Pachelbel - Canon In D Major

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

O sonho de Kardec - Momento Espírita






O sonho de Kardec 




Em dada passagem do Evangelho, Jesus salientou a  responsabilidade maior que cabe a quem conhece o bom caminho.



Ele afirmou que muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado.



A respeito dessa assertiva, narra-se que, certa feita, Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, teve um sonho.



Em pleno processo de elaboração do Espiritismo, foi levado em desdobramento para uma região muito triste do plano espiritual.



Tratava-se de um local nevoento e feio, no qual gemiam milhares de entidades em sofrimento estarrecedor.



Ouviam-se soluços de aflição, gritos de cólera e gargalhadas de loucura.



Atônito, Kardec lembrou dos tiranos da História.



Então, inquiriu à entidade luminosa que o acompanhava:



Encontram-se aqui os crucificadores de Jesus?



O guia lhe esclareceu que nenhum deles lá estava.



Disse que, embora responsáveis, eles desconheciam, na essência, o mal que praticavam.



O próprio Cristo os havia auxiliado a se desembaraçarem do remorso.



Conseguira-lhes abençoadas reencarnações, nas quais se resgataram perante a lei.



Kardec imediatamente pensou nos imperadores romanos.



Mas também eles ali não se encontravam.



O anjo lhe disse que homens como Tibério e Calígula não possuíam a mínima noção de espiritualidade.



Alguns deles, depois de estágios regenerativos na Terra, já se haviam elevado a esferas superiores.



Outros ainda se demoravam na Terra, mas já à beira da redenção.



Diante dessa resposta, o codificador aventou a possibilidade de estarem ali os algozes dos primitivos cristãos.



A resposta também foi negativa.



Embora esses carrascos possuíssem algumas tintas de civilização, eram homens e mulheres quase selvagens.



Todos tinham sido encaminhados à reencarnação, para adquirirem instrução e entendimento.



Os conquistadores da Antiguidade, como Átila e Gengis Khan, foram a próxima aposta de Kardec.



Contudo, a entidade luminosa lhe afirmou que também esses já se encontravam no bom caminho.



Como erraram, em plena ignorância das realidades do Espírito, sua responsabilidade era menor.



Finalmente, o codificador perguntou quem eram os sofredores.



O anjo lhe respondeu que se tratava dos que estiveram no mundo plenamente educados.



Residiam naquela região os conhecedores dos ditames do bem e da verdade.



Ali se encontravam especialmente os cristãos infiéis de todas as épocas.



Embora cientes da lição e dos exemplos do Cristo, decidiram se entregar ao mal.



Para eles, era especialmente difícil um novo berço na Terra.



Conta-se que Allan Kardec retornou ao corpo fundamente impressionado.



E logo tratou de enfatizar na Doutrina Espírita a responsabilidade do homem quanto aos seus deveres.



Conclui-se que é preciso abandonar desculpas e ilusões.



Talentos, conhecimentos e fé é um depósito sagrado.



O homem ilustrado precisa movimentar suas mãos no bem, sob pena de incidir em grave responsabilidade.



Pense nisso.





Redação do Momento Espírita, com base no cap. 7, do livro Cartas e crônicas, pelo Espírito Irmão X, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb. Disponível em www.momento.com.br.

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