quinta-feira, maio 22, 2025

Natural E Inevitável - André Luiz

 


 Natural E Inevitável

André Luiz


E - Cap. XVIII - Item 16


Natural e nem podia ser de outro modo.


Respirará na Terra por alvo de permanente observação à guisa de ator supliciado na ribalta da vida...


Caminhando sob a ironia de muitos qual um peregrino sem pouso certo...


Incompreendido nos melhores propósitos, figurando-se pobre sentenciado a sistemático abandono sem apelação de qualquer natureza...


Considerado na categoria de louco, muita vez, pelos antes mais caros...


Dilapidado nos interesses imediatos, como se estivesse automaticamente deserdado de todos os bens...


Preterido onde se encontre qual se fosse irresponsável...


Experimentado por golpes e zombarias, sob o guante da antipatia gratuita...


Sobrecarregado de obrigações à maneira de escravo, submetido às exigências e caprichos de muita gente...


Espancado nos sentimentos qual se trouxesse no peito um coração de mármore...


Perseguido nas realizações, cercado de desafetos que ajuntou sem querer...


Mal interpretado nas palavras que profira, qual forasteiro a expressar-se por idioma desconhecido.


Desajustado onde more, apontado por estrangeiro no próprio rincão natal...


Injuriado nos pontos de vista, parecendo o indesejável representante de detestada minoria...


Ferido nas próprias aspirações, como se nunca devesse necessitar de carinho...


Contrariado em todos os desejos, qual criança que vagueia, enjeitada de todos...


Sacrificado nas menores aquisições, lembrando um paria sem apoio e sem rumo...


Tentado a quedas morais em cada momento, à maneira de viajante numa estrada marginada de abismos.


Condenado sem culpa qual inocente no banco dos réus...


Humilhado sem razão à feição do homem reto inconsideradamente relacionado por malfeitor...


Qual acontecia ao cristão simples e verdadeiro da era apostólica, assim viverá todo espírita sincero que aspire à renovação de si mesmo, realmente consagrado a servir com Jesus pela vitória do Evangelho.

 

XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 53. Daniel na cova dos leões:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 

quarta-feira, maio 21, 2025

Tempo Da Regra Áurea - Emmanuel





Tempo Da Regra Áurea

Emmanuel

E - Cap.XVIII - Item 5


Faremos hoje o bem a que aspiramos receber.


Alimentaremos para com os semelhantes o sentimentos que esperamos alimentem eles para conosco.


Pensaremos acerca do próximo somente aquilo que estimamos pense o próximo quanto a nós.


Falarmos as palavras que gostaríamos de ouvir.


Retificaremos em nós tudo o que nos desagrade nos outros.


Respeitaremos a tarefa do companheiro como aguardamos respeito para a responsabilidade que nos pesa nos ombros.


Consideraremos o tempo, o trabalho, a opinião e a família do vizinho tão preciosos quanto os nossos.


Auxiliaremos sem perguntar, lembrando como ficamos felizes ao sermos auxiliados sem que nos dirijam perguntas.


Amparemos as vítimas do mal com a bondade que contamos receber em nossas quedas, sem estimular o mal e sem esquecer a fidelidade à prática do bem.


Trabalharemos e serviremos nos moldes que reclamamos do esforço alheio.


Desculparemos incondicionalmente as ofensas endereçadas no mesmo padrão de confiança dentro do qual aguardamos as desculpas daqueles a quem porventura tenhamos ofendido.


Conservaremos o nosso dever em linha reta e nobre, tanto quanto desejamos retidão e limpeza nas obrigações daqueles que nos cercam.


Usaremos paciência e sinceridade para com os nossos irmãos, na medida com que esperamos de todos eles paciência e sinceridade, junto de nós.


Faremos, enfim, aos outros o que desejamos os outros nos façam.


Para que o amor não enlouqueça em paixão e para que a justiça não se desmande em despotismo, agiremos persuadidos de que o tempo da regra áurea, em todas as situações, agora ou no futuro, será sempre hoje.

 

XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 52. Irmã Dulce:  Ilustração Reproduzida da Internet. 


terça-feira, maio 20, 2025

Privações Do Corpo E Provações Da Alma - André Luiz

 


 Privações Do Corpo E Provações Da Alma


André Luiz

E - Cap. XVII - Item 11


O homem, não raro, nas horas difíceis, lança mão de recursos extremos e, por vezes, ilógicos, para diminuir o sofrimento próprio ou alheio, qual acontece nas provas desesperadoras, no sentido de suprimir agonias morais ou curar doenças insidiosas. 


Daí nasce o contra senso dos ofícios religiosos remunerados de que se alastram antigos e piedosos enganos, como sejam:


a recitação mecânica de fórmulas cabalísticas;


os sacrifícios inúteis visando prioridade e concessões;


as promessas esdrúxulas;


os votos inoportunos;


as penitências estranhas;


os auto-castigos em que a vaidade leva o rótulo da fé; 


os jejuns e as mortificações a expressarem suicídios parciais;


o uso de amuletos;


o apego a talismãs;


o culto improdutivo do remorso sem qualquer esforço de corrigenda na restauração do caminho errado...


Contudo, ao espírita-cristão compete despojar-se de semelhantes conceitos acerca do Criador e da Criação, cristalizados na mente humana através de numerosas reencarnações.


Para nós, não mais existe a crença cega.


