sexta-feira, junho 30, 2006

PENSAMENTO


A ESCRAVIZAÇÃO DO PENSAMENTO

“Haverá no homem alguma coisa que es­cape a todo constrangimento e pela qual goze ele de absoluta liberdade?
No pensamento goza o homem de ilimitada liberdade, pois que não há como pôr-lhe peias. Pode-se-lhe deter o vôo, porém, não aniquilá-lo.”

(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 833.)

Obsessão é escravização temporária do pensamento, imantando credores e devedores, que inconscientemente ou não se buscam pelas leis cármicas.
Pelo pensamento nós nos libertamos ou nos escravizamos. O homem não tem sabido usar o pensamento. Somente agora se está inteirando das suas próprias potenciali­dades. Somente agora está começando a descobrir que ele é o que pensa. Que seus pensamentos são ele mesmo, isto é, expressam sua individualidade, a essência mesma de que é feito, com todas as pe­culiaridades que integram a sua personalidade.
Unicamente agora o ser humano se está apercebendo de que se tem mantido cerceado, por ter viciado o seu pensamento, acostu­mando-o a transitar apenas entre as baixas esferas, que vão dos instintos às paixões que o avassalam. Que se fez escravo destas, alimentando-se dos vícios e sendo por eles dominado.
Somente com o desenrolar dos evos é que o raciocínio humano está começando a acionar o seu imenso cabedal para as mais altas finalidades do Espírito.
Recebendo os sublimes ensinamentos de Jesus, ainda assim, ha­bituado a manipular o pensamento para fazê-lo servir aos seus inte­resses egoísticos, distorceu por quase dois milênios a mensagem clarificadora do Evangelho.
Lentamente, a duras penas, as criaturas estão descobrindo as ilimitadas potencialidades que têm em si mesmas. Aos poucos estão-se dando conta de que cada ser é um universo em miniatura, expansível pelo pensamento e pelo sentimento e que possui como atributo a eternidade.
A Doutrina Espírita, revivendo os ensinamentos do Cristo, tem contribuído, fundamentalmente, para despertar o homem para a Verdade. O Espiritismo veio ensinar a libertação do pensamento, jugulado ao peso imensurável da servidão material, mostrando a es­piritualidade que existe em cada ser, a qual, até agora, a grande maioria preferiu ignorar.
As obsessões são, pois, em realidade, escravização temporária da mente. É o vôo do pensamento, de súbito detido, prisioneiro.
Mesmo o homem moderno, que se orgulha de suas conquistas, arranja mil pretextos para tornar-se escravo não só de si mesmo como também de outros homens, de situações e até — principalmente isto — de coisas materiais, gabando-se, inclusive, dessas preferências, completamente ignorante das verdadeiras metas da vida e dos reais valores.
Jactando-se de viver no século 20, quando o avanço do conhe­cimento atingiu culminâncias jamais imaginadas, o homem, ainda assim, torna-se:
Escravo dos vícios.
Escravo do sexo.
Escravo do dinheiro.
Escravo do lazer.
Escravo da máquina.
Escravo de tudo, quando, negando a Deus, se permitc a mais abjeta e dolorosa escravidão: o seu auto-enclausuramento na mas­morra sombria do egoismo avassalante.
O Espiritismo veio ensinar o processo de libertação. O modo de se libertar de todas as servidões inferiores.
Mil formas de escravidão e uma só forma de libertação: Jesus!
“Eu sou a Porta”, disse Ele.
“A Verdade vos fará livres...”


OBSESSÃO E DESOBSESSÃO
SUELY CALDAS SCHUBERT

Recebido da companheira e blogueira espírita Gracinha

GENTE AMIGA



“Existem pessoas tão radiantes, tão geniais tão amáveis,
tão agradáveis , que sentimos instintivamente o quanto
elas nos fazem bem; que ao se aproximarem temos a
sensação de que trazem luz para o ambiente!
A estas pessoas eu chamo de GENTE AMIGA”.

VOAR


Quanto mais alto voamos, menores parecemos aos olhos
daqueles que não sabem voar!

Nietchze

segunda-feira, junho 26, 2006

SERENIDADE


SERENIDADE


Reserva momentos para que
se refaçam os teus
equipamentos mentais.

Da mesma forma que
o corpo se desgasta, a mente
se cansa e desarmoniza.

A mudança de atividade,
o espairecimento, os jogos
que destraem, os desportos,
a meditação, funcionam
como recursos valiosos
para o reajuste mental.

Dedica algum tempo
à tua renovação interior,
examinando o que fazes
e como torná-lo mais agradável,
ensejando-te equilíbirio
e menos fadiga.

A mente é espelho que reflete
o estado do espírito,
merecendo carinho e desvelo,
a fim de funcionar bem
e com êxito.

Joanna de Ângelis

domingo, junho 25, 2006

D.ISABEL DE ARAGÃO


"Deus me deu trono para fazer a caridade..."


D.ISABEL DE ARAGÃO :: A RAINHA DAS ROSAS


Ana Maria Spranger Luiz


Divaldo, de certa feita, viu-se ao lado de Auta de Souza, que o convidava para
uma excursão promovida pela antiga rainha de Portugal, D. Isabel, conhecida pela
sua bondade e abnegada prática da caridade.

Oportuno recordar que o rei, D. Diniz, não gostava das incursões da rainha, levando
pão e moedas para as populações necessitadas.

Certa vez foi espreitá-la para surpreendê-la em desobediência...
Viu quando ela se dirigia à dispensa do palácio e enchia o avental de alimentos.
Ele se postou então à sua espera.

"- Onde vai Senhora? O que leva aí em seu avental?
- interpelou o rei quando D. Isabel saía apressadamente."
"- São flores, Senhor meu! "
"- Quero vê-las! Flores em Janeiro?"
Quando D. Isabel de Aragão, mãe do futuro rei de Portugal, D.Afonso,

espanhola de nascimento e portuguesa pelo coração, a rainha das rosas,
também chamada de Rainha Santa, mostrou o avental, caíram, num fenômeno
maravilhoso de efeitos físicos, rosas de diferentes cores...
Consta que o rei nunca mais tentou impedir a rainha de praticar a caridade.

Auta de Souza avisa a Divaldo que pisasse nas pegadas da rainha durante a excursão.
Eis que chegaram a uma região em que se ouviam gritos de desespero.
A caravana vai passando e Divaldo, amparado por Auta de Souza, vê que equipes socorristas, atendendo a ordens de D. Isabel, recolhem muitos dos que clamavam por socorro.
Eram os que se mostravam verdadeiramente arrependidos.

Recorda Divaldo, entre outros detalhes da excursão, ter visto também que D. Isabel
lançava na direção dos aflitos uma rosa, da qual saíam, então, flocos de luz que pareciam
aliviar a angústia daqueles sofredores. Era quando os padioleiros, sob as ordens diretas de D. Isabel, acorriam para recolherem os mais arrependidos.

"- Recordei-me até das descrições de Dante Alighieri sobre o Inferno", diz Divaldo.
Tocado pelas cenas, indaga de Auta de Souza para onde iam aqueles Espíritos recolhidos
nas padiolas?

"- Muitos são atendidos nos agrupamentos espíritas existentes na Terra,
para que depois possam ser levados a estâncias outras na Espiritualidade."

"- E quando não havia ainda agrupamentos espíritas, antes do advento do Espiritismo?"
" - Os médiuns eram levados, com a aquiescência deles, e com a permissão de Jesus,

às zonas intermediárias, onde colaboravam no socorro dos sofredores.

Não te esqueças, Divaldo, de que somos, todos nós, amparados pela Misericórdia do Pai Celestial."

E Divaldo concluiu dizendo que ficou, depois, e durante muito tempo, e ainda hoje,
meditando na responsabilidade dos médiuns, na necessidade do estudo permanente,
na dedicação devotada às tarefas; meditando também quedevemos orar, sobretudo
antes do sono reparador, para que enquanto o corpo repousa, todos possamos trabalhar
na seara de Jesus.

CARTA



CARTA DO SENADOR PÚBLIO LENTULUS AO IMPERADOR
TIBÉRIO CÉZAR, DESCRENVEDO AS CARACTERÍSTICAS
MORAIS E FÍSICAS DE JESUS.



"Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, existindo nos nossos tempos
um homem,o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo
povo é inculcado o profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus,
criador do céu e da terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado;
em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus: ressuscita os
mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito
belo no aspecto, e há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a
amá-lo ou temê-lo.

Tem os cabelos da cor amêndoa bem madura, são distendidos até as orelhas,
e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.

Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos
nazarenos, o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se
vê em sua face, de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.

A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio,
seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos expressivos e claros, o que surpreende

é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o
seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar;
faz-se amar e é alegre com gravidade.

Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar.
Tem os braços e as mãos muito belos;
na palestra, contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele se aproxima, verifica-se
que é muito modesto na presença e na pessoa.

É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma
rara beleza, não se tendo, jamais, visto por estas partes uma mulher tão bela, porém, se a majestade tua, ó Cézar, deseja vê-lo, como no aviso passado escreveste, dá-me ordens, que
não faltarei de mandá-lo o mais depressa possível.

De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém;
ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada.

Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça.

Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram.

Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes.

Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus;

muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de
Tua Majestade;


eu sou grandemente molestado por estes malignos hebreus.

Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles eu o
conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde,

porém à tua obediência estou prontíssimo, aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido.
Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo...


Públio Lentulus, presidente da Judéia
Lindizione setima, luna seconda."



(Este documento foi encontrado no arquivo do Duque de Cesadini, em Roma. Essa carta, onde se faz o retrato físico e moral de Jesus, foi mandada de Jerusalém ao imperador Tibério César, em Roma, ao tempo de Jesus.)

Disponível em < http://www.radioriodejaneiro.am.br/anx/CartaPublioSobreJesus.pdf>

ALTERIDADE


ALTERIDADE

Saara Nousiainen (CE)
E-mail: logos@secrel.com.br


Uma palavra que vem ganhando uso nos meios espíritas ou mais particularmente,
entre os membros da ABRADE - Associação Brasileira de Divulgadores do
Espiritismo é a alteridade.

Esse é um termo relativamente novo, tanto que nem o dicionário Aurélio o registra,
mas seu significado reflete uma nova mentalidade, aquela que deverá vigorar na
civilização que, certamente, irá transformar a Terra num mundo de regeneração
porque se refere à aceitação das diferenças; também significa a não-indiferença,
o aprender com os diferentes, o amar ou ser responsável pelo outro, aceitando
e respeitando as suas diferenças.

Alteridade, palavra que representa, em sua profundidade, as leis cósmicas de
convívio entre os seres. A pessoa que a vivencia passa a ser mais fraterna em
todos os sentidos, deixando de criticar, julgar, agredir...
A não-crítica, a não-agressão, o não-julgamento deixam o ser em paz consigo
mesmo, com a humanidade, com a vida.

Você poderá contestar dizendo que atitudes assim tornam a criatura alienada.
Mas há uma grande diferença entre analisar, estando consciente dos erros e
desacertos, e julgar, criticar, enviar uma vibração negativa para o errado,
seja ele uma pessoa, uma instituição ou uma nação, já que as instituições
e as nações são formadas por pessoas. Exemplo: Você vê uma pessoa
caminhando sobre a grama de um parque para encurtar caminho, e pensa:
que sujeito mais sem educação!

Nesse ato de criticar intimamente a atitude daquela pessoa você está
gerando uma vibração negativa. Parte dessa vibração, desse magnetismo
ou energia pesada fica em você, seu gerador, e outra parte alcança a pessoa
que pisou a grama para cortar caminho.
Por outro lado, se você apenas registrar o ato errado mas, respeitando a diferença
do outro, não criticá-lo, estará fazendo um bem a si mesmo e deixando de fazer
mal ao outro. Mas digamos que, agindo com alteridade, você entende que deve falar
com aquela pessoa alertado-a para o erro que está cometendo, fá-lo-á afetuosamente,
de forma a não humilhá-la, encontrando a melhor maneira de ser, junto a ela,
uma presença benéfica.

Quando nos habituamos a tudo criticar, nosso foco de vida fica dirigido aos
outros, na forma como eles se conduzem nos menores detalhes e, é claro,
colocamos a nós mesmos como parâmetro nessa medição de erros, nesse
julgamento contínuo que exercemos com relação a tudo e a todos.
Esse fato nos leva a desenvolver de forma contínua uma vibração pesada
e antagônica em relação aos outros porque sempre iremos encontrar neles
o que qualificamos como errado. Além disso estaremos também desenvolvendo
nossa vaidade, ao compararmos os que consideramos errados, conosco.
Mas, se desenvolvemos a alteridade, respeitando a maneira de ser dos outros,
lembrando que todos somos seres em diferentes faixas evolutivas, tornamo-nos
mais leves, mais de bem com a vida, mais alegres e, é claro, mais saudáveis.

Texto recebido da Graça :: Blog Luz do Espiritismo