Pachelbel - Canon In D Major

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Asseio Verbal - Emmanuel




Asseio   Verbal

Emmanuel

Nossa conversação, sem que percebamos, age por nós em todos aqueles que nos escutam.


“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só o que for bom para promover a edificação” – Paulo (Efésios, 4:29).


Quanto mais se adianta a civilização, mais se amplia o culto à higiene.


Reservatórios são tratados, salvaguardando-se o asseio das águas.


Mercados sofrem fiscalização rigorosa, com vistas à pureza das substâncias alimentícias.


Laboratórios são continuamente revistos, a fim de que não surjam medicamentos deteriorados.


Instalações sanitárias recebem, diariamente, cuidadosa assepsia.


Será que não devemos exercer cautela e diligência para evitar a palavra torpe, capaz de situar-nos em perturbação e ruína moral?


Nossa conversação, sem que percebamos, age por nós em todos aqueles que nos escutam.


Nossas frases são agentes de propaganda dos sentimentos que nos caracterizam o modo de ser; se respeitáveis, traze-nos a atenção de criaturas respeitáveis; se menos dignas, carreiam em nossa direção o interesse dos que se fazem menos dignos; se indisciplinadas, sintonizam-nos com representantes da indisciplina; se azedas, afinam-nos de imediato, com os campeões do azedume.


Controlemos o verbo, para que não venhamos a libertar essa ou aquela palavra torpe. 


Por muito esmerada nos seja a educação, a expressão repulsiva articulada por nossa língua é sempre uma brecha perigosa e infeliz, pela qual perigo e infelicidade nos ameaçam com desequilíbrio e perversão.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel . Livro Centelhas.

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