Pachelbel - Canon In D Major

quinta-feira, março 26, 2015

Fascinação Amorosa - Richard Simonetti









Fascinação Amorosa



Richard Simonetti


Só pensava nela. Cérebro em circuito fechado. A jovem namorada, de estonteante beleza, ocupava-lhe todos os espaços mentais. Última lembrança ao dormir. A primeira, ao despertar.



Levantava-se com ela, passava o dia pensando nela, por ela suspirava... Em seus devaneios imaginava-se a retê-la em seus braços, aspirando seu perfume, cobrindo-a de carícias, fundindo-se ambos em ardentes abraços.


Às vezes desligava-se. Eram momentos fugidios, como breves intervalos separando músicas num disco. Logo recuperava-lhe a imagem, assustado como quem houvesse sofrido a perda da respiração por momentos.


Contava os dias e as horas que os separavam. A seu lado pedia a Deus que parasse o relógio do tempo, a fim de que pudesse desfrutar indefinidamente a ventura de sua presença.


Sempre acontecia o inverso: Juntos, as horas ganhavam asas. Separados, fluíam com a lentidão das tartarugas.


Com incontáveis variações, encontramos na literatura universal envolvimentos passionais semelhantes. Um paraíso, quando tudo corre bem. Um inferno, se surgem problemas. Semelhantes experiências situam-se nos domínios da fascinação quando, a partir da atração física, instala-se o desejo irrefreável de comunhão carnal, em paroxismos passionais.
George Bernard Shaw, teatrólogo inglês, dizia, referindo-se ao casamento, que um dos paradoxos da sociedade humana é que pessoas apaixonadas são obrigadas a jurar que continuarão naquele estado excitado, anormal e tresloucado até que a morte as separe.


Muitas uniões efêmeras ocorrem a partir de envolvimentos passionais, principalmente entre jovens, empolgados por recíproca fascinação, quando se rendem ao domínio dos hormônios.


Justamente por inspirar-se nos instintos, a fascinação amorosa é a mais freqüente, responsável por casamentos precipitados, adultérios, separações, crimes e tragédias sem fim.


Proclama a sabedoria popular que a paixão é cega, o que exprime uma realidade. Paixão e bom senso raramente seguem juntos.


Por isso os Espíritos obsessores estimam envolver as pessoas passionais, torturando-as com anseios amorosos irrealizáveis ou usando-as para exercer sua ação nefasta, criando estranhas e perigosas situações.





SIMONETTI, Richard . FEAL . Disponível em www.feal.com.br.

Um comentário:

  1. A fascinação, infelizmente, é ação dos espíritos obsessores, que agem
    diretamente no pensamento do
    encarnado, o qual o obedece, sem
    saber que está sendo dirigido como marionetes nas mãos dos desencarnados do
    plano inferior.

    Muitas vezes, o próprio encarnado,
    através de pensamentos e comportamentos contrários as Leis
    Divinas, acabam por atrair para si
    esses espíritos, ou seja, eles
    são chamados,é sintonia de ambos,
    então, tornam-se amigos inseparáveis, mas as consequências
    são perturbadoras e podem mesmo
    trazer problemas patológicos ao
    encarnado.

    Existe também a fascinação cármica,ou seja. O encarnado tem
    dívidas morais com o desencarnado
    que se sente no direito de torturar, obsediar e fascinar o
    devedor, aquele que em vida(as) pretérita(as) trouxe muito sofrimento, ao obsessor.
    Deus assim o permite, para que o resgate se cumpra. É o devedor
    pagando suas dívidas ao credor, Se
    temos um débito no banco da vida, temos que pagar a dívida, se não o fizermos, sofreremos perdas de
    nossos bens materiais.

    É mais ou menos assim.. FEZ O MAL,
    ENTÃO TERÁ QUE PAGAR... ALGUÉM O FARÁ PAGAR. É UMA DAS LEIS DIVINAS.

    MUITA PAZ!
    Suely dos Anjos

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