sexta-feira, fevereiro 24, 2023

Prece de Alexandre - André Luiz




Prece de Alexandre 

André Luiz



Senhor, sejam para o Teu coração misericordioso, todas as nossas alegrias, esperanças e aspirações!


Ensina-nos a executar Teus propósitos desconhecidos, abre-nos as portas de ouro das oportunidades do serviço e ajuda-nos a compreender a Tua vontade!


Seja o nosso trabalho a oficina sagrada de bênçãos infinitas, converte-nos as dificuldades em estímulos santos, transforma os obstáculos da senda em renovadas lições…


Em Teu nome, semearemos o bem onde surjam espinhos do mal, acenderemos Tua luz onde a treva demore, verteremos o bálsamo do Teu amor onde corra o pranto do sofrimento, proclamaremos Tua bênção onde haja condenações, desfraldaremos Tua bandeira de paz junto às guerras do ódio!


Senhor, dá que possamos servir-Te com a fidelidade com que nos amas, e perdoa nossas fragilidades e vacilações na execução de Tua obra.


Fortifica-nos o coração para que o passado não nos perturbe e o futuro não nos inquiete, a fim de que possamos honrar-Te a confiança no dia de hoje, que nos deste para a renovação permanente até a vitória final.


Somos tutelados na Terra, confundidos na lembrança de erros milenários, mas queremos, agora, com todas as forças d’alma, nossa libertação em Teu amor para sempre!


Arranca-nos do coração as raízes do mal, liberta-nos dos desejos inferiores, dissipa as sombras que nos obscurecem a visão de Teu plano divino e ampara-nos para que sejamos servos leais de tua infinita sabedoria!


Dá-nos o equilíbrio de Tua lei, apaga o incêndio das paixões que, por vezes, irrompe, ainda, no âmago de nossos sentimentos, ameaçando-nos a construção da espiritualidade superior.


Conserva-nos em Tua inspiração redentora, no ilimitado amor que nos reservaste e que, integrados no Teu trabalho de aperfeiçoamento incessante, possamos atender-Te os sublimes desígnios, em todos os momentos, convertendo-nos em servidores fiéis de Tua luz, para sempre!

Assim seja.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz.  Missionários da Luz – Prece de Alexandre.

quinta-feira, fevereiro 23, 2023

TEMPO E NÓS - ANDRÉ LUIZ

 




TEMPO E NÓS

ANDRÉ LUIZ


Você diz que não tem dinheiro para socorrer aos necessitados,  mas dispõe de tempo para auxiliar de algum modo.

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Você afirma que não pode escrever longa carta ao amigo que lhe pede conforto, mas dispõe de tempo para fazer um bilhete.

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Você diz que não possui elementos para clarear o caminho dos que jazem no erro, mas dispõe de tempo a fim de articular algumas palavras, a benefício dos que se demoram na ignorância.

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Você afirma que lhe falta competência, diante das tribunas edificantes, mas dispõe de tempo para essa ou aquela frase de esperança e consolo.

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Você diz que não detém qualquer dom mediúnico que lhe garanta as atividades na sementeira do bem, mas dispõe de tempo, a fim de colaborar na assistência aos irmãos em obstáculos muitos maiores do que os nossos.

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Você afirma que não retém bastante saúde para alentar essa ou aquela tarefa no bem aos outros, mas dispõe de tempo que lhe faculte ofertar migalha de gentileza no amparo aos semelhantes.

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Você diz que caiu moralmente e não mais pode estender a luz da fé, mas dispõe de tempo para levantar e seguir adiante.

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Você afirma que o companheiro é difícil de suportar, mas dispõe de tempo para renovar-lhe a maneira de ser, através dos seus próprios exemplos.

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Você diz que a dificuldade é insuperável, mas dispõe de tempo a fim de contorna-la, atingindo a realização do melhor.

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Você afirma que a sua felicidade acabou e estira-se na estrada, como se a sua provação fosse mal sem remédio...


Meu amigo observe o tempo, pense no tempo, aceite o tempo  e agradeça ao tempo, de vez que o tempo recomeça a cada dia e todos nós, com a Bênção de Deus, tudo podemos recomeçar.

 

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Apostilas da vida. Uberaba/MG:CEU. Cap 19, p.29-30 .

 

terça-feira, fevereiro 21, 2023

Falemos de Carnaval - Jorge Hessen





Falemos de Carnaval   

Jorge Hessen


Raciocinemos sobre o tal Carnaval, um termo oriundo de uma festa romana e egípcia em homenagem ao Deus Saturno, quando carros alegóricos (a cavalo) desfilavam com homens e mulheres.


Eram os carrum navalis, daí a origem da palavra “carnaval”.


Há quem interprete a palavra conforme as primeiras sílabas das palavras da frase: carne nada vale.


Como festa popular, poderia ser um acontecimento cultural plausível, não fossem os excessos cometidos em nome da alegria.

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Nesses períodos os carnavalescos alucinados surgem de todos os (re)cantos para caça da contraversão da ética. Para muitos são longas as estações de dias e noites para as preparações do delírio insano dos três dias de fantasias.


Vários incautos esfolam as finanças familiares para experimentar o encanto efêmero de curtir dias de completa paranoia.


Adolescentes e marmanjos se abandonam nas arapucas pegajosas das drogas lícitas e ílícitas.


Não compreendem que bandos de malfeitores do além (obsessores) igualmente colonizam as avenidas das escolas de samba num lúgubre show de bizarrices.


Celerados das escuridões espirituais se acoplam aos bobalhões fantasiados pelos condutores invisíveis do pensamento, em face dos entulhos concupiscentes que trazem no mundo íntimo.

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Sobrevém uma permuta vibratória em todos e em tudo.


Os espíritos das brumas umbralinas se conectam aos escravos de momo descuidados, desvirtuando-os a devassidões deprimentes e jeitos grotescos de deploráveis implicações morais.


Tramas tétricas são armadas no além-tumba e levadas a efeito nessas oportunidades em que momo impera dominador sobre as pessoas que se consentem despenhar na festa medonha.

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Enquanto olhos embaciados dos foliões abrangem o fulgor dos refletores e das fantasias brilhantes (inspirações ridículas impostas pelos malfeitores habitantes das províncias lamacentas do além túmulo), nas avenidas onde percorrem carros alegóricos (que, pasmem! já até transportou a efígie do Chico Xavier sob aplausos de omissos líderes espíritas), a visão dos espíritos observa o recinto espiritual envolto em carregadas e sombrias nuvens cunhadas pelas oscilações de baixo teor mental.

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Os três dias de folia, assim, poderão se transformar em três séculos de penosas reparações.


É bom pensarmos um pouco nisso: o que o carnaval traz ao nosso Espírito?


Alegria?


Divertimento?


Cultura?


É de se perguntar: será que vale a pena pagar preço tão elevado por uns dias de desvario grupal?

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Quando se pretende alcançar essa alegria, através do prazer desregrado e dos excessos de toda ordem, o resultado é a insatisfação íntima, o vazio interior provocado pelo desequilíbrio moral e espiritual.


Portanto, não fossem os exageros, o Carnaval, como festa de integração sócio-racial, poderia se tornar um acontecimento compreensível, até porque não admitir isso é incorrer em erro de intolerância.


Porém, para os espíritas merece reflexão a advertência de André Luiz: 

“Afastar-se de festas lamentáveis, como aquelas que assinalam a passagem do carnaval, inclusive as que se destaquem pelos excessos de gula, desregramento ou manifestações exteriores espetaculares. 


A verdadeira alegria não foge da temperança.” (1)

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A efervescência momesca é episódio que satura, em si, a carga da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre nós, os encarnados, distinguidos pelas paixões do prazer violento.


Costuma ser chamado de folia, que vem do francês folle, que significa loucura ou extravagância. 


Nos dias conturbados de hoje, sabe-se que 


“(…) de cada dez casais que caem juntos na folia, sete terminam a noite brigados (cenas de ciúme etc); que, desses mesmos dez casais, posteriormente, seis se transformam em adultério, cabendo uma média de três para os homens e três para as mulheres (por exemplo); que, de cada dez pessoas (homens e mulheres) no carnaval, pelo menos sete se submetem espontaneamente a coisas que normalmente abominam no seu dia a dia, como álcool, entorpecente etc.


Dizem, ainda, que tudo isso decorre do êxtase atingido na Grande Festa, quando o símbolo da liberdade, da igualdade, mas, também, da orgia e depravação, somadas ao abuso do álcool, levam as pessoas a se comportarem fora do seu normal (…)” (2)

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O Espírito Emmanuel adverte:


“Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras.


(…) Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidades e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem.”(3)

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Como proferi supra, nesse panorama, os obsessores “influenciam os incautos que se deixam arrastar pelas paixões de Momo, impelindo-os a excessos lamentáveis, comuns por essa época do ano, e através dos quais eles próprios, os Espíritos, se locupletam de todos os gozos e desmandos materiais, valendo-se, para tanto, das vibrações viciadas e contaminadas de impurezas dos mesmos adeptos de Momo, aos quais se agarram.” (4)

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Portanto, além da companhia de encarnados, vincula-se a nós uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos.


As tendências ao transtorno comportamental de cada um, e a correspondente impotência ou apatia em vencê-las, são qual imã que atrai os espíritos desequilibrados e fomentadores do descaso à dignidade humana, que, em suma, não existiriam se vivessemos no firme propósito de educar as paixões instintivas que nos animalizam.

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Será racional fechar as portas dos centros espíritas nos dias de Carnaval, ou mudar o procedimento das reuniões?


Existem alguns centros que fecham suas portas nos feriados do carnaval por vários motivos não razoáveis.


Repensemos: uma pessoa com necessidades imediatas de atendimento fraterno, ou dos recursos espirituais urgentes em caso de obsessão, seria fraterno fazê-la esperar para ser atendida após as “cinzas”, uma vez ocorrendo essa infelicidade em dia de feriado momesco?

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Os foliões crônicos declaram que o carnaval é um extravasador de tensões, “liberando as energias”…


Entretanto, no carnaval não são serenadas as taxas de agressividade e as neuroses.


O que se observa é um somatório da bestialidade urbana e de desventura doméstica.


Aparecem após os funestos três dias as gravidezes indesejadas e a consequente proliferação de assassinatos de intrusos bebês nos ventres, incidem acidentes automobilísticos, ampliação da criminalidade, estupros, suicídios, aumento do consumo de várias substâncias estupefacientes e de alcoólicos, assim como o aparecimento de novos viciados, dispersão das moléstias sexualmente transmissíveis (inclusive a AIDS) e as chagas morais, assinalando, densamente, certas almas desavisadas e imprevidentes.

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O carnaval edifica o nosso Espírito?


Muitos espíritas, ingenuamente, julgam que a participação nas festas de Carnaval, tão do agrado dos brasileiros, nenhum mal acarreta à nossa integridade fisiopsicoespiritual.


No entanto, por detrás da aparente alegria e transitória felicidade, revela-se o verdadeiro atraso espiritual em que ainda vivemos pela explosão de animalidade que ainda impera em nosso ser.


É importante lembrá-los de que há muitas outras formas de diversão, recreação ou entretenimento disponíveis ao homem contemporâneo, alguns verdadeiros meios de alegria salutar e aprimoramento (individual e coletivo), para nossa escolha.

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Não vemos, por fim, outro caminho que não seja o da “abstinência sincera dos folguedos”, do controle das sensações e dos instintos, da canalização das energias, empregando o tempo de feriado do carnaval para a descoberta de si mesmo; o entrosamento com os familiares, o aprendizado através de livros e filmes instrutivos ou pela frequência a reuniões espíritas, eventos educacionais, culturais ou mesmo o descanso, já que o ritmo frenético do dia a dia exige, cada vez mais, preparo e estrutura físico-psicológica para os embates pela sobrevivência.

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Somente poderemos garantir a vitória do Espírito sobre a matéria se fortalecermos a nossa fé, renovando-nos mentalmente, praticando o bem nos moldes dos códigos evangélicos, propostos por Jesus Cristo.


Referências bibliográficas:

(1)       Vieira, Waldo. Conduta Espírita, ditado pelo Espirito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001, cap.37 “Perante As Fórmulas Sociais”.

(2)       São José Carlos Augusto. Carnaval: Grande Festa…De enganos! , Artigo publicado na Revista Reformador/FEB-Fev 1983.

(3)       Xavier , Francisco Cândido. Sobre o Carnaval, mensagem ditada pelo Espírito Emmanuel, fonte: Revista Reformador, Publicação da FEB fevereiro/1987.

(4)       Pereira, Ivone. Devassando o Invisível, Rio de Janeiro: cap. V, edição da FEB, 1998.



Fonte
PARA LER E PENSAR . Disponível em  https://www.paralerepensar.com.br/paralerepensar/texto.php?id_publicacao=27739.Acesso: 19 FEV 2023.

segunda-feira, fevereiro 20, 2023

Carnaval: Uma Festa Espiritual - FEBNET

  


Carnaval: Uma Festa Espiritual

   13 fev 2023

É natural que queiramos saber a visão espírita sobre o carnaval. O que o Espiritismo diz sobre o assunto?

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Opiniões materialistas de apoio e espiritualistas de condenação reforçam a consagrada dicotomia entre o mal e o bem, a sombra e a luz, o errado e o certo,  o material e o espiritual. 


A visão maniqueísta do a favor ou do contra, do conflito entre dois lados opostos, é tendência comum para registrar o posicionamento de adeptos e críticos ante a curiosa temática.

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Por mais que argumentemos, eis uma questão que continuará suscitando acerbas discussões durante muito tempo, até que ela deixe de ter importância. 


Ainda não é a nossa situação. 


Falar sobre o carnaval é necessário, pois vivemos a festividade anualmente, com data marcada: a mais comemorada e outras tantas, que se prolongam no decorrer do ano em várias regiões do país e do planeta.

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Para que possamos entender melhor o tema, é necessário que percebamos o seu real significado. 


A par de todas as movimentações de planejamentos e preparativos, ações e zelo – que denotam certa arte e cultura na apresentação de desfiles com seus carros alegóricos e foliões -, somadas as festividades de matizes diversificados, em que grupos se reúnem para comemorações sem medida, não podemos deixar de reconhecer que o carnaval é uma festa espiritual.

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O culto à carne evoca tudo o que desperta materialidade, sensualidade, paixão e gozo. 


O forte apelo do período que antecede, acompanha e sucede o evento ao deus Mamon guarda íntima relação com o conúbio de energias entre os dois planos da vida, o físico e o extrafísico, alimentado pelos participantes, “vivos de cá e de lá”, que se deleitam em intercâmbio de fluidos materialmente imperceptíveis à maioria dos carnavalescos encarnados.


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Vivemos em constante relação de intercâmbio, conectando-nos com os que nos são afins pelos pensamentos, gostos, interesses e ações. 


Sem que nos apercebamos, somos acompanhados por uma “nuvem de testemunhas”, que retrata nossa situação íntima.

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Não cabe a análise sob a ótica de proibições ou cerceamento de vontades. 


Todos somos livres para fazer as escolhas que julgarmos convenientes. 


Porém, não podemos nos esquecer de que igualmente somos responsáveis, individual ou coletivamente, pelas opções definidas em nossa vida.

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O Espiritismo não condena o carnaval, mas, também, não estimula suas festividades. 


Nesse período são cometidos excessos de todos os graus, com abusos e desregramentos no âmbito do sexo, das drogas, da violência; 


exageros que extravasam desequilíbrio e possibilitam a atuação de espíritos inferiores que se locupletam com a alimentação de fluidos densos formadores de uma ambiência espiritual de baixo teor vibratório.

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 Carnaval é, de fato, uma festa espiritual. 


Porém, eu não quero participar dessa festa. 


E você?

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O espírita verdadeiro pode e deve aproveitar o feriado prolongado para estudar, trabalhar, ajudar aos outros e conectar-se com o Plano Maior da Vida em elevada festividade espiritual que nos faz bem, proporcionando real alegria e plenitude ao Espírito imortal.


FONTE

FEBNET.ORG.BR. Disponível em <https://www.febnet.org.br/portal/2023/02/13/carnaval-uma-festa-espiritual/> . Acesso: 19 FEV 2023




domingo, fevereiro 19, 2023

Nas Fronteiras da Loucura: Uma visão dos festejos carnavalescos na ótica do Plano Espiritual: Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda











Nas Fronteiras da Loucura: Uma visão dos festejos carnavalescos na ótica do Plano Espiritual

Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda




Obra do Espírito Manoel Philomeno de Miranda psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, editora LEAL.


O autor espiritual transita com muita propriedade sobre os casos de obsessão.


Dentre outros,  descreve as situações ocorridas em uma segunda-feira de Carnaval, com todas as suas loucuras e imprevidências.


Transita pelas consequências da produção mental no ambiente causando uma psicosfera pestilenta, na qual se nutriam vibriões psíquicos, formas-pensamento de mistura com entidades perversas, viciadas e dependentes, em espetáculo deprimente.


As duas populações : a física e a espiritual, em perfeita sintonia - misturavam-se, sustentando-se, em simbiose psíquica.


Descreve a atuação incansável de equipes operosas de trabalhadores espirituais que revezavam-se, infatigáveis, procurando minimizar o índice de desvarios e de suicídios.


Desde as vésperas haviam sido instalados postos de socorro, no plano espiritual, para recolhimento de desencarnados que se acumpliciavam naqueles desatinos. 


As atividades ali realizadas fazem-nos recordar de um campo de guerra, em que os litigantes mais se compraziam em ferir, malsinar, destruir.


As loucuras do Carnaval pesavam sobremaneira sobre a cidade.


Foi então que dedicado auxiliar do Dr. Bezerra de Menezes que ali atuava, à frente de expressiva equipe de médicos e enfermeiros trouxe-lhe a informação de que fora captada uma solicitação veemente, de urgência, a ele dirigida, nominalmente evidenciando a importância da prece.




Uma obra para ser lida com muita atenção ...




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, Editora LEAL.

domingo, fevereiro 12, 2023

TEM CORAGEM - Joanna de Ângelis

 


TEM CORAGEM

Joanna de Ângelis


Nas contingências afligentes do cotidiano e ao largo das horas que parecem estacionadas sob a in- junção de dores íntimas, extenuantes, que se prolongam, não te deixes extremunhar, nem te arrebentes em blasfêmias alucinadas, com que mais complicarás a situação.


Tempestade alguma, devastadora quão demorada, que não cesse.


Alegria nenhuma, repletada de bênçãos e glórias, que se não acabe.


A saúde perfeita passa; 


a juventude louçã desaparece; 


o sorriso largo termina; 


a algaravia de festa silencia...


Da mesma forma, o aguilhão do infortúnio se arrebenta; 


a enfermidade se extingue; 


a miséria muda de lugar; 


a morte abre as portas da vida em triunfo...


Tudo quanto sucede ao homem constitui-lhe precioso acervo, que o acompanhará na condição de tesouro que poderá investir, conforme as circunstâncias que lhe cumpre enfrentar, no processo da evolução.


Os que aspiram a fortunas alegam, intimamente, que se as possuíssem, mudariam a situação dos que sofrem escassez. 


No entanto, os grandes magnatas que açambarcam o poder e usufruem da abundância, alucinam-se com os bens, enregelando os sentimentos em relação ao próximo...


Quantos anelam pela saúde, afirmam, no silêncio do coração, as disposições de aplicá-la a benefício geral. 


Não obstante, os que a desfrutam, quase sempre malbaratam-na nos excessos e leviandades com que a comprometem, desastrados...


O bem deve ser feito como e onde cada qual se encontre.


Em razão disso, as situações e acontecimentos de que se não é responsável, no momento, devem ser enfrentados com serenidade e moderação de atos, por fazerem parte do contexto da vida, a que cada criatura se vincula.


A vida são o conteúdo superior que dela se deve extrair e a forma levada com que se pode retirar-lhe os benefícios.


Um dia sucede a outro, conduzindo as experiências de que se reveste, formando um todo de valores, que programam as futuras injunções para o ser.


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Recorre, nas situações diversas, aos recursos positivos de que dispões, e aguarda os resultados dessa atitude.


Jesus é sempre o exemplo.


Podería haver liberado todos os enfermos que encontrou pela senda; mas não o fez.


Se quisesse, teria modificado as ocorrências infelizes, que o levaram às supremas humilhações e à, cruz; todavia, sequer o intentou.


Conferiria fortuna à pobreza, à mole esfaimada que O buscava, continuamente; todavia, não se preocupou com essa alternativa.


Elegeria para o Seu labor somente homens que O compreendessem e Lhe fossem fieis, sem temores, nem fraquezas; porém optou pelo grupo de que se cercou.


Modificaria as estruturas sociais e culturais da Sua época; 


sem embargo, viveu-a em toda a plenitude, demonstrando a importância primatial da experiência interior e não dos valores externos, transitórios.


Apresentar-se-ia em triunfo social, submetendo o reizete que Lhe decidiu a sorte; 


apesar disso, facultou- se viver sob as condições do momento em plena aridez de sentimentos e escassez de amor entre as criaturas...


*

Jesus, no entanto, conhecia as razões fundamentais de todos os problemas humanos e a metodologia lenta da evolução; 


identificava que a emulação pela dor é mais significativa e escutada do que a do amor, sempre preterido; 


sabia do valor das conquistas superiores do Espírito, em detrimento das falazes aquisições que se deterioram no túmulo dissociam os tesouros da alma.


Tem, portanto, coragem e faze como Ele, ante dificuldades e problemas que passarão, armando-te hoje de esperança para o teu amanhã venturoso.


FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Alerta, cap.41.