Pachelbel - Canon In D Major

sexta-feira, dezembro 05, 2014

Oração do Natal - Meimei





Oração do Natal

Meimei


Rei Divino, na palha singela, porque te fizeste criança, diante dos homens,
quando podias ofusca-los com a grandeza do Teu Reino?


Soberano da Eternidade, porque estendeste braços pequerruchos e tenros aos
pastores humildes, mendigando-lhes proteção, quando o próprio firmamento te saudava com uma estrela sublime, emoldurada de melodias celestes?


Certamente o asilo de nossa alma, para converte-la em harpa nas Tuas mãos.


Preferias esmolar segurança e carinho, para que, em te amando, de algum
modo, na manjedoura esquecida, aprendêssemos a amar-nos uns aos outros.


Tornavas-Te pequenino para que a sombra do orgulho se desfizesse, em torno
de nossos passos, e pedias compaixão, porque não nos buscavas por adornos do Teu carro de triunfo, como vassalos de Tua Glória, mas, sim, por amigos
espontâneos de Tua causa e por tutelados de Tua bênção...


E modificante assim, o destino das nações. 


Colocaste o trabalho digno, onde a escravidão gerava a miséria, acendeste a claridade do perdão, onde a noite do ódio assegurava o império do crime, e ensinaste-nos a servir e a morrer, para que a vida se tornasse mais bela...


É por isso que, ajoelhados em espírito, recordando-Te o berço pobre, ofertamos-Te o coração...


Arranca-o, Senhor, da grade do nosso peito, enferrujado de egoísmo, e faze-o
chorar de alegria, no deslumbramento de Tua luz!... 


Conduze-nos, ainda, aos tesouros da humildade, para que o poder sem amor não nos enlouqueça a inteligência, e deixa-nos entoar o cântico dos pastores, quando repetia, em prantos jubilosos, a mensagem dos anjos:


- Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens!...




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Meimei. Antologia Mediúnica do Natal. Espíritos Diversos, Cap. 65, p.77, FEB.

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