segunda-feira, março 24, 2025

Influenciações Espirituais Sutis - André Luiz



Influenciações Espirituais Sutis

André Luiz

 

Sempre que você experimente um estado de espírito tendente ao derrotismo, perdurado há várias horas, sem causa orgânica ou moral de destaque, avente a hipótese de uma influenciação espiritual sutil.


Seja claro consigo para auxiliar os Mentores Espirituais a socorrer você.


Essa é a verdadeira ocasião de humildade, da prece, do passe.


Dentre os fatores que mais revelam essa condição da alma, incluem-se:


dificuldade de concentrar ideias em motivos otimistas;


ausência de ambiente íntimo para elevar sentimentos em oração ou concentrar-se em leitura edificante;


indisposição inexplicável, tristeza sem razão aparente e pressentimentos de desastres imediatos;


aborrecimentos imanifestos por não encontrar semelhantes ou assuntos sobre quem ou o que descarregá-los;


pessimismos sub-reptícios, irritações surdas, queixas, exageros de sensibilidade e aptidão a condenar quem não tem culpa;


interpretação forçada de fatos e atitudes suas ou dos outros, que você sabe não corresponder à realidade;


hiperemotividade ou depressão raiando na iminência de pranto;


ânsia de investir-se no papel de vítima ou de tomar uma posição absurda de automartírio;


teimosia em não aceitar, para você mesmo, que haja influenciação espiritual para consigo, mas passados minutos ou horas do acontecimento, vêm-lhe a mudança de impulsos, o arrependimento, a recomposição do tom mental e, não raro, a constatação de que é tarde para desfazer o erro consumado.


São sempre acompanhamentos discretos e eventuais por parte do desencarnado e imperceptíveis ao encarnado pela finura do processo.


O Espírito pode estar tão inconsciente de seus atos que os efeitos negativos se fazem sentir como se fossem desenvolvidos pela própria pessoa. 


Quando o influenciador é consciente, a ocorrência é preparada com antecedência e meticulosidade, às vezes, dias e semanas antes do sorrateiro assalto, marcado para a oportunidade de encontro em perspectiva, conversação, recebimento de carta clímax de negócio ou crise imprevista de serviço.


Não se sabe o que tem causado maior dano à Humanidade: se as obsessões espetaculares, individuais e coletivas, que todos percebem e ajudam a desfazer ou isolar, ou se essas meio-obsessões de quase obsidiados, despercebidas, contudo bem mais frequentes, que minam as energias de uma só criatura incauta, mas influenciando o roteiro de legiões de outras.


Quantas desavenças, separações e fracassos não surgem assim?


Estude em sua existência se nessa última quinzena você não esteve em alguma circunstância com características de influenciação espiritual sutil. 


Estude e ajude a você mesmo.

 

 

XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Estude e viva. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 


Os Campos Mórficos e o Perispírito - Suely Caldas Schubert

 


Os Campos Mórficos e o Perispírito

Suely Caldas Schubert

 

A ideia é de que existe uma espécie de memória na natureza.

Cada espécie de coisa tem uma memória coletiva.Rupert Sheldrake (1)

 *

Em 1981, o biólogo inglês, Rupert Sheldrake lançou seu primeiro livro, Uma Nova Ciência da Vida, apresentando uma teoria que viria a revolucionar o universo da biologia: a de campos mórficos ou morfogenéticos e a de ressonância mórfica.

 *

A visão apresentada por Sheldrake abriu novas perspectivas para um conhecimento mais aprofundado em relação aos seres vivos e à Natureza. 


Assim, o campo morfogenético seria uma região de influência que atua dentro e em torno de todo organismo vivo. 


Para melhor entendimento, recordemos o campo eletromagnético em volta de um imã; 


o campo morfogenético seria algo semelhante.

 *

Explica o biólogo que cada grupo de animais, plantas, pássaros etc, é cercado por uma espécie de campo invisível que contém uma memória, e que cada animal usa a memória de todos os outros animais da sua espécie. 


Esses campos são o meio pelo qual os hábitos de cada espécie se formam, se mantém e se repetem.

 *

Consideremos o seguinte: havia um arquipélago no Pacífico povoado apenas por macacos. 


Eles se alimentavam de batatas, que tiravam da terra. 


Um dia, não se sabe porque, um desses macacos lavou a batata antes de comer, o que melhorou o sabor do alimento. 


Os outros o observaram, intrigados, e aos poucos começaram a imitá-lo. 


Quando o centésimo macaco lavou a sua batata, todos os macacos das outras ilhas começaram a lavar suas batatas antes de comer. 


E entre as ilhas não havia nenhuma comunicação aparente.

 *

Essa história (fictícia) exemplifica a teoria dos campos morfogenéticos. 


Segundo o cientista, os campos morfogenéticos seriam estruturas energéticas invisíveis que se estendem no espaço-tempo e estabelecem a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material. 


Isso significa que todo átomo, molécula, célula ou organismo gera um campo organizador ainda não detectável por qualquer instrumento, que afeta todas as unidades desse tipo. 


Portanto, sempre que um membro de uma espécie aprende um comportamento, e esse comportamento é repetido vezes suficiente, o campo (molde) até então existente, é modificado e a modificação alcança e repercute na espécie por inteiro. 


Isso explica porque, no exemplo, todos os macacos do arquipélago de repente começaram a lavar suas batatas sem que houvesse comunicação entre as ilhas.

 *

Para Sheldrake, existe uma peculiaridade muito específica de campos, que ele denomina de campos mórficos. 


Estes contém informações sobre hábitos e comportamentos de cada espécie. 


Cada membro de uma espécie teria seu próprio campo mórfico, resultando que a soma dos campos mórficos dos indivíduos formaria o campo das espécies.

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Outro ponto importante, segundo o biólogo, é que esses campos, teriam condições não só de estocar, mas ainda a possibilidade de trocar informações com outros campos mórficos, o que se daria por um processo de ressonância, que ele chamou de ressonância mórfica.

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Em suas pesquisas, durante anos, desses campos e dos processos de intercâmbio de informações contidas em campos mórficos de indivíduos de uma espécie e que poderiam ser transmitidas para indivíduos de outra espécie, levaram Rupert Sheldrake a uma conclusão ainda mais revolucionária, a de que existe algo como uma memória na Natureza. Observemos como ele próprio esclarece :

 *

A ideia é de que existe uma espécie de memória na natureza. 


Cada espécie de coisa tem uma memória coletiva. 


Assim, tome como exemplo um esquilo vivendo hoje em Nova York. 


Esse esquilo está sendo influenciado por todos os esquilos passados. 


Eu dei o nome de ressonância mórfica ao processo como essa influência se move ao longo do tempo, transportando tanto a forma quanto os instintos da memória coletiva dos esquilos. 


É uma teoria de memória coletiva na natureza. 


Essa memória é expressada pelos campos mórficos, os campos existentes dentro e em volta de cada organismo. 


Os processos de memória devem-se à ressonância mórfica.Rupert Sheldrake, Rivista di Biologia – Biology Fórum, 1992 Citado Livro das revelações

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Ampliando essa linha de raciocínio, Sheldrake aduz, que também os seres humanos têm uma memória comum. 


Essa ideia casa-se perfeitamente com o inconsciente coletivo de Jung , que seria compreendido facilmente a partir dos campos mórficos coletivos.

 *

É bom dizer logo que o materialismo científico admite a existência de campos, entretanto esses campos não comportariam qualquer espécie de consciência, o que vale dizer que não transmitiriam informações a distância e, como é óbvio, eles desapareceriam com a morte.

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O que decorre disso é explicado por Eduardo Castor Borgonov, em O Livro das revelações, visto que se os campos mórficos realmente armazenam informações de nossa memória e, se essas informações podem ser transmitidas à distância, sem contato físico, pode-se concluir que não existem separações entre as mentes individuais e coletivas.

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“E, assim, teríamos de admitir que estamos conectados a tudo – à nossa espécie, a outras espécies, a toda as formas de vida. 


Mais ainda: especulando sobre a possibilidade de nos conectarmos também com formas não-vivas, como admite Sheldrake, chega-se à conclusão de que nossa consciência está conectada com toda a criação. 


Estamos ligados às estrelas e aos planetas, a todo o Universo, não somente por elementos químicos em nossos corpos, mas também por intermédio de nossa mente.” Eduardo Castor Borgonov. O Livro das Revelações. Ed. Alegro SP. 1999 2ª Ed. 

*

Outras pesquisas foram realizadas pelo biólogo britânico no propósito de provar que o corpo possui um campo mórfico e, quando se perde uma parte desse corpo, o campo permanece. 


Um exemplo é uma das experiências que fez: uma pessoa que não tem parte do braço age como se estivesse empurrando o membro fantasma através de uma tela fina. 


Uma outra pessoa, do outro lado da tela, tenta tocar o braço fantasma. 


