segunda-feira, julho 07, 2025

Crítica - André Luiz



Crítica

André Luiz

Cap. XII – Item 2


Se você está na hora de criticar alguém, pense um pouco, antes de iniciar.


Se o parente está em erro, lembre-se de que você vive junto dele para ajudar.


Se o irmão revela procedimento lamentável, recorde que há moléstias ocultas que podem atingir você mesmo.


Se um companheiro faliu, é chegado o momento de substituí-lo em trabalho, até que volte.


Se o amigo está desorientado, medite nas tramas da obsessão.


Se o homem da atividade pública parece fora do eixo, o desequilíbrio é problema dele.


Se há desastres morais nos vizinhos, isso é motivo para auxílio fraterno, porquanto esses mesmos desastres provavelmente chegarão até nós.


Se o próximo caiu em falta, não é preciso que alguém lhe agrave as dores de consciência.


Se uma pessoa entrou em desespero, no colapso das próprias energias, o azedume não adianta.


Ainda que você esteja diante daqueles que se mostram plenamente mergulhados na loucura ou na delinquência, fale no bem e fuja da crítica destrutiva, porque a sua reprovação não fará o serviço dos médicos e dos juízes indicados para socorrê-los, e, mesmo que a sua opinião seja austera e condenatória, nisso ou naquilo, você não pode olvidar que a opinião de Deus, Pai de nós todos, pode ser diferente.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Por Espíritos Diversos. Espírito da verdade, cap 43. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. Arte: Aharkbartthemoteo

 

domingo, julho 06, 2025

Marcos Indeléveis - Emmanuel





Marcos Indeléveis

Emmanuel

Cap. XVIII – Item 16


“As obras que eu faço, em nome de meu pai, essas testificam em mim.” – Jesus. (João, 10: 25)


Cada trecho do solo demonstra o seu valor na riqueza ou na fertilidade que apresenta...


Cada vegetal é tido na importância de seu cerne, de sua essência, de seus frutos...


Cada animal é conhecido pelas peculiaridades de importância em sua existência...


O sol constitui para todos os seres fonte inexaurível de vida, calor e luz.


A água significa o sangue do organismo terrestre.


O fogo, no crepitar da lareira ou na devastação do incêndio, demonstra realmente o seu papel inconfundível no campo imenso da criação.


O juiz é respeitado pela integridade de seus sentimentos ou temido pelas manifestações de venalidade a que se acolhe.


O professor é acatado, consoante o grau de competência que lhe é próprio.


O médico adquire confiança, conforme a sua atitude ao pé dos enfermos.


O coração materno revela a sua íntima excelsitude, no trato natural com os rebentos de seu carinho.


O filho oferece ao mundo, na experiência diária, a extensão de seu amor para com os próprios pais.


A criança, em suas expressões infantis, apresenta invariavelmente o esboço de caráter que plasmou em si mesma através das vidas passadas.


O usurário cria, em torno de si, gelada atmosfera de reprovação pelos sentimentos que nutre no imo do próprio ser.


O leviano carrega consigo constantemente os prejuízos da ociosidade ou do vício, complicando-se na intemperança dos próprios dias.


O céptico representa, onde estiver, a aridez da mente hipertrofiada pelo orgulho infeliz.


O crente, leal a si mesmo, evidencia o poder de sua fé, nas posições assumidas perante os chamamentos do mundo.


Enfim, todas as criações do excelso Pai testemunham-lhe a glória no campo infinito da vida e cada espírito se afirma bem ou mal, aproveitando-as para subir à luz ou delas abusando para descer às trevas.


Como aprendizes do evangelho, portanto, cumpre-nos indagar à própria consciência:


– ”Que tenho executado na vida como aplicação das bênçãos de Deus?”


Não nos esqueçamos, segundo a lição do senhor, que somente as obras que fizermos, em nome do pai, é que serão marcos indeléveis de nosso caminho, a testificarem de nós.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Por Espíritos Diversos. Espírito da verdade, cap 42. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 

sábado, julho 05, 2025

Você e Jesus - André Luiz




Jesus e Você

André Luiz

Cap. VI – Item 6


Nosso Mestre não se serviu de condições excepcionais no mundo para exaltar a Luz da Verdade e a Bênção do Amor.


Em razão disso, não aguarde renovação exterior na vida diária, para ajudar. 


Comece imediatamente a própria sublimação.


Jesus não tinha uma pedra onde recostar a cabeça. 


Se você dispõe de mínimo recurso, já possui mais que Ele.


Jesus, em seu tempo, não desfrutou qualquer expressão social.


Se você detém algum estudo ou título, está em situação privilegiada.


Jesus esperou até aos trinta nos para servir mais decisivamente.


Se você é jovem e pode ser útil, usufrui magnífica oportunidade.


Jesus partiu aos trinta e três anos. 


Se você vive na idade amadurecida e dispõe do ensejo de auxiliar, agradeça ao Alto, dando mais de si mesmo.


Jesus não contou com os familiares nas tarefas a que se propôs.


Se você convive em paz no recinto doméstico, obtendo alguma cooperação em favor dos outros, bendiga sempre essa dádiva inestimável.


Jesus não encontrou ninguém que o amparasse na hora difícil.


Se você recebe o apoio de alguém nos momentos críticos, saiba ser grato.


Jesus nada pôde escrever. 


Se você consegue grafar pensamentos na expansão do bem, colabore sem tardança para a felicidade de todos.


Vemos, assim, que a vida real nasce e evolui no Espírito eterno e não depende de aparências para projetar-se no rumo da perfeição.


Jesus segue à frente de nós. 


Se você deseja acertar, basta apenas segui-lo.


Sigamo-lo pois.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Por Espíritos Diversos. Espírito da verdade, cap 40. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

sexta-feira, julho 04, 2025

Perigo - Emmanuel



Perigo

Emmanuel

Cap. IX – Item 1


Cada vez que a irritação te assoma aos escaninhos da mente, segues renteando sinal de perigo.


Mesmo que tudo pareça conspirar em teu prejuízo, não convertas a emoção em bomba de cólera a explodir-te na boca.


Desequilíbrio que anotes é apelo da vida a que lhe prestes cooperação.


Quando as águas, em monte, investem furiosas sobre a faixa de solo que te serve de habitação, levantas o dique, capaz de governar-lhe os impulsos.


Diante do fogo que te ameaça, recorres, de pronto, aos extintores de incêndio.


Toda vez que o curto-circuito reponta na rede elétrica, desligas a tomada de força para que a energia descontrolada não opere a destruição.


Assim também, quando a prova te visite, não transfigures a língua em chicote dos semelhantes.


Se agressões verbais te espancam os ouvidos, ergue a muralha do dever fielmente executado, em que te defendas contra o assalto da injúria.


Se a calúnia te alanceia, guarda-te em paz, no refúgio de prece.


Se a dignidade ofendida, dentro de ti, surge transformada em aceso estopim para a deflagração de revolta, deixa que o silêncio te emudeça, até que a nuvem da crise te abandone a visão.


Sobretudo à frente de qualquer companheiro encolerizado, não lhe agraves a distonia.


Ninguém cura um louco, zurzindo-lhe o crânio.


Se alguém te lança em rosto o golpe da intemperança de espírito ou se te arroja a pedrada do insulto, desculpa irrestritamente, e se volta a ferir-te, é indispensável te reconheças na presença de um enfermo em estado grave, a pedir-te o amparo do entendimento e o socorro da compaixão.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Por Espíritos Diversos. Espírito da verdade, cap 39. Estevão : Ilustração Reproduzida da Internet. 

quinta-feira, julho 03, 2025

A Paixão De Jesus - Ewerton Quadros

 



A Paixão De Jesus

Ewerton Quadros

Cap. XIX – Item 7


O Espiritismo não nos abre o caminho da deserção do mundo.


Se é justo evitar os abusos do século, não podemos chegar ao exagero de querer viver fora dele. 


Usufruamos a vida que Deus nos dá, respirando o ar das demais criaturas, nossas irmãs.


Para seguir a própria consciência, podemos dispensar a virtude intocável que forja a santidade ilusória.


Não sejamos sombras vivas, nem transformemos nossos lares em túmulos enfeitados por filigranas de adoração.


Nossa fé não é campo fechado à espontaneidade.


Encarnados e desencarnados precisamos ser prudentes, mas isso não significa devamos reprimir expansões sadias e não nos abracemos uns aos outros. 


A abstinência do mal não impõe restrições ao bem.


Assim como a virtude jactanciosa é defeito quanto qualquer outro, a austeridade afetada é ilusão semelhante às demais.


Não façamos da vida particular uma torre de marfim para encastelar os princípios superiores, ou estrado de exibição para entronizar o ponto de vista.


A convicção espírita não é insensível ou impertinente.


A inflexibilidade, no dever, não exige frieza de coração. 


Fujamos ao proselitismo fanatizante, mas nem por isso cultivemos nos outros a aversão por nossa fé.


Se o papel de vítima é sempre o melhor e o mais confortável, nem por isso, a título de representá-lo, podemos forçar a nossa existência, transformando em verdugos, à força, as criaturas que nos rodeiam.


Não sejamos policiais do Evangelho, mas candidatemo-nos a servidores cristãos.


Nem caridade vaidosa que agrave a aspereza do próximo, nem secura de coração que estiole a alegria de viver.


Quem transpira gelo, dentro em breve caminhará em atmosfera glacial.


A crença aferrolhada no orgulho desencadeia desastres tão grandes quanto aqueles criados pelo materialismo.


Não sejamos companhias entediantes.


Um sorriso de bondade não compromete a ninguém.


A fé espírita reside no justo meio-termo do bem e da virtude.


Nem o silêncio perpétuo da meia-morte, que destrói a naturalidade, nem a fala medrosa da inibição a beirar o ridículo.


Nem olhos baixos de santidade artificiosa, nem anseio inexperiente de se impor a todo preço.


Nem cumplicidade no erro, na forma de vício, nem conivência com o mal, na forma de aparente elevação.


Fé espírita é libertação espiritual. 


Não ensina a reserva calculada que anula a comunicabilidade, constrangendo os outros, nem recomenda a rigidez de hábitos que esteriliza a vida simples. 


Nem tristeza sistemática, nem entusiasmo pueril.


Abstenhamo-nos da falsa ideia religiosa, suscetível de repetir os desvios de existências anteriores, nas quais vivemos em misticismo acabrunhante.


Desfaçamos os tabus da superioridade mentirosa, na certeza de que existe igualmente o orgulho de parecer humilde.


O Espiritismo nos oferece a verdadeira confiança, raciocinada e renovadora; 


eis por que o espírita não está condenado a atividade inexpressiva ou vegetante. 


Caridade é dinamismo do amor. 


Evangelho é alegria. 


Não é sistema de restringir as ideias ou tolher as manifestações, é vacinação contra o convencionalismo absorvente.


Busquemos o povo – a verdadeira paixão de Jesus –, convivendo com ele, sentindo-lhe as dores, e servindo-o sem intenções secundárias, conforme o “amai-vos uns aos outros” – a senda maior de nossa emancipação.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Por Espíritos Diversos. Espírito da verdade, cap 38. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 

quarta-feira, julho 02, 2025

Tranquilidade - André Luiz




Tranquilidade

André Luiz

Cap. XXV – Item 9


1 – Comece o dia na luz da oração.

O amor de Deus nunca falha.


2 – Aceite qualquer dificuldade sem discutir.

Hoje é o tempo de fazer o melhor.


3 – Trabalhe com alegria.

O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço, é um cadáver que pensa.


4 – Faça o bem o quanto possa.

Cada criatura transita entre as próprias criações.


5 – Valorize os minutos.

Tudo volta, com exceção da hora perdida.


6 – Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.

Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.


7 – Estime a simplicidade.

O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte.


8 – Perdoe sem condições.

Irritar-se é o melhor processo de perder.


9 – Use a gentileza, mas de modo especial dentro da própria casa.

Experimente atender os familiares como você trata as visitas.


10 – Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo.

Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo, solitário e vencido, era a causa de Deus.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Por Espíritos Diversos. Espírito da verdade, cap 37. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. Arte: Day RV. 


terça-feira, julho 01, 2025

O Filho do Orgulho - Cairbar Schutel



O Filho do Orgulho

Cairbar Schutel

Cap. VII – Item 11


O melindre – filho do orgulho – propele a criatura a situar-se acima do bem de todos. É a vaidade que se contrapõe ao interesse geral.


Assim, quando o espírita se melindra, julga-se mais importante que o Espiritismo e pretende-se melhor que a própria tarefa libertadora em que se consola e esclarece.


O melindre gera a prevenção negativa, agravando problemas e acentuando dificuldades, ao invés de aboli-los. 


Essa alergia moral demonstra má vontade e transpira incoerência, estabelecendo moléstias obscuras nos tecidos sutis da alma.


Evitemos tal sensibilidade de porcelana, que não tem razão de ser.


Basta ligeira observação para encontrá-la a cada passo:


É o diretor que tem a sua proposição refugada e se sente desprestigiado, não mais comparecendo às assembleias.


O médium advertido construtivamente pelo condutor da sessão, quanto à própria educação mediúnica, e que se ressente, fugindo às reuniões.


O comentarista admoestado fraternalmente para abaixar o volume da voz e que se amua na inutilidade.


O colaborador do jornal que vê o artigo recusado pela redação e que se supõe menosprezado, encerrando atividades na imprensa.


A cooperadora da assistência social esquecida, na passagem de seu aniversário, e se mostra ferida, caindo na indiferença.


O servidor do templo que foi, certa vez, preterido na composição da mesa orientadora da ação espiritual e se desgosta por sentir-se infantilmente injuriado.


O doador de alguns donativos cujo nome foi omitido nas citações de agradecimento e surge magoado, esquivando-se a nova cooperação.


O pai relembrado pela professora das aulas de moral cristã, com respeito ao comportamento do filho, e que, por isso, se suscetibiliza, cortando o comparecimento da criança.


O jovem aconselhado pelo irmão amadurecido e que se descontenta, rebelando-se contra o aviso da experiência.


A pessoa que se sente desatendida ao procurar o companheiro de cuja cooperação necessita, nos horários em que esse mesmo companheiro, por sua vez, necessita de trabalhar a fim de prover a própria subsistência. 


O amigo que não se viu satisfeito ante a conduta do colega, na instituição, e deserta, revoltado, englobando todos os demais em franca reprovação, incapaz de reconhecer que essa é a hora de auxílio mais amplo.


O espírita que se nega ao concurso fraterno somente prejudica a si mesmo.


Devemos perdoar e esquecer se quisermos colaborar e servir.


A rigor, sob as bênçãos da Doutrina Espírita, quem pode dizer que ajuda alguém? 


Somos sempre auxiliados.


Ninguém vai a um templo doutrinário para dar, primeiramente.


Todos nós aí comparecemos, antes de tudo, para receber, sejam quais forem as circunstâncias.


Fujamos à condição de sensitivas humanas, convictos de que a honra reside na tranquilidade da consciência, sustentada pelo dever cumprido.


Com a humildade não há o melindre que piora aquele que o sente, sem melhorar a ninguém.


Cabe-nos ouvir a consciência e segui-la, recordando que a suscetibilidade de alguém sempre surgirá no caminho, alguém que precisa de nossas preces, conquanto curtas ou aparentemente desnecessárias.


E para terminar, meu irmão, imagine se um dia Jesus se melindrasse com os nossos incessantes desacertos...


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Por Espíritos Diversos. Espírito da verdade, cap 36. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet.