quarta-feira, dezembro 24, 2014

Petições de Natal - Maria Dolores




Petições de Natal

Maria Dolores



Senhor!...
Quando criança,
Se surgia o Natal,
Eu Te enfeitava o nome em flores de papel
E Te rogava em oração,
Tomada de esperança,
Que me mandasses por Papai Noel
Uma boneca diferente,
Que caminhasse à minha frente
Ou falasse em minha mão...


Noutro tempo, Senhor,
Jovem pisando alfombras cor-de-rosa,
De cada vez que ouvia
Anúncios de Natal,
Deslumbrada de sonho, eu Te pedia
Um castelo de amor e fantasia
Para o meu ideal.


Depois... Mulher cansada,
Quando via o Natal, brilhando à porta,
Minha pobre ansiedade quase morta
Multiplicava preces
E suplicava que me desses,
Na velha angústia minha,
A ilusão de ser amada,
Embora, ao fim da estrada,
Fosse triste e sozinha.


Hoje, Senhor,
Alma livre, no Além, onde o consolo me refaz,
Ante a luz do Natal, novamente acendida,
Agradeço-Te, em paz,
Contente e enternecida,
As surpresas da morte e as lágrimas da vida!...
E, se posso implorar-Te algo à bondade,
Nunca me dês aquilo que eu mais queira,


Dá-me a Tua vontade
E o dom da compreensão,
Entre a humildade verdadeira
E a serena alegria,
A fim de que eu te busque, dia-a-dia,
Mestre do coração!...



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Maria Dolores.  Antologia Mediúnica do Natal.

terça-feira, dezembro 23, 2014

Sonhos de Criança - Iraima Bagni








Sonhos de Criança

Iraima Bagni




Fiquei sabendo que você cresceu

E já não acredita mais em Papai Noel.


Como pode esquecer daquele tempo de criança,


Onde a fantasia reinava ?






O tempo em que você antes de se deitar,

Colocava seu sapatinho na janela

E acordava cedinho, na esperança de encontrar

O presente que Papai Noel lhe deixaria ?





Hoje seus sonhos são outros...



Cadê a "sua " criança ?

Perdeste-a ao longo da vida ?

Não estará ela escondidinha no seu coração ?


Procure-a !



Ela ainda vive dentro de você !

Não deixe que seus sonhos morram !

A fantasia nos faz viver, sonhar, desejar...



Coloque seu sapatinho na janela !

Faça seu pedido !

Talvez ele demore um pouco a se realizar

Mas a vida já te ensinou que tudo tem seu tempo

E você já aprendeu a esperar, a ter paciência...



Já aprendeu que se seu pedido não se realizar

Pode já ser um grande presente,

Pois, nem tudo que queremos é para o nosso bem.





Então, pegue seu sapatinho da esperança


Coloque-o na janela do desejo


E aguarde para que seus sonhos


Se tornem realidade.





Depois sorria, compreenda, dê pulos


E agradeça seu presente de Natal!


E seja muito, muito FELIZ!








Desejo um FELIZ NATAL a todos... 



Aos  amigos que tem partilhado seus momentos comigo, aqueles que se fizeram ausentes e a todos que acessam este blog , seja frequentemente , esporadicamente ou casualmente, mas que aqui marcam sua presença ...

segunda-feira, dezembro 22, 2014

Algo Por Eles Neste Natal - Meimei





Algo Por Eles Neste Natal

Meimei



Compadece-te de todos aqueles que não podem ou não sabem esperar. 


Estão eles em toda parte...


Quase sempre são vítimas da inquietação e do medo. 


Observa quantos já transpuseram as linhas da própria segurança.


São casais que não se toleram nas primeiras rusgas do matrimônio e desfazem a união em que se compromissaram, abraçando riscos pelos quais, em muitas circunstâncias, cedo se encaminham para sofrimento maior;


são mães que rejeitam os filhos que carregam no seio, entregando-se à prática do aborto, recusando a presença de criaturas que se lhes fariam instrumentos de redenção e reconforto no futuro, caindo, às vezes, em largas faixas de doença ou desequilíbrio;


são homens que repelem os problemas inerentes às tarefas que lhes dizem respeito, escapando para situações duvidosas, sob a alegação de que procuram distração e repouso, quando apenas estão dilapidando a estabilidade das obras que, mais tarde, lhes propiciariam refazimento e descanso;


são amigos doentes ou desesperados que se rebelam contra os supostos desgostos da vida e se inclinam para o suicídio, destruindo os recursos e oportunidades que transportariam para a conquista da vitória e da paz em si mesmos;


são jovens, famintos de liberdade e prazer que, impedidos naturalmente do acesso a satisfações imediatas, se engolfam no abuso dos alucinógenos, estragando as faculdades com que o tempo os auxiliaria na construção da felicidade porvindoura.


Neste NATAL, façamos algo por eles, os nossos irmãos que ignoram ou que não querem aceitar os benefícios da serenidade e da esperança.


Pronuncia algumas frases de otimismo e encorajamento; 


escreve algum bilhete que os reanime para a bênção de viver e servir; 


estende simpatia em algum gesto espontâneo de gentileza; 


repete consideração e concurso amigo nos diálogos que colaborem na sustentação da paz e da solidariedade.


Não te declares sem possibilidade de contribuir, nem digas que tens todas as tuas horas repletas de encargos e serviços dos quais não te podes distanciar.
Faze algo, no soerguimento do bem.


Nas realizações da fraternidade, quem ama faz o tempo.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Meimei. Deus Aguarda.GEEM.


domingo, dezembro 21, 2014

Toinho - Lago Burmet






Toinho 

Lago Burmet



Toinho era tão do céu, tão pouco viveu conosco.

Um dia, Deus lhe disse:

- Abra a mão Toinho.

Tome esses tantos anos de vida e vá para o mundo gozar.

Toinho disse:

- Obrigado.



Saiu pelo espaço afora. Estava quase chegando,

Quando ouviu um choro. Quem chora?

Era um anjinho da Terra, que a mãe estava a morrer.

Papai do Céu, por favor, não deixe a mamãe morrer!



Toinho ficou com pena, tirou dez anos dos seus,

E deu para a mãe do menino; foi-se embora.

Foi tranquilo, com o riso frágil de um forte.



Adiante, às portas da morte, um poeta tuberculoso,

Clamava contra o destino:

Meus dias gastei sonhando, da Glória com áureo emblema.

Deus, deixa que eu possa compor meu derradeiro poema.

Toinho ficou com pena, deu cinco anos para o poeta.



E foi voando, voando , veloz como um seta.

No caminho percorrido, Toinho viu tantas coisas, tanta dor,

Tanto gemido, de um homem desiludido, temendo baixar a louza,

Viu jovens crianças louras, já cheias de desengano,

Viu órfãos, santos , mendigos, viu pobres, viu soberanos,

E a todos ia dando 2, 3,4 e 5 anos.



Até quando enfim, chegou ao Nosso Lar,

Pobre e tosco.

Foi por isso que Toinho ficou tão pouco tempo conosco.




***


Dedicamos este post ao nosso  querido  pai, que há 20 anos nesta data, retornava à Pátria Espiritual. 


Acreditamos que ele tenho feito parte desses Espíritos privilegiados, que retornaram à Pátria Espiritual nesses dias que antecedem o Natal, após cumprir com imensa alegria a realização da  festa de Natal, para uma comunidade carente


Que as Vibrações de Jesus e da Mãe Santíssima que ele tanto nos ensinou a amar , o envolvam, ampare e fortaleça não só nesta data, mas em todas as demais, nas quais ele certamente está se preparando para novas oportunidades  reencarnatórias.



Carta de Natal - Casimiro Cunha







Carta de Natal


Casimiro Cunha



Meu amigo. Não te esqueças,
Pelo Natal do Senhor,
Abre as portas da bondade
Ao chamamento do amor.

Reparte os bens que puderes
Às luzes da devoção,
Veste os nus. Consola os tristes,
Na festa do coração.

Mas, não te esqueças de ti,
No banquete de Jesus:
Segue-lhe o exemplo divino
De paz, de verdade e luz.

Toma um novo compromisso
Na alegria do Natal,
Pois, o esforço de si mesmo
É a senda de cada qual.

Sofres? Espera e confia.
Não te furtes de lembrar
Que somente a dor do mundo
Nos pode regenerar.

Foste traído? Perdoa.
Esquece o mal pelo bem.
Deus é a Suprema Justiça.
Não deves julgar ninguém.

Esperas bens neste mundo?
Acalma o teu coração.
Às vezes, ao fim da estrada,
Há fel e desilusão.

Não tiveste recompensas?
Guarda este ensino de cor:
Ter dons de fazer o bem
É a recompensa melhor.

Queres esmolas do Céu?
Não te fartes de saber
Que o Senhor guarda o quinhão
Que venhas a merecer.

Desesperaste? Recorda.
Nas sombras dos dias teus,
Que não puseste a esperança
Nas luzes do amor de Deus.

Natal!… Lembrança divina
Sobre o terreno escarcéu…
Conchega-te aos pobrezinhos
Que são eleitos do Céu.

- Mas, ouve, irmão! Vai mais longe
Na exaltação do Senhor:
Vê se já tens a humildade,
A seiva eterna do amor.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Casimiro Cunha. Antologia Mediúnica do Natal.


sábado, dezembro 20, 2014

Natal comercial? - Momento Espírita





Natal comercial?



Quando nos convidaram a nos engajarmos na campanha dos Correios que, pelo Natal, objetiva brindar crianças carentes com presentes, não imaginamos que seria tão gratificante.


Primeiro foram as emocionantes cartas. Escritas por crianças das escolas públicas da capital paranaense, traduziam o sonho de cada uma.


Os pedidos variavam de bonecas a bolas e bicicletas. Houve um menino, de onze anos, que não pediu presente para si mas para o irmãozinho, que desejava muito um boneco Patati-Patatá.


Em cada cartinha, a alma da criança desnudando-se, como a da menina que afirmava ser muito bagunceira. Mas tinha certeza que podia melhorar.


A mãe lhe dissera que ela não merecia ganhar nada, mas ela, em nome do seu esforço de melhoria, pedia se seria possível ganhar uma boneca.


As crianças menores desenharam. Algumas somente rabiscaram o impresso com linhas indecisas. A professora, com letra caprichada, traduzia o que representava.


Um carro da Barbie com a Barbie dentro. Uma bola de futebol. Uma casa de bonecas.


Se as cartas foram emocionantes, a recepção dos presentes foi ainda mais.


Embalagens belíssimas, laços gigantes, coloridos, cartões-resposta às cartinhas e desejos de um Feliz Natal.


Permitimos que as lágrimas nos umedecessem os olhos, enquanto o coração nos parecia saltar do peito.


Perceber o carinho de cada pessoa, o esmero em atender o desejo expresso pela criança nos mostrava o amor se expressando.


Houve quem encomendasse o brinquedo pela internet porque não o encontrara nas várias lojas da capital.


Houve quem achasse que o pedido era singelo em demasia e acrescentou, por conta própria, algo mais.


Para um menino que somente pedira um tênis, a resposta foi acrescida de uma bola de futebol.


*   *   *


Ante a montanha de pacotes, ficamos a pensar naquelas pessoas que dizem que não apreciam o Natal porque é tudo um grande comércio.


Particularmente acreditamos que quem assim se expressa talvez tenha medo ou dificuldade para amar.


Natal é o evento máximo no mundo. É a data em que comemoramos o aniversário do Ser Maior que a Terra já recebeu.


Tão grande que não coube na própria História do planeta, e a dividiu entre antes e depois dEle.


O Rei Solar que se fez menino, para nos lecionar o amor. Em comemoração à data especial, durante todo o mês de dezembro, há uma vibração diferente no ar.


As pessoas se indagam como podem fazer feliz a alguém. Doentes, idosos, mendigos, crianças carentes, todos são lembrados.


Há comércio? Desde que não se desça aos exageros, bendito comércio que propicia que aqueles que detenham melhores condições possam alegrar uma noite, a cada ano, a vida do seu irmão.


Possa fazer feliz uma criança com uma bola, uma boneca, um carro de bombeiros com uma sirene barulhenta.


Uma avó que não sabe como comprar um brinquedo para a netinha que está sob sua guarda e é surpreendida com uma enorme caixa de boneca. E se emociona e chora.


Pode haver felicidade maior do que fazer alguém feliz?


Isso se chama Natal. Isso se chama Amor.


E tudo por causa de um Menino, nascido num estábulo, numa noite em que cantaram os anjos e surgiu uma estrela diferente nos céus.




Redação do Momento Espírita. Disponível em www.momento.com.br