De acordo com Sheldrake, as duas pessoas envolvidas na experiência são capazes de sentir o toque. 


É uma prova (subjetiva) de que alguma coisa do braço ainda existe concretamente, e não apenas no cérebro da pessoa que o perdeu. 


Então, o campo morfogenético é algo que está dentro de nós, e fora de nós. 


Nos envolve e nos define, está presente em nossos pensamentos, e nossas atitudes.

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A Dra. Marlene Nobre discorrendo sobre a obra de Sheldrake, afirma: Os espíritas entendem perfeitamente bem que esses campos mórficos ou morfogenéticos e a ressonância mórfica correspondem à estrutura do perispírito, corpo espiritual ou modelo organizador biológico – corpo sutil que envolve o Espírito, que está presente também na obra do engenheiro Andrade. (Hernani Guimarães Andrade) A Alma da Matéria . FE Editora. São Paulo.SP 2003

 *

Outro aspecto deve ser considerado nessa altura das nossas reflexões, é o que se refere à aura humana. 

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Para tanto passamos a palavra ao emérito escritor, Zalmino Zimermann:

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A aura (do lat. Aura – brisa,sopro) é conhecida desde os tempos imemoriais, passando a ser, modernamente, graças ao próprio desenvolvimento científico, objeto de importantes estudos e frutuosas pesquisas.

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A aura humana, (...) é um campo resultante de emanações de natureza eletromagnética, a envolver todo o ser humano encarnado ou desencarnado. 


Reflete, não só sua realidade evolutiva, seu padrão psíquico, como sua situação emocional e o estado físico (se encarnado) do momento. 


Espelha, pois, o ser integral: 

alma – perispírito – duplo etérico – corpo. (No desencarnado, obviamente, é apenas o reflexo da alma e do seu perispírito). (...)

 *

É comum considerar a aura como se fosse patrimônio exclusivo do ser vivo. Todavia, sabe-se que todo ser, animado ou inanimado, tem a sua projeção energética.Zimermann, Zalmino. Perispírito. Depto. Editorial Centro Espírita Allan Kardec. Campinas. 2002 pp. 189,190 e 219

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Ainda explicando sobre a obra de Sheldrake, a Dra. Marlene Nobre, em seu excelente livro , O Clamor da Vida, acrescenta:

 *

Para Sheldrake, com os campos mórficos, muitos fenômenos não compreendidos teriam explicação lógica, como o da comunicação entre pessoas e seus animais de estimação, o vôo ordenado de bandos de aves, etc. 


Poderiam explicar, por exemplo, o fato de que muitos cães sabem, mesmo a centenas de quilômetros, quando seus donos resolvem voltar para casa e também o fato de pessoas saberem que estão sendo observadas.(...)

 *

Segundo, ainda, sua teoria, a telepatia seria explicada pela existência deles, uma vez que “o campo mórfico pode distender-se, mantendo um contato que permite a comunicação.” O Clamor da Vida . FE Editora. São Paulo. SP 2000

 *

Tendo em vista que o campo mórfico pode distender-se propiciando um contato que permite a comunicação, é imprescindível considerar que o mesmo acontece com a aura, que também tem a propriedade de se expandir, entrando em comunicação com outras, com as quais se afinize e sintonize.

 *

Necessário aprofundarmos um pouco mais a respeito da aura, facilitando assim o nosso entendimento. 

*

Recorramos, novamente, ao estimado médico psiquiatra, Dr. Jorge Andréa:

 

“A aura, na espécie humana, reflete os diversos estados de consciência que o ser pode apresentar, desde os graus instintivos mais primitivos até os vôos mais expressivos do altruísmo. 


No belo multicolorido de determinadas auras, próprias dos seres mais evoluídos, percebidas pelos videntes, nasceu a ideia de existência de específicas personalidades que deram margem a criação dos santos de muitas religiões;


como, também, pelo aspecto embaçado e de cores esmaecidas e escuras, estariam aqueles que carregam condições bem primárias e instintivas, os que participaram de atos deletérios e negativos. 


Assim, diante às atitudes psicológicas e evolução dos seres, teríamos auras opacas ou luminescentes, onde os mais evoluídos podem apresentar-se com tal intensidade de luminosidade que deixam atônitos os videntes.

 *

Nos nossos dias existem muitos trabalhos de registro dessas irradiações áuricas, em fotografia e cinematografia coloridas, efetuadas em campo de alta frequência, calcados na descoberta do casal Kirlian, de origem russa, e que, por isso, foram denominados de kirliangrafias.

 *

Este campo áurico de registro é conhecido na Rússia, como sendo campo bioplasmá.tico.”Correlações Espírito-Matéria Ed. SAMOS Rio de Janeiro 1984.

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 Há, evidentemente, diferenças básicas entre o campo mórfico e a aura. 

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O primeiro contém verdadeiro acervo de informações que podem ser trocadas, com outros campos mórficos, através da ressonância mórfica;


 enquanto que a aura reflete os estados conscienciais do ser humano. 


Isto nos leva a inferir que as auras se identificam com outras do mesmo padrão vibratório, por afinidade e sintonia.

 *

A cada passo na escalada do conhecimento novos horizontes se abrem, ensejando perspectivas ilimitadas, que por sua vez vão sendo desvendados e, consequentemente, dando lugar a infinitas possibilidades, dantes inimagináveis. 


É a inexorável lei do progresso que propele o ser a conquistas constantes, levando-o a entender que cada um de nós faz parte de um fantástico plano evolutivo, no qual todos podem contribuir para que a vida terrena e nossa vida de espírito imortal, por decorrência, sejam ricas de realizações que se traduzem em felicidade a partir do nosso querer.

 *

Completando este capítulo, vejamos a palavra sempre sábia do autor espiritual André Luiz, referindo-se ao campo da aura:

 *

“Articulando, ao redor de si mesma, as radiações das sinergias funcionais das agregações celulares do campo físico ou do psicossomático, a alma encarnada ou desencarnada está envolvida na própria aura ou túnica de forças eletromagnéticas, em cuja tessitura circulam as irradiações que lhe são peculiares.

 *

Evidenciam-se essas irradiações, de maneira condensada, até um ponto determinado de saturação, contendo as essências e imagens que lhe configuram os desejos no mundo íntimo, em processo espontâneo de auto exteriorização, ponto esse do qual a sua onda mental se alonga adiante, atuando sobre todos os que com ela se afinem e recolhendo naturalmente a atuação de todos os que se lhe revelem simpáticos. 


E, desse modo, estende a própria influência que, à feição do campo proposto por Einstein, diminui com a distância do fulcro consciencial emissor, tornando-se cada vez menor, mas a espraiar-se ao Universo infinito.” Mecanismos da Mediunidade. FEB 1960

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

1) Sheldrake, Rupert. Rivista di Biologia – Biology Fórum, 1992. Citado em O Livro das Revelações.

2) Borgonov, Eduardo C. O Livro das Revelações . Ed. Alegro São Paulo SP 1999. 2ª ed.

3) Nobre, Marlene. A alma da Matéria. FE Ed. São Paulo. SP 2003

4) Zimmermann, Zalmino. Perispírito. Ed. Allan Kardec. Campinas 2002

5) Nobre, Marlene. O clamor da vida – FE Ed. São Paulo. SP 2000

6) Santos, Jorge Andréa – Correlação Espírito-Matéria Ed. Samos Rio de Janeiro. 1994

7) Xavier, Francisco C. Espírito André Luiz- Mecanismos da Mediunidade. FEB Rio de Janeiro 1960

 

FONTE

SEJA ESPIRITA. Disponível em: <https://www.sejaespirita.com.br/index.php/pt-BR/artigos/61-os-campos-morficos-e-o-perispirito>. Acesso : 20 MAR 2025.Campos mórfico: Imagem da internet

domingo, março 23, 2025

Ambiente Espiritual - Emmanuel

 


Ambiente Espiritual

Emmanuel


Há, sem dúvida, uma tarefa especial, particularmente destinada aos espíritas, à margem das obrigações que lhes são peculiares: a formação de ambiente adequado ao trabalho edificante dos Bons Espíritos.


Conscientes de que somos sustentados por legiões de instrutores, domiciliados em planos sublimes, e informados de que eles se propõem amparar a humanidade, será justo relegar tão-somente a médiuns e fenômenos a cooperação com eles? 


Aliás, é necessário considerar que a mediunidade deve ser laboriosamente burilada, a fim de refleti-los, e que os fenômenos quase sempre se perdem na cinza da dúvida ou na corrente tumultuária da discussão.


Todos nós estamos convocados a colaborar com os mensageiros do Senhor, notadamente no sentido de preparar-lhes ambiente favorável à manifestação.


Para isso, principiemos por banir do cérebro toda ideia de crueldade, violência, pessimismo, azedume... 


Diante de qualquer pessoa, sintamo-nos à frente de criatura irmã que aguarda de nossa parte o amor com que fomos aquinhoados pela Providência Divina.


No repouso ou na atividade, no lar ou na via pública, atendamos à harmonização e à serenidade. 


Conversando, evitemos imagens de irritação ou de maledicência. 


Fujamos de repisar comentários em torno de escândalos e crimes, detendo-nos em casos escabrosos apenas o tempo imprescindível ao esclarecimento da verdade, sem converter a sinceridade em botija de fel. 


Comuniquemos alegria e confiança aos que convivem conosco. 


Tenhamos a coragem de praticar o bem que apregoamos, buscando com diligência a ocasião de servir.


Se surge o impositivo de alguma retificação, em nosso círculo de trabalho, coloquemo-nos no lugar do corrigido para que a brandura nos aconselhe, e, doando algo, situemo-nos na posição de quem recebe, para que a vaidade não se nos insinue na plantação de solidariedade. 


É forçoso recordar, sobretudo, que os alicerces de qualquer ambiente espiritual começam nas forças do pensamento.


Todos nós, os desencarnados e encarnados que nos vinculamos à seara espírita-cristã, contamos com o apoio dos Instrutores da Vida Maior. 


Isso é mais que natural, ante as necessidades que nos assinalam a senda, mas não nos será lícito esquecer que eles também esperam por nosso auxílio, a fim de que possam mais amplamente auxiliar.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Estude e viva. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 

sábado, março 22, 2025

Semeadores Da Esperança - André Luiz

 



Semeadores Da Esperança

André Luiz


Possivelmente não terás pensado ainda no verbo formoso e grave a que todos somos chamados: criar para o progresso.


O Criador, ao dotar-nos de razão, a nós, criaturas, conferiu-nos o poder de imaginar, promover, originar, produzir.


Referimo-nos frequentemente à lei de causa e efeito.


Sabemos que ela funciona em termos de exatidão.


Utilizamo-la, quase sempre, tão-só para justificar sofrimentos, esquecendo-lhe a possibilidade de estabelecer alegrias.


Causamos isso ou aquilo, geramos acontecimentos determinados.


Experimentamos essa força que nos é peculiar, na formação de circunstâncias favoráveis aos homens.


Antes do comboio a vapor, a eletricidade já existia.


Os transportes arrastavam-se pela tração, mas foi preciso que alguém desejasse criar na Terra a locomotiva, que se converteu a pouco e pouco no trem elétrico, a fim de que a Civilização aprimorasse os sistemas de condução que prosseguem para mais altas expressões evolutivas.


O firmamento era vasculhado pelos olhos humanos há milênios, mas foi necessário que um astrônomo inventasse lentes, para que os povos recolhessem as preciosas informações do Universo, que já havia antes deles.


O princípio é idêntico para a vida moral.


Precisamos hoje e em toda a parte dos criadores de harmonia doméstica e social, dos desenhistas de pensamentos certos, dos escultores de boas obras.


O tempo nos ensinará a entender a necessidade básica de se criarem condições para o entendimento mútuo, como já se estabeleceram normas para o trânsito fácil do automóvel.


Inventa em tua existência soluções de conforto, suscita motivos de paz, traça diretrizes de melhoria, faze o que ainda não foi aproveitado na realização da riqueza íntima de todos.


Provavelmente estamos na atualidade em estágio obscuro de lições, sob a atuação imperiosa de ações passadas. 


Mas não nos será correto esquecer que somos Inteligências com raciocínio claro e que, se antigamente nos foi possível colocar em ação as causas que neste momento e neste local nos infelicitam, retemos conosco a sublime faculdade de idear, planejar e construir.


Ajamos na construtividade de Jesus, sejamos semeadores de esperança.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Estude e viva.  Ilustração Reproduzida da Internet. 

sexta-feira, março 21, 2025

Amparo Espiritual - Emmanuel

 


Amparo Espiritual

Emmanuel

 

No plano físico, onde apareça a cultura social, multiplicam-se dispositivos de segurança contra desastres.


Isso, porém, deve igualmente ocorrer no reino da alma.


Se já acordaste para o conhecimento superior, caminhas à frente com a função de guiar.


Convence-te de que quanto mais se te amplie o aperfeiçoamento íntimo, mais dilatado o número dos olhos e dos ouvidos que te procuram ver e escutar, de vez que todos aqueles que se afinam contigo, em subalternidade espiritual, passam, mecanicamente, à condição de aprendizes que te observam.


Não te descuides, pois, do amparo aos que te acompanham no educandário da vida, entendendo-se que existem quedas de pensamento determinando lamentáveis acidentes de espírito.


Em toda a situação, seleciona palavras e atitudes que possam efetivamente ajudar.


Ante as falhas alheias, não procedas irrefletidamente, censurando ou aprovando isso ou aquilo, sem análise justa, a pretexto de assegurar a harmonia, mas define-te com bondade, providenciando corretivos aconselháveis, sem alarde e sem aspereza.


Se aparece a necessidade de advertência ou repreensão, já que toda a escola respeitável reclama disciplina, oferece o próprio exemplo no dever retamente cumprido, antes de falar, e, falando, escolhe, tanto quanto seja possível, lugar, tempo e maneira, segundo os comprometimentos havidos na causa do bem comum.


Lendo noticiários calamitosos ou livros indesejáveis, destaca os assuntos que te pareçam dignos de apreço e examina-os com os irmãos do nível de experiência, evitando comentários inconvenientes com os amigos de entendimento imaturo.


Espalhando publicações ou divulgando-as, consagra atenção apenas àquelas suscetíveis de beneficiar os leitores.


Diante de todas as divergências, conflitos, desesperos e inquietações, articula ideias de paz e pronuncia frases de paz, sem desconhecer embora que todos nos achamos em luta incessante contra o mal e que nenhuma pessoa realmente esclarecida pode acreditar-se em ilusória neutralidade. 


Pacifica os outros, através de tua cooperação despretensiosa e espontânea na formação da tranquilidade alheia, sem enganar a ninguém com a expectativa de um sossego que só existe naqueles que fogem das próprias obrigações e que nunca se previnem contra a desordem.


Administra, onde estiveres, o auxílio espiritual com a alavanca do próprio equilíbrio.


Vigilância sem violência.

 

Calma sem preguiça.

 

Consolo sem mentira.

 

Verdade sem drama.

 

Se já sabes o que deves fazer, no plano da alma, trazes o coração chamado a instruir, e um professor verdadeiro, enxergando mais longe, não apenas informa e ensina, mas também socorre e vela.

 

XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Estude e viva.  Ilustração Reproduzida da Internet.


quinta-feira, março 20, 2025

Resignação E Resistência - André Luiz



Resignação E Resistência

André Luiz


De fato, há que se estudar a resignação para que a paciência não a venha trazer resultados contraproducentes.


Um lavrador suportará corajosamente aguaceiro e granizo na plantação, mas não se acomodará com gafanhoto e tiririca.


Habitualmente, falamos em tolerância como quem procura esconderijo à própria ociosidade.


Se nos refestelamos em conforto e vantagens imediatas, no império da materialidade passageira, que nos importam desconforto e desvantagens para os outros?


Esquecemo-nos de que o incêndio vizinho é ameaça de fogo em nossa casa e, de imprevisto, irrompem chamas junto de nós, comprometendo-nos a segurança e fulminando-nos a ilusória tranquilidade.


Todos necessitamos ajustar resignação no lugar certo.


Se a Lei nos apresenta um desastre inevitável, não é justo nos desmantelemos em gritaria e inconformação.

 

É preciso decisão para tomar os remanescentes e reentre tece-los para o bem, no tear da vida.


Se as circunstâncias revelam a incursão do tifo, não é compreensível cruzar os braços e deixar campo livre aos bacilos.


Sempre aconselhável a revisão de nossas atitudes no setor da conformidade.


Como reagimos diante do sofrimento e do mal?


Se aceitamos penúria, detestando trabalho, nossa pobreza resulta de compulsório merecimento.


Civilização significa trabalho contínuo contra a barbárie.


Higiene expressa atividade infinitamente repetida contra a imundície.


Nos domínios da alma, todas as conquistas do ser, no rumo da sublimação, pedem harmonia com ação persistente para que se preservem.


Paz pronta ao alarme.


Construção do bem com dispositivo de segurança.


Serenidade é constância operosa; 


esperança é ideal com serviço.


Ninguém cultive resignação diante do mal declarado e removível, sob pena de agravá-lo e sofrer-lhe clava mortífera.


Estudemos resignação em Jesus-Cristo.


A cruz do Mestre não é um símbolo de apassivamento à frente da astúcia e da crueldade e sim mensagem de resistência contra a mentira e a criminalidade mascaradas de religião, num protesto firme que perdura até hoje.

 

XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Estude e viva. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet.