Pachelbel - Canon In D Major

domingo, dezembro 21, 2014

Toinho - Lago Burmet






Toinho 

Lago Burmet



Toinho era tão do céu, tão pouco viveu conosco.

Um dia, Deus lhe disse:

- Abra a mão Toinho.

Tome esses tantos anos de vida e vá para o mundo gozar.

Toinho disse:

- Obrigado.



Saiu pelo espaço afora. Estava quase chegando,

Quando ouviu um choro. Quem chora?

Era um anjinho da Terra, que a mãe estava a morrer.

Papai do Céu, por favor, não deixe a mamãe morrer!



Toinho ficou com pena, tirou dez anos dos seus,

E deu para a mãe do menino; foi-se embora.

Foi tranquilo, com o riso frágil de um forte.



Adiante, às portas da morte, um poeta tuberculoso,

Clamava contra o destino:

Meus dias gastei sonhando, da Glória com áureo emblema.

Deus, deixa que eu possa compor meu derradeiro poema.

Toinho ficou com pena, deu cinco anos para o poeta.



E foi voando, voando , veloz como um seta.

No caminho percorrido, Toinho viu tantas coisas, tanta dor,

Tanto gemido, de um homem desiludido, temendo baixar a louza,

Viu jovens crianças louras, já cheias de desengano,

Viu órfãos, santos , mendigos, viu pobres, viu soberanos,

E a todos ia dando 2, 3,4 e 5 anos.



Até quando enfim, chegou ao Nosso Lar,

Pobre e tosco.

Foi por isso que Toinho ficou tão pouco tempo conosco.




***


Dedicamos este post ao nosso  querido  pai, que há 20 anos nesta data, retornava à Pátria Espiritual. 


Acreditamos que ele tenho feito parte desses Espíritos privilegiados, que retornaram à Pátria Espiritual nesses dias que antecedem o Natal, após cumprir com imensa alegria a realização da  festa de Natal, para uma comunidade carente


Que as Vibrações de Jesus e da Mãe Santíssima que ele tanto nos ensinou a amar , o envolvam, ampare e fortaleça não só nesta data, mas em todas as demais, nas quais ele certamente está se preparando para novas oportunidades  reencarnatórias.



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