo-mudo, mesmo assim, para instruir-se, é obrigado a concentrar muitas das possibilidades da visão e da audição nas sutilezas do tato, se quer assimilar o que aprende.


Recorramos, ainda, à lição viva que surge, entre a doença e o remédio.


Administrar-se-á medicamento ao enfermo, mas não se pode eximi-lo do concurso necessário. 


E se o paciente não consegue ou não deve acolher os recursos precisos,

através da boca, é constrangido a recebê-los por intermédio dos poros, das veias ou de outros canais do corpo.


***

Todo socorro essencial ao veículo físico reclama a participação do veículo físico.


Ninguém extingue a própria fome pelo esôfago alheio.


Assim, também, nas necessidades do espírito.


Na desobsessão, a prece indica a atividade libertadora, no entanto, não exonera o interessado da obrigação de renovar-se pelo serviço e pelo estudo, a fim de que se areje a casa íntima, de vez que todos aqueles que se acumpliciaram conosco, na prática do mal, em existências passadas, somente se transformam para o bem, quando nos identificam o esforço, por vezes difícil e doloroso, da nossa reeducação, na prática do bem.


***

Resumindo, imaginemos o irmão obsidiado, ainda lúcido, como sendo prisioneiro da própria mente, convertida então em cela escura e comparemos o socorro espiritual à lâmpada generosa.


Obsessão é o bolo pestífero transformado em caprichoso ferrolho na sombra. 


Oração é luz que acende.


A claridade traça a orientação do que se tem a fazer, mas o detento é chamado a tomar a iniciativa do trabalho para libertar a si mesmo, removendo corajosamente o tenebroso foco de atração.

 

XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 18. Prece e Obsessão:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 

quarta-feira, abril 09, 2025

Ao Médium Consciente - André Luiz



 Ao Médium Consciente

André Luiz

M - Questão 166


Se a incorporação consciente é o campo de atividade que o Senhor te confia, na prática mediúnica, encontras, em verdade, a perseverança como sendo o maior imperativo de apoio e a dúvida sem proveito, por perigo maior.


Convence-te, porém, de que o serviço paciente, a pouco e pouco, dirimirá, em definitivo, todas as tuas vacilações.


Sê persistente no dever a cumprir e dias virão, nos quais distinguirá, em ti, de forma irretorquível, a legitimidade do fenômeno através de provas simples e várias:


1.Manifestações por teu intermédio de personalidade que desconheces, identificadas por outros participantes da sessão.


2.Comunicações de familiares e amigos por tuas faculdades, ofertando-te valores irrecusáveis de identidade.


3.Ocorrências de sensação íntima na abordagem inicial desse ou daquele manifestante que, para surpresa tua, interrompe o transe, afasta-se e se comunica incontinenti por outro médium, na mesma reunião, revelando as mesmas ideias e o mesmo tom emocional que experimentavas, momentos antes.


4.Diferenciação imediata dos teus estados psicológicos antes e após a sessão, quando se verificam intercorrências de tensão e desafogo semelhantes às da atmosfera carregada de forças.


5.O teu próprio reajuste físico e moral, à medida que te consagras com pontualidade e devotamento às tarefas de cooperação com os Benfeitores espirituais e de assistência aos sofredores desencarnados.


6.Elevação do teu índice de lucidez mental, depois de certo tempo de trabalho, em que se te rearticulam e alimpam as energias do espírito, pelo exercício constante do pensamento aplicado às boas obras.


7.Manifestas claras vantagens espirituais hauridas mecanicamente por parentes e companheiros, cuja autoria não podes reivindicar.


8.Reação do reconforto e regozijo dos enfermos melhoramentos ou recuperados que nem de longe conseguirias atribuir a ti próprio.


9.Renovação a melhoria incontestáveis dos ambientes sociais e domésticos em que transitas, indiretamente beneficiados por teu concurso à desobsessão. 


10.Cobertura de confiança e alegria que fornecerás aos companheiros de equipes medianímicas diversas, por funcionares qual agente irradiante de fé renovadora e nobre estímulo no amparo geral aos seareiros do bem.


Analisa as tuas indagações.

***

Existe muita preguiça mascarada de dúvida, existindo até mesmo o médium cuja mediunidade todos reconhecem, prezam e valorizam, menos ele...



XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 17. Médium Consciente:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

terça-feira, abril 08, 2025

Ao Companheiro Espírita - Emmanuel

 


Ao Companheiro Espírita

Emmanuel

E - Cap. XVII - Item 4


Afirma Allan Kardec "que se reconhece o verdadeiro espírita por sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar as tendências inferiores".


Quem se transfigura por dentro, no entanto, pensa por si e quem raciocina por si desata as amarras dos preconceitos e escala renovações, no rumo do conhecimento superior pelas vias do espírito.


É por isso que o raciocínio claro te arrancou ao ninho da sombra.


Não mais para nós o claustro nebuloso da fé petrificada em que se nos desenvolvia o entendimento, em multimilenária gestação.


Cessou para nós a nutrição mental por endosmose, no bojo dos pensamentos convencionais.


Todavia, porque te transferes incessantemente de nível, quase sempre, despertas no mais doloroso tipo de solidão - a solidão dos que trabalham no mundo, a benefício do mundo, mas desajustados no mundo, sem que o mundo os reconheça.


***

Falas - e frequentemente, as tuas palavras voam sem eco.


Ages - as tuas ações nobres sofrem, não raro, o menosprezo dos mais queridos.


Emancipas a própria alma - escravizando-te a deveres maiores.


Auxilias - desdenhado.


Compreendes - desdenhado.


Trabalhas - padecente.


Edificas - por entre lágrimas.


Consola - e vergastam-te os sentimentos.


Cultivas o bem - e arrasam-te o campo.


Urge perceber, porém, que quantos consomem as próprias energias, na exaltação do bem, se fazem clarão, e aos que se fazem clarão as sombras não mais oferecem lugar em meio delas. 


Segue, assim, trilha adiante, erguendo a luz para que as trevas não amortalhem, indefinidamente, os valores do espírito.


Se temes a extensão das dificuldades, reflete na semente, a morrer em refúgio anônimo para que a vida se garanta; mas, se o exemplo de um ser pequenino te não satisfaz, medita no ensinamento do maior e mais glorioso espírito que já pisou caminhos terrestres.


Ele também transitou, na estância dos homens, sem pouso certo. 


Para nascer, socorreu-se da hospitalidade dos animais; 


enquanto esteve diretamente no mundo, não reteve uma pedra em que resguardar a cabeça; 


transmitiu a sua mensagem libertadora em recintos de empréstimos e, em vista das sombras não lhe suportarem as eternas fulgurações, já que não poderiam devolvê-lo ao Céu e nem lhe desejavam a presença, junto delas, no chão, deram-se pressa em suspendê-lo na cruz, para que se extinguisse, entre um e outro. 


Ele, no entanto, não se agastou, de leve, e qual ocorre à semente que regressa da retorta escura a que foi relegada, convertendo abandono em pão redivivo, Jesus também, ao terceiro dia, contado sobre o desprezo extremo, voltou, em plenitude de amor, e ao transformar sacrifício em luz renascente, retomou a construção da concórdia e da fraternidade, na Terra, afirmando aos companheiros fracos e espantados:


- "A paz seja convosco."


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 16. Allan Kardec :  Ilustração Reproduzida da Internet.