
terça-feira, setembro 28, 2010

domingo, setembro 26, 2010

Obrigada, Senhor
Obrigada, Senhor, pelos meus braços perfeitos, quando há tantos mutilados...
Pelos meus olhos perfeitos, quando há tantos sem luz...
Pela minha voz que canta, quando tantas emudeceram...
Pelas minhas mãos que trabalham, quando tantas mendigam...
É maravilhoso, Senhor, ter um lar para voltar, quando há tanta gente que não tem para onde ir...
É maravilhoso, Senhor, amar, sorrir, sonhar, quando há tantos que choram, que se odeiam, que se revolvem em pesadelos, e que morrem antes de nascer...
E sobretudo, é maravilhoso, Senhor, ter tão pouco a pedir e tanto para agradecer...
Michel Quoist
sábado, setembro 25, 2010
Momento Espírita
Seguiam a nossa frente. Passo lento, cadenciado. Mãos dadas. As cabeças nevadas e a lentidão do passo lhes denunciavam a idade avançada.
Um homem. Uma mulher. Um casal de velhos. De mãos dadas, enamorados. As mãos seguravam firme, como a dizer que um se constituía no apoio do outro. Assim no físico, assim no afeto.
Ficamos a imaginá-los, na esteira do tempo, jovens, rindo e correndo pelo parque, sob as bênçãos do sol. Brincando no lago, jogando água um no outro, gargalhando.
Pudemos quase vê-los de forma nítida abraçados, quietos, olhando enlevados o concerto da primavera em flor, mãos entrelaçadas, cabeças apoiadas, tecendo sonhos e fantasias.
Terão imaginado quiçá que alcançariam esta idade, unidos?
São eles mesmos. Atravessaram os anos e prosseguem apaixonados. Casaram, tiveram filhos, passaram as mil dificuldades de educar, instruir e amar a prole, renunciando muito a benefício deles.
Quando os filhos se foram, um a um, como aves de arribação, deixando o ninho para construir o seu próprio e eles ficaram sós, souberam retomar o enlevo dos primeiros dias.
O segredo dessa união sólida? O amor. Só o amor tem o poder de atravessar os anos e se tornar mais intenso. Só ele pode enfrentar com dignidade o encarquilhar das mãos, o aparecimento das rugas, o andar mais demorado.
Somente ele, porque possui lentes especiais, que transcendem o físico e alcançam a alma.
Relação assim regida prossegue para além da vida corpórea. Um parte como flor que fenece ao vento gélido e fica aguardando o outro.
Enquanto espera o amado, a sua é a tarefa de amparar, zelar pelo que ficou nas estradas do mundo. Nas noites de solidão, fala-lhe à intimidade do logo mais e insufla-lhe coragem para não se abater ante os percalços que lhe faltam vencer.
Aguarda-o, no mundo espiritual, como o noivo espera a amada, em dia festivo. E quando finalmente chega o dia da partida, prepara-lhe a chegada e o retoma nos braços em suave amplexo, demonstrando que o amor vence a dor, o sofrimento e a morte.
Muitas almas que assim se amam, na Terra, intensamente, retornam mais tarde, em nova roupagem, novamente unidos e porque amam verdadeiramente, unem-se outra vez para idealizar grandes coisas a bem da comunidade.
É desta forma que encontramos casais unidos na ciência, na arte, na devoção ao semelhante, doando-se muito além do dever.
Tendo vivido o amor na sua essência mais profunda, aprenderam que quanto mais ele se divide, mais se multiplica.
* * *
A senhora Kardec, esposa do Codificador do Espiritismo, após a morte dele viveu ainda por 14 anos.
Enquanto ele viveu, ela lhe foi sempre a companheira fiel de todas as horas, em todas as suas atividades, fossem as pedagógicas ou as dedicadas à Doutrina Espírita.
Desencarnou idosa, aos 87 anos, lúcida e ativa, devotada à causa do Espiritismo.
Redação do Momento Espírita.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. Fep.

NÃO JOGUE PELA JANELA
Cenyra Pinto
Não jogue pela janela, como traste inútil, tudo de bom e belo que você recebeu de alguém, só porque esse alguém lhe ofereceu, uma vez, algo que lhe desagradou.
Valorize o que é bom e não seja ingrato, desprezando o que já lhe causou agrado, apenas por uma pequena coisa que lhe entristeceu.
Aprenda a aceitar a fraqueza humana como natural, porque certamente você também comete faltas.
Se você esquece e apaga tudo de bom que recebeu e que nunca lhe tocou a insensibilidade, a ponto de ser grato; se por um acontecimento que lhe desagradou, enraiveceu-se tanto, a ponto de maltratar a quem já lhe deu tantas provas de amizade, está provado que a sua capacidade de amar e reconhecer a bondade é muito pequena ante a força que tem de se ressentir.
Aprenda a valorizar as coisas boas e mantê-las vivas na sua mente, não as apagando só porque o portador dessas coisas boas, num momento de invigilância, lhe desagradou.
A criatura humana é, por vezes, portadora de uma incumbência desagradável como a de testar seus companheiros de luta terrena, o que faz, quase sempre inconscientemente, sem sequer pensar que está executando uma tarefa.
E, assim, quando cai em si e vê que fez algo que a sua consciência condena, decepciona-se consigo mesmo e se entristece.
A vida é assim mesmo. Uns testando os outros, até que a sensibilidade se equilibre e não haja mais necessidade desses exercícios.
Acorde, meu irmão.
Quando você receber o que lhe desagrada, pense que foi você o instrumento de provocação. Lembre-se de que todos nós somos falíveis.
Não jogue pela janela momentos tão bons, tão belos, por um pequeno desencontro.
Não guarde mágoas.
Procure apagar tudo que enfeia a sua trajetória terrena e procure orná-la com flores de compreensão e do amor.
Fonte: “...A Verdade e a Vida”, de Cenyra Pinto.

Eu levo a vida cantando ai lili ai lili ai lou ♪
A canção favorita de Francisco Cândido Xavier
Eu vivo a vida cantando, ai lili, ai lili, ai lou
Por isso sempre contente estou, o que passou, passou
O mundo gira depressa, e nessas voltas eu vou
Cantando a canção tão feliz que diz
Ai lili, ai lili, ai lou
Por isso é que sempre contente estou
Ai lili, ai lili, ai lou...
