sexta-feira, dezembro 25, 2015

FELIZ NATAL!




Feliz Natal !

Que Jesus renasça na manjedoura dos corações em todos os dias do Novo Ano!

O Nome de Jesus - Maria Dolores





O Nome de Jesus


Maria Dolores



Natal é a luz de Deus que nos alcança,

Em casa, triste mãe exclama, reverente:

"Jesus, salva meu filho infeliz e doente,

Em Ti, Senhor, é a nossa última esperança!..."



De vizinha mansão, ouve-se voz pungente:

"Jesus, rogo socorro!... Sei que a morte avança..."

"Jesus, cura meu pai!..." - dizia uma criança,

Mostrando o coração terno e inocente.



Um Juiz, num salão, consulta um livro e pensa:

"Que faria Jesus, lavrando esta sentença?..."



Jesus!... Um nome só, em milhões de louvores!...

Pastor, que Deus nos concedeu para milênios!...

Natal é a gratidão ao mais sábio dos gênios,

Que nos conduz à paz e afasta as nossas dores.





XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Maria Dolores. Soneto recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier, pela mediunidade auditiva, em Culto do Evangelho no Lar, em sua residência, na noite de 5 de setembro de 1996, em Uberaba, Minas Gerais.

quinta-feira, dezembro 24, 2015

Indagação de Natal - Joanna de Ângelis







Indagação de Natal

Joanna de Ângelis





Estes são outros tempos, não muito diferentes daqueles, os tempos nos quais Ele nasceu.



Há também predomínio da força e do esmagamento dos ideais, ganância e loucura nos quais os homens se locupletam, vitimados em si mesmos.



Não obstante, há glórias do amor e do sacrifício, da abnegação e da renúncia.



Milhões de vidas que se estiolam na fome, na miséria moral e econômica, aguardam que Jesus volte a nascer, a fim de poderem respirar e viver, adquirindo a dignidade que lhes têm sido negada pelos enganados-enganadores, ora guindados ao poder temporal.



Imprescindível que cada homem se pergunte o que tem feito em favor de si mesmo, no sentido da sua realidade eterna e em relação ao seu próximo.



 
 
FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis.

quarta-feira, dezembro 23, 2015

Carta de Natal - Casimiro Cunha








Carta de Natal


Casimiro Cunha



Meu amigo. Não te esqueças,
Pelo Natal do Senhor,
Abre as portas da bondade
Ao chamamento do amor.

Reparte os bens que puderes
Às luzes da devoção,
Veste os nus. Consola os tristes,
Na festa do coração.

Mas, não te esqueças de ti,
No banquete de Jesus:
Segue-lhe o exemplo divino
De paz, de verdade e luz.

Toma um novo compromisso
Na alegria do Natal,
Pois, o esforço de si mesmo
É a senda de cada qual.

Sofres? Espera e confia.
Não te furtes de lembrar
Que somente a dor do mundo
Nos pode regenerar.

Foste traído? Perdoa.
Esquece o mal pelo bem.
Deus é a Suprema Justiça.
Não deves julgar ninguém.

Esperas bens neste mundo?
Acalma o teu coração.
Às vezes, ao fim da estrada,
Há fel e desilusão.

Não tiveste recompensas?
Guarda este ensino de cor:
Ter dons de fazer o bem
É a recompensa melhor.

Queres esmolas do Céu?
Não te fartes de saber
Que o Senhor guarda o quinhão
Que venhas a merecer.

Desesperaste? Recorda.
Nas sombras dos dias teus,
Que não puseste a esperança
Nas luzes do amor de Deus.

Natal!… Lembrança divina
Sobre o terreno escarcéu…
Conchega-te aos pobrezinhos
Que são eleitos do Céu.

- Mas, ouve, irmão! Vai mais longe
Na exaltação do Senhor:
Vê se já tens a humildade,
A seiva eterna do amor.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Casimiro Cunha. Antologia Mediúnica do Natal.


Jesus - Marta





Jesus

Marta



Jesus foi na Terra

a mais perfeita encarnação do Amor Divino.

E ainda hoje,

nos dias amargurados que transcorrem,

é para a Humanidade

a promessa de Paz,

o manto protetor

que abriga os aflitos e os infelizes,

o pão que sacia os esfomeados das verdades eternas,

a fonte que desaltera todos os sofredores.


Apegai-vos a Ele, cheio de confiança!

Ele é misericórdia personificada,

o Jardineiro Bendito

que jorra, no coração

dos transviados do caminho do bem,

as sementes do arrependimento

que hão de florir na Regeneração

e frutificar na perfeita felicidade espiritual.


Ouvi a sua voz

no silêncio da consciência que vos fala

do cumprimento austero

de todos os deveres cristãos,

e um dia

descansareis reunidos,

ligados pelos liames inquebrantáveis

da fraternidade além da morte,

à sombra da árvore luminosa

das boas ações que praticastes,

longe das lágrimas

do orbe obscuro,

Dos prantos e das provações remissoras!...






XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Marta. Antologia Mediúnica do Natal. Espíritos Diversos. FEB. Capítulo 24.

terça-feira, dezembro 22, 2015

Eu sou aquela menina que tinha aqui - Antônio Carlos Navarro





Eu sou aquela menina que tinha aqui


 Antônio Carlos Navarro  



A frase que dá título a esse ensaio foi pronunciada pelo garoto Dráuzio, aos dois anos de idade, e está inserida no extraordinário livro Reencarnação no Brasil, de Dr. Hernani Guimarães Andrade.


Nesse livro o eminente pesquisador descreve seis casos sugestivos de reencarnação, e os descreve detalhadamente.


A história, que resumimos, começa com o desencarne da menina Maria Aparecida, aos três anos de idade, vitimada por um atropelamento na cidade de Aramina, estado de São Paulo, no ano de 1969.


Com o desespero instalado no seio da família os pais buscaram, com ajuda de amigos espíritas, conforto junto ao médium Francisco Cândido Xavier que lhes disse: Não se desesperem, a alegria voltará ao lar de vocês, acrescentando que a menina renasceria no lar deles novamente.


Quinze meses depois nasceu um menino que recebeu o nome de Dráuzio, e desde os primeiros meses começou a dar sinais que sugeriam ser ele a reencarnação de Maria Aparecida, e que enumeramos abaixo:


– Reconheceu, aos cinco meses de idade, a bicicleta com a qual o pai levava a filha desencarnada;

– Aos sete meses respondeu verbalmente à avó usando palavras e expressões de Maria Aparecida;

– Com um ano e dois meses reconheceu a gaveta de ferramentas da barbearia do pai e indicou a localização de um equipamento elétrico que a menina tinha como uma “borboleta”;

– Reconheceu, com um ano e oito meses, ao passar em frente, a antiga casa onde a família morara com a menina, dizendo que havia morado naquela casa e queria ver o galinheiro da vovó;

– Um mês depois, ao passar pelo local onde a menina sofrera o acidente, Dráuzio imediatamente acusou dor no abdômen, região em que Maria Aparecida foi atingida;

– Aos dois anos pronunciou a frase título deste ensaio;

– Reconheceu uma violinha que um irmão mais velho havia ganhado antes de seu renascimento e um travesseiro utilizado pela menina que estava secando dependurado no varal. Nesta oportunidade pegou o travesseiro e, imitando, disse que havia dormido assim “quando fora aquela menina”;


Por último, para não nos alongarmos demasiadamente, uma passagem determinante para o convencimento de que se tratava da reencarnação de Maria Aparecida: A mãe passava roupas de Dráuzio e se lembrou das roupas que passara da menina, e esta lembrança a emocionou levando-a às lágrimas. O menino Dráuzio, com menos de três anos, e que brincava ao lado da mãe, percebeu o que se passava, interrompeu sua brincadeira lhe dizendo:


– “Mamãe, eu voltei!”


A mãe, não compreendendo o que Dráuzio dissera, perguntou-lhe:


– “Voltou de onde?”


E o menino confirmou:


– “Voltei, ora…”


Há muitos outros fatos e detalhes acerca desse caso, e por isso sugerimos a leitura completa do capítulo, como também dos outros cinco casos analisados no referido livro do Dr. Hernani. Todos eles referendam fartamente o mecanismo da reencarnação.


Pesquisas como essa convencem porque são fatos, e contra fatos não há argumentos.


A Lei Divina estabeleceu a reencarnação como mecanismo que atende os quesitos bondade e justiça para desenvolvimento de Seus filhos, levando-os da simplicidade e ignorância à perfeição relativa, que corresponde ao céu mitológico criado pelas religiões dos homens.


Se o mecanismo existe para um espírito, deve, por extensão, existir para todos, e se o espírito que animou Maria Aparecida retornou para animar a personalidade de Dráuzio, assim nós outros já animamos outras personalidades no passado, num processo ascendente constante que visa o nosso próprio progresso.


Pensemos nisso.


Antônio Carlos Navarro



FONTE

Agenda Espírita Brasil. Disponível em http://www.agendaespiritabrasil.com.br/2015/12/22/eu-sou-aquela-menina-que-tinha-aqui/. Acesso 22 DEZ 2015.




Toinho - Lago Burmet







Toinho 

Lago Burmet



Toinho era tão do céu, tão pouco viveu conosco.

Um dia, Deus lhe disse:

- Abra a mão Toinho.

Tome esses tantos anos de vida e vá para o mundo gozar.

Toinho disse:

- Obrigado.



Saiu pelo espaço afora. Estava quase chegando,

Quando ouviu um choro. Quem chora?

Era um anjinho da Terra, que a mãe estava a morrer.

Papai do Céu, por favor, não deixe a mamãe morrer!


Toinho ficou com pena, tirou dez anos dos seus,

E deu para a mãe do menino; foi-se embora.

Foi tranquilo, com o riso frágil de um forte.



Adiante, às portas da morte, um poeta tuberculoso,

Clamava contra o destino:

Meus dias gastei sonhando, da Glória com áureo emblema.

Deus, deixa que eu possa compor meu derradeiro poema.

Toinho ficou com pena, deu cinco anos para o poeta.



E foi voando, voando , veloz como um seta.

No caminho percorrido, Toinho viu tantas coisas, tanta dor,

Tanto gemido, de um homem desiludido, temendo baixar a louza,

Viu jovens crianças louras, já cheias de desengano,

Viu órfãos, santos , mendigos, viu pobres, viu soberanos,

E a todos ia dando 2, 3,4 e 5 anos.



Até quando enfim, chegou ao Nosso Lar,

Pobre e tosco.

Foi por isso que Toinho ficou tão pouco tempo conosco.




***


Dedicamos este post ao nosso  querido  pai, que há 22 anos na data de ontem  21 /12, retornava à Pátria Espiritual. 


Acreditamos que ele tenho feito parte desses Espíritos privilegiados, que retornaram à Pátria Espiritual nesses dias que antecedem o Natal, após cumprir com imensa alegria a realização da  festa de Natal, para uma comunidade carente


Que as Vibrações de Jesus e da Mãe Santíssima que ele tanto nos ensinou a amar , o envolvam, ampare e fortaleça não só nesta data, mas em todas as demais, nas quais ele certamente está se preparando para novas oportunidades  reencarnatórias.