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terça-feira, junho 13, 2017

A Biologia da Crença - Bruce H. Lipton






A Biologia da Crença

Bruce H. Lipton


Ciência e espiritualidade na mesma sintonia: o poder da consciência sobre a matéria e os milagres



AGRADECIMENTOS DO AUTOR


Muito tempo se passou entre minha primeira inspiração científica e a criação deste livro. 

Durante esse período de transformação pessoal, fui guiado e abençoado por verdadeiras musas encarnadas e desencarnadas: as "musas inspiradoras das artes". 

Sei que devo muito a algumas delas em especial, pois ajudaram a transformar esse trabalho em realidade.


"As musas da literatura": a intenção de escrever um livro sobre a nova biologia surgiu em 1985, mas o processo só teve início realmente em 2003, quando conheci Patrícia A. King. 

Patrícia é uma escritora freelancer, que mora em São Francisco, na Califórnia, já foi repórter da revista Newsweek, na qual trabalhou como editora-chefe durante dez anos. Jamais me esquecerei de nossa primeira reunião. 


Despejei sobre ela uma série de teorias sobre a nova ciência, páginas e mais páginas de manuscritos, artigos de jornal que eu havia escrito, caixas contendo fitas de vídeo com palestras e vários impressos sobre o assunto.


Somente depois que ela saiu é que percebi o tamanho da tarefa que colocara em suas mãos. 


Contudo, mesmo sem ter nenhum diários da World Expo em Lisboa, Portugal, no ano de 1998. 

Se desejar conhecer um pouco da fabulosa criatividade de Bob, visite www.lightspeeddesign.com.


Seu trabalho, inspirado na ciência e nos princípios da luz, é muito belo e profundo. 


Para mim é uma grande honra o fato de a arte da capa deste livro, que apresenta ao público os conceitos da nova biologia, ter sido desenvolvida por ele.


"As musas da música": da concepção da nova ciência à criação deste livro, sempre fui inspirado e energizado pela música vibrante do conjunto Yes, especialmente pelas letras de seu vocalista, Jon Anderson. 


Yes - Soon (Tradução)





Soon Yes- (Tradução)


Sua música e suas mensagens revelam grande conhecimento e compreensão da nova ciência, pois mencionam o tempo todo que estamos todos ligados à mais pura luz. 

Suas letras enfatizam o fato de que nossas crenças, experiências e sonhos moldam nossa vida e a de nossos filhos. 

Conceitos que levo páginas e páginas para explicar, o Yes explica em poucas linhas de sua poderosa música. 


Um verdadeiro trabalho de gênios!


Quanto à publicação deste livro, quero expressar meu agradecimento aos editores de Nova York, que não aceitaram minha proposta inicial de composição do material, pois graças a eles tive de criá-la eu mesmo, e exatamente da maneira como queria. 


E agradeço muito à Mountain of Love Productions, Inc. pelo investimento de tempo e recursos na publicação, especialmente a Dawson Church, da Cooperativa dos Autores. 


Dawson me permitiu ter a tarefa gratificante de administrar minha própria publicação e, ao mesmo tempo, contar com o marketing de uma grande editora. Obrigado, Geralyn Gendreau, por seu apoio e por apresentar meu trabalho a Dawson Church. 


A amiga e relações públicas Shelly Keller também me ajudou muito dispondo de seu tempo e de seus conhecimentos editoriais.


Agradeço também a todos os meus alunos, ao público que assistiu a minhas palestras e sempre perguntava: "quando você vai publicar um livro?" Bem, aqui está ele! Seu apoio e incentivo foram muito importantes.


Não posso deixar de mencionar alguns professores que me guiaram e me apoiaram em minha carreira científica. 


Primeiro meu pai, Eli, que me inspirou a seguir meu propósito de vida e, principalmente, a enxergar além dos limites do óbvio. 


Obrigado, pai.


David Banglesdorf, o professor de ciências do curso ginasial, que me introduziu no mundo das células e acendeu minha paixão pela ciência. 


O brilhante Irwin R. Konigsberg, que me adotou e guiou durante meu curso de doutorado. Jamais me esquecerei daqueles momentos de "eureca" e da cumplicidade na paixão pela ciência.


Devo muito ao professor Theodore Hollis, da Universidade de Penn State, e Klaus Bensch, diretor de Patologia da Universidade de Stanford, o primeiro cientista "de verdade" a compreender minhas ideias não ortodoxas. 


Todos esses grandes pesquisadores me deram apoio, incentivo e espaço em seus laboratórios para investigar as ideias que apresento neste livro.


Em 1995, Gerard Clum, presidente da Life College of Chiropratic West me convidou a lecionar biologia fractal, o que me deu oportunidade de desenvolver meu próprio curso sobre a nova ciência. 

Sou muito grato a Gerry, que me abriu as portas aos universos da quiroprática e da medicina complementar.


Em minha primeira apresentação deste material, em 1985, tive a oportunidade de conhecer Lee Pulos, professor assistente emérito do Departamento de Psicologia da Universidade de British Columbia. 


Durante todos esses anos, Lee contribuiu com seu trabalho e ideias para diversos conceitos da nova biologia que apresento neste livro. 


Meu estimado colega e amigo Rob Williams, criador da Psych-K, contribuiu para este projeto unindo a ciência das células aos mecanismos da psique humana.


A constante troca de ideias sobre a ciência e seu papel na civilização com Curt Rexroth, um grande amigo e profundo conhecedor de filosofia, trouxe mais consciência e alegria à minha vida. 


Meus agradecimentos também a Theodore Hall, que me ajudou a ver mais claramente a correlação entre a história da evolução celular e da civilização humana.


Agradeço também a Gregg Braden por suas brilhantes ideias quanto à publicação deste material e pela sugestão do subtítulo.


Cada um destes amigos leu e avaliou meu manuscrito antes de sua publicação.


Suas contribuições foram vitais para o resultado que você tem agora em mãos. Minha eterna gratidão a cada um deles: Terry Bugno, David Chamberlain, Barbara Findeisen, Shelly Keller, Mary Kovacs, Alan Mande, Nancy Marie, Michael Mendizza, Ted Morrison, Robert e Susan Mueller, Lee Pulos, Curt Rexroth, Christine Rogers, Will Smith, Diana Sutter, Thomas Verney, Rob e Lanita Williams e Donna Wonder.


Agradeço também à minha irmã Marsha e a meu irmão David por todo o seu amor e incentivo. 


David, em especial, sempre fez referência à "quebra do círculo de violência" e acabou se revelando um pai maravilhoso para meu sobrinho Alex.


Dough Parks, da Spirit 2000, Inc. também ajudou muito neste projeto e não poupou esforços no sentido de divulgar a nova biologia. 


Produziu diversas palestras em vídeo e workshops que a tornaram mais conhecida e acessível a muitos que desejam recuperar o poder sobre sua vida. Obrigado, meu irmão.


Mas esta lista de pessoas a quem devo tanto não seria completa sem o nome de Margaret Horton. 


Margaret foi e ainda é a grande responsável por minha ideia de escrever um livro ter se tornado realidade. 


Tudo o que eu digo e escrevo, querida... é por amor a você!





FONTE



LIPTON, Bruce H. A biologia da crença. São Paulo: Butterfly, 2007.Ciência e espiritualidade na mesma sintonia: o poder da consciência sobre a matéria e os milagres Tradução Yma Vick , p. 2-5.






PRÓLOGO


“Se você pudesse ser qualquer pessoa neste mundo... quem você seria?" 

Eu costumava passar muito tempo pensando nisso. 

Vivia obcecado com a fantasia de mudar de identidade, pois desejava ser qualquer pessoa menos eu mesmo. 

Minha carreira como biólogo e professor universitário era promissora e fascinante, mas minha vida pessoal era um verdadeiro caos. 

Quanto mais eu tentava encontrar felicidade e satisfação, mais insatisfeito e infeliz me sentia. 

Com o tempo, acabei desistindo e me entregando àquela vida sem prazer. 

Aceitei o fato de que era meu destino viver assim e que eu deveria tentar fazer o melhor possível com o que me foi oferecido. 


Tornei-me uma vítima da vida e meu lema se tornou: "o que será, será".


Porém, minha atitude fatalista modificou-se radicalmente em 1985. 


Eu tinha deixado meu cargo na Escola de Medicina da Universidade de Wisconsin e comecei a lecionar em uma faculdade de medicina no Caribe. 


Então, distante do mundo acadêmico tradicional, aos poucos minha mente passou a seguir outra linha de pensamento, fora dos padrões e crenças rígidos que até então havia seguido fielmente. 


Livre das concepções rígidas da ciência convencional e maravilhado com todo aquele mar azul do Caribe tive uma epifania científica que abalou todas as minhas crenças a respeito da estrutura da vida.


Tudo começou quando eu estava pesquisando os mecanismos que controlam a fisiologia e o comportamento das células. 


De repente, percebi que a vida de uma célula é controlada pelo ambiente físico e energético em que ela se encontra e não pelos genes. 


Os genes são meros modelos moleculares utilizados na construção das células, dos tecidos e órgãos. 


O ambiente funciona como uma espécie de' 'empreiteiro", que interpreta e monta as estruturas e é responsável pelas características da vida das células. 


Mas é a "consciência" celular que controla os mecanismos da vida, e não os genes.


Como biólogo celular, eu sabia que minhas descobertas teriam grande impacto sobre minha vida e a de todos os seres humanos. 


Cada um de nós é composto de aproximadamente 50 trilhões de células. 


Todo o trabalho de minha vida concentrou-se em entender melhor o seu funcionamento, pois sempre soube que o dia em que descobrisse exatamente como funciona uma célula eu descobriria como funciona todo o nosso organismo. 


Também percebi que, se uma célula pode ser controlada pelo ambiente que a cerca, nós, os seres vivos, que temos trilhões delas também podemos ser controlados. 


Assim como cada célula, o destino de nossa vida é determinado não por nossos genes, mas por nossas respostas aos sinais do meio ambiente que impulsionam e controlam todos os tipos de vida.


Por um lado, minha descoberta sobre a natureza da vida foi um grande choque.


Fazia quase duas décadas eu vinha programando todos os meus alunos a pensar exclusivamente dentro dos parâmetros do dogma central da biologia: a crença de que a vida é controlada pelos genes. 


Por outro lado, porém, minha intuição sempre havia me dito que não era bem assim que as coisas funcionavam. 


No fundo, sempre tive minhas dúvidas sobre o determinismo genético. 


Algumas delas surgiram ao longo dos 18 anos nos quais trabalhei no projeto de clonagem de células para o instituto de pesquisas do governo. 


Mas foi somente quando me isolei do mundo acadêmico tradicional que pude perceber a realidade com mais clareza. Minhas pesquisas mostraram que os conceitos mais profundos do determinismo genético estavam equivocados.


Minha descoberta sobre a essência da vida não apenas confirmou minhas pesquisas como também colocou em xeque outra crença que eu vinha incutindo na mente de meus alunos: que a medicina alopática é a única que merece consideração. 


Quando me conscientizei da importância da energia do ambiente ao nosso redor, compreendi de maneira mais profunda e abrangente as bases da ciência e da filosofia, da medicina complementar e também a sabedoria espiritual das crenças mais antigas, e passei a ver a alopatia com outros olhos.


Aquele momento de descoberta também me abalou porque contrariou todas as minhas crenças de que meu destino era ser uma pessoa infeliz. 


Não há a menor dúvida de que nós, seres humanos, temos a capacidade de nos apegar a falsas crenças e a defendê-las com unhas e dentes, e os cientistas não estão imunes a isso. 


Nosso desenvolvido sistema nervoso, aliado a um potente cérebro, é uma prova de que nossa consciência é muito mais complexa do que o simples universo celular. 


Quando nossa mente se concentra em determinado assunto ou objeto, captamos e sentimos o ambiente de maneira muito mais abrangente do que as células, pois elas possuem consciência mais restrita e reflexiva do que a nossa.



Fiquei extasiado com a ideia de poder alterar meu destino modificando minhas crenças. 


O simples fato de perceber que este novo ramo da ciência poderia me fazer passar de mera "vítima" a "co-criador" trouxe-me grande alívio.


Já se passaram 20 anos desde aquela noite mágica no Caribe quando tive o vislumbre de realidade que modificou toda a minha vida. 


E as pesquisas biológicas que desenvolvi desde então só fizeram confirmar e ampliar os conceitos que compreendi naquele momento. 


Vivemos hoje uma era fantástica. 


A ciência está se libertando de velhos mitos e estabelecendo uma nova base de crenças com relação à civilização. 


A crença de que somos meras e frágeis máquinas controladas por genes está sendo gradualmente substituída pela consciência de que somos os próprios geradores e administradores de nossa vida e do mundo que nos cerca.


Há duas décadas venho divulgando e apresentando esses conceitos científicos a centenas de pessoas em palestras nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. 


As mudanças que essas pessoas estão conseguindo fazer em sua vida com essas informações têm me trazido muita alegria e satisfação. Conhecimento significa poder. 


Consequentemente, o conhecimento sobre o ser nos dá poder sobre nós mesmos e sobre nossa vida.


E é precisamente este conhecimento que eu ofereço a você neste livro, A biologia da crença. 


Espero que, ao ler estas páginas, você compreenda que muitas das crenças que impulsionam e controlam sua vida não são reais, e sim conceitos limitadores, e que passe a querer modificá-los. 


Ao fazer isso, você reassumirá o controle de sua vida, permitindo a si mesmo ter mais saúde e felicidade.


Sei que se trata de conceitos revolucionários, de grande impacto e também de muito poder. 


A partir do momento em que me conscientizei deles, minha própria vida tornou-se bem mais completa. Deixei de passar o tempo todo perguntando a mim mesmo: 


"Se eu pudesse escolher alguém para ser neste mundo... quem escolheria?" 


Hoje a resposta é uma só: quero ser eu mesmo!







FONTE



LIPTON, Bruce H. A biologia da crença. Prólogo. São Paulo: Butterfly, 2007.Ciência e espiritualidade na mesma sintonia: o poder da consciência sobre a matéria e os milagres Tradução Yma Vick , p. 7-11.

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