Refugia-te no Amigo que não teve amigos e deixa que Ele te conduza.
terça-feira, março 26, 2024
Saudades de Jesus - Joanna de Ângelis
Refugia-te no Amigo que não teve amigos e deixa que Ele te conduza.
segunda-feira, março 25, 2024
A bênção da gratidão - Joanna de Ângelis
domingo, março 24, 2024
Renascimento - Joanna de Ângelis
Bebês da fotógrafa Anne
Geddes
Renascimento
Joanna de Ângelis
A vida morre ou se desestrutura nas moléculas que a expressam para logo depois renascer.
Tudo se decompõe e volta a reconstituir-se.
O incessante fenômeno da transformação molecular é inerente à condição de transitoriedade de todas as formas e coisas.
Morre uma expressão e surge outra.
O movimento vida-morte-vida obedece ao fluxo ininterrupto da imortalidade.
Somente eterno é o Espírito, que transita entre uma e outra aparência orgânica para atingir a excelsa destinação que lhe está reservada.
Essa é a fatalidade estabelecida pelo Pai Criador para todas as expressões sencientes do Universo.
Mediante os renascimentos em diferentes etapas, o princípio espiritual desenvolve a consciência adormecida e todos os conteúdos da imagem e semelhança de Deus.
A semente, que possui o germe da vida, a fim de fazê-la desabrochar em plenitude, necessita ser sepultada no solo para morrer, quando então desperta e faz-se exuberante.
Também para o Espírito, torna-se indispensável envolver-se na indumentária material, propiciando-se a renovação de energias para desatar a divindade que nele dorme e que o convida a ininterrupto crescimento.
Cada existência orgânica constitui uma etapa através da qual os valores internos fixam-se na consciência, facultando novos investimentos-luz para a viagem de sublimação.
Libertando-se das camadas mais toscas e grosseiras do primarismo por onde inicia a jornada evolutiva, alcança os patamares do sentimento e da razão, programando-se a conquista da angelitude que poderá desfrutar desde o momento que se lhe imponham as intenções de autosuperação.
Renascer da carne e do Espírito, conforme acentuou Jesus no seu momentoso diálogo com o doutor da Lei, Nicodemos, significa sim a imantação nas moléculas constitutivas da germinação que se encarrega de construir o zigoto, depois o feto e, por fim, o ser humano.
Condensando a água que vitaliza com energia a forma física, nela imprime os equipamentos que lhe são necessários, graças às experiências transatas que lhe facultaram aquisição de implementos morais e vivenciais para atingir a meta.
Renasce a planta após a devastação da tormenta.
Renascem os rios e fontes depois do ardor do verão sob as bênçãos da chuva.
Renascem os sentimentos
passadas as ocorrências dilaceradoras.
Renasce a vida em todos os
fenômenos conhecidos ou não.
Renasce o Espírito no corpo
físico buscando a grande luz.
A experiência evolutiva começa na noite do minério e ruma para a claridade estelar da arcangelitude. É necessário nascer, morrer e renascer, conquistando níveis de sabedoria nos quais o amor e o conhecimento confraternizem em clima de libertação.
Somente através dos instrumentos que facultam o renascimento do corpo, lapida-se o Espírito que faz desabrochar todas as potencialidades adormecidas para cuja finalidade encontra-se no processo de evolução. da felicidade.
Necessário desalgemar-se das imperfeições, a fim de unir os sentimentos na construção da felicidade.
Há muita paisagem bela pelo
caminho esperando contemplação.
No entanto, é necessário seguir adiante e vencer as muitas milhas que estão aguardando na estrada do progresso.
Quem se detém, seja por qual motivo for, transfere a oportunidade de conquistar o infinito.
O hoje desempenha papel de fundamental importância na aquisição do futuro.
Torna-se, portanto, indispensável investir em luz o que se possui em sombra, que deve ser transformada em claridade de amor e misericórdia.
São o amor e a misericórdia do Pai que facultam ao endividado resgatar o débito e ao calceta, o ensejo de reparar o delito.
Da mesma maneira, cabe ao ser humano repartir a esperança, conceder ensejo de reparação, ampliar o perdão, a fim de que o seu próximo na retaguarda tenha acesso a outros patamares da emoção e da cultura, para saber, para discernir e para amar sem preconceito nem limitação.
O renascimento surge na árvore vergastada pela poda rude, abrindo-se em verdor, flores e frutos.
Sem qualquer ressentimento pelas ocorrências destrutivas que, em realidade, são apenas ocasiões transformadoras, a vida ressurge do pântano pela drenagem, do deserto pela fertilização, abençoando o mundo e todos os seres.
Morrer, desse modo, é conquistar novo campo vibratório para fortalecer as resistências e renascer crescendo na direção de Deus.
Nunca temas, nem a morte,
nem a vida.
Renascerás após o trânsito espiritual conduzindo os tesouros que acumulaste na Terra e no mundo extracorpóreo, que te facultarão melhores investimentos em benefício próprio e da humanidade.
Todo renascimento é festa de compaixão pelo trânsfuga do dever.
Renascendo, a paisagem está sempre rica de cor, de alimentos, de vida.
O renascimento na carne é a reconciliação do Espírito consigo mesmo, facultando-se ensejo novo para aprender e para viver melhor.
Quando a noite moral te envolver em sofrimentos inesperados e deixar-te em expectativas mais inquietadoras, não olvides que a semente que não morrer, não viverá, conforme acentuou Jesus.
Assim, todo aquele que não passar pela porta estreita do testemunho, não poderá contemplar a madrugada exuberante da imortalidade.
Jamais deixes que a
esperança desapareça dos teus sentimentos.
Quando moram determinados objetivos, permanece no bem e renascerão todos eles em forma de novos desafios para o teu crescimento.
Pensamentos extraídos da mensagem Renascimento, escrita em Zurique, Suíça, no dia 1o de junho de 2001.
FRANCO, Divaldo Pereira pelo
Espírito Joanna de Angelis. Nascente de bênçãos, p.13-16.
quarta-feira, março 20, 2024
O Tronco e a Fonte - Casimiro Cunha
O Tronco e a Fonte
Casimiro Cunha
Um tronco frondoso e verde erguia-se além da fonte.
Perto, o solo pobre e seco, longe, as luzes do horizonte.
Certo dia, disse a fonte:
- Dá-me a sombra de teu galho, o duro chão me consome, dá-me teu brando agasalho!...
Respondeu-lhe o tronco antigo:
- Vem a mim! Serei feliz!...
Serás a seiva da seiva que me alimenta a raiz.
Desde então, o tronco e a fonte uniram-se a plena luz da grandeza que dimana da bondade de Jesus.
O tronco reconheceu, vibrando de terno amor, que a fonte era a mãe bondosa de sua seiva interior.
E a fonte viu nele o pai de sua imensa alegria, repousando em sua paz nas lutas de cada dia.
Desde então, cantaram hinos de hosanas ao criador, entre frutos dadivosos na estrada cheirando à flor.
À raiz, a água da vida levava consolação; e o tronco elevou-se ao Céu com a fonte no coração.
Houve sol e sombra amiga, flor e frutos na ramagem; cantigas de passarinho, harmonizando a paisagem.
Duas almas que se irmanam na luz dos afetos seus, são esse tronco e essa fonte guardados no amor de Deus.
XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Casimiro Cunha. Cartilha da natureza. São Paulo/SP:Butterflay editora Ltda,2002, ed.1. Cap 94, p.95.
terça-feira, março 19, 2024
Os Animais - Casimiro Cunha
Os Animais
Casimiro Cunha
Na casa da Natureza, o Pai espalhou com arte as bênçãos de luz da vida, que brilham em toda a parte.
Essas bênçãos generosas, tão ricas, tão naturais, são notas de amor divino na esfera dos animais.
Não te esqueças: no caminho, praticando o bem que adores, busca ver em todos eles os nossos irmãos menores.
A Providência dos Céus jamais esquece a ninguém; Deus que é Pai dos homens sábios, é Pai do animal também.
A única diferença, em nossa situação, é que o animal não chegou às vitórias da Razão.
Entretanto, observamos em toda a sua existência os princípios sacrossantos de amor e de inteligência.
Vejamos a abelha amiga no grande armazém do mel, a galinha afetuosa, o esforço do cão fiel.
O boi tão útil a todos, é bondade e temperança; o muar de força hercúlea obedece a uma criança.
Ampara-os, sempre que possas, nas horas de tua lida.
O animal de tua casa tem laços com tua vida.
A lei é conjunto eterno de deveres fraternais: Os anjos cuidam dos homens, os homens dos animais.
XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Casimiro Cunha. Cartilha da natureza. São Paulo/SP:Butterflay editora Ltda,2002, ed.1. Cap 98, p.99.
segunda-feira, março 18, 2024
O Incêndio - Casimiro Cunha
O Incêndio
Casimiro Cunha
Elevam-se labaredas. . .
O fogo ameaçador foi centelha, mas agora é incêndio devorador.
Ninguém lhe conhece a origem obscura, nebulosa, ninguém sabe onde se oculta a mão rude e criminosa.
A fogueira continua buscando mais alto nível, aumentando de extensão quando ganha em combustível.
Estalam antigos móveis, prosseguem a destruição; em torno anseio infinito, amarga desolação.
Língua rubra, formidanda, varre agora a cumieira.
Toda a casa se esboroa. . .
Sob a ação dessa fogueira.
Desdobra-se o nobre esforço de amparar e socorrer, a bondade põe-se em campo, ciosa do seu dever.
Entretanto, embora o auxílio dos trabalhos de emergência, a nota predominante é o carvão da experiência.
Assim é o mal neste mundo: A princípio, sem que doa, envolve a perversidade em forma de coisa a toa.
Depois, é o braseiro extenso, o furor incendiário, que atinge distância enorme com a lenha do comentário.
Vigia-te a cada instante, atende, pensa, examina!
Todo incêndio começou na fagulha pequenina.
XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Casimiro Cunha. Cartilha da natureza. São Paulo/SP:Butterflay editora Ltda,2002, ed.1. Cap 73, p.74.