Em razão disso, não mais nos acomodamos à ideia do milagre como sendo prerrogativa em favor de alguém sem merecimento qualquer.


De igual modo, urge compreender os mecanismos das Leis Divinas, dispensando-se, ante os lances atormentados da existência terrestre, toda a atitude ilusória ou espetacular.


Omissão não resolve.


E em matéria de comportamento moral a renovação da vida, abstenção do serviço no bem de todos, é deserção vestida de alegações simplesmente acomodatícias, dentro da qual o crente não apenas foge das responsabilidades que lhe cabem, como também ainda exige presunçosamente que Deus se transforme em escravo de suas extravagâncias.


Situa-nos a Doutrina Espírita diante de nós mesmos.


Estamos espiritualmente hoje onde nos colocamos ontem.


Respiraremos amanhã no lugar para onde nos dirigimos.


Usemos a oração para compreender as nossas necessidade, solucionando-as à luz do trabalho sem o proposto de ilaquear os poderes divinos.


A Lei é equânime, justa, insubornável.


A criatura, - gota igual às demais no oceano imenso da humanidade Universal, - não é cliente de privilégios.


Eis porque, ao invés de procurar, espontaneamente, penitências improdutivas para nós, é imperioso buscar voluntariamente o auxílio eficiente aos semelhantes.


Espiritismo é sublime manancial de energia espiritual. 


Haurindo forças, acatemos sem revolta aquilo que a Vida nos oferece, trazendo paz na consciência e entendimento no coração.


O mundo atual prescinde de quantos se transformam em ascetas  eremitas de qualquer condição.


Até a penalogia moderna procura imprimir utilidade às horas dos presidiários, valorizando-lhes a reeducação em colônias, à busca de regeneração moral e social.


E a própria psiquiatria, presentemente, institui a laborterapia para que os enfermos da alma se recuperem, pela atividade edificante.


Para o espírita, portanto, a Vida e o Universo surgem ajustados à lógica e esclarecidos na verdade.


Apelemos para os recursos da prece, a fim de que sejamos sustentados em nossos próprios deveres, reconhecendo, porém, que Deus não é vendedor de graças ou doador de obséquios, em regime de exceção, e sim o Criador Incriado, perfeito em todos os seus atributos da justiça e de amor.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 51. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 

segunda-feira, maio 19, 2025

Homenagem à Minha Mãe - Há 27 anos , retornou à Pátria Espiritual...





Há 27 anos , minha querida mãe retornou à Pátria Espiritual...




Carta a minha mãe

 Momento Espírita

 

Mãe, quando eu comecei a escrever esta carta, usei a pena do carinho, molhada na tinta rubra do coração ferido pela saudade.


As notícias, arrumadas como pérolas em um fio precioso, começaram a saltar de lugar, atropelando o ritmo das minhas lembranças.

 

Vi-me criança orientada pela sua paciência. 


As suas mãos seguras, que me ajudaram a caminhar.

 

E todas as recordações, como um caleidoscópio mental, umedeceram com as lágrimas que verteram dos meus olhos tristes.

 

Assumiu forma, no pensamento voador, a irmã que implicava comigo.

 

Quantas teimas com ela. 


Pelo mesmo brinquedo, pelo lugar na balança, por quem entraria primeiro na piscina.

 

Parece-me ouvir o riso dela, infantil, estridente. 


E você, lecionando calma, tolerância.

 

Na hora do lanche, para a lição da honestidade, você dava a faca ora a um, ora a outro, para repartir o pão e o bolo.

 

Quantas vezes seu olhar me alcançou, dizendo-me, sem palavras, da fatia em excesso por mim escolhida.


As lições da escola, feitas sob sua supervisão, as idas ao cinema, a pipoca, o refrigerante.

 

Quantas lembranças, mãe querida!

 

Dos dias da adolescência, do desejar alçar voos de liberdade antes de ter asas emplumadas.

 

Dos dias da juventude que idealizavam anseios muito além do que você, lutadora solitária, poderia me oferecer.

 

Lágrimas de frustração que você enxugou. 


Lágrimas de dor, de mágoa que você limpou, alisando-me as faces.

 

Quantas vezes ouço sua voz repetindo, uma vez mais:

 

Tudo tem seu tempo, sua hora! 


Aguarde! 


Treine paciência!

 

E de outras vezes:

 

Cada dia é oportunidade diferente. 


Tudo que você tem é dádiva de Deus, que não deve desprezar.

 

A migalha que você despreza pode ser riqueza em prato alheio. 


O dia que você perde na ociosidade é tesouro jogado fora, que não retorna.

 

Lições e lições.

 

A casa formosa, entre os tamarindeiros assomou na minha emoção.

 

Voltei aos caminhos percorridos para invadi-la novamente, como se eu fosse alguém expulso do paraíso, retornando de repente.

 

Mãe, chegou um momento em que a carta me penetrou de tal forma, que eu já não sabia se a escrevera.

 

E porque ela falava no meu coração dorido, voei, vencendo a distância.

 

E vim, eu mesmo, a fim de que você veja e ouça as notícias vibrando em mim.

 

Mãe, aqui estou. 


Eu sou a carta viva que ia escrever e remeter a você

 

Entre as quadras da vida e as atividades que o mundo o envolve, reserve um tempo para essa especial criatura chamada mãe.

 

Não a esqueça. 


Escreva, telefone, mande uma flor, um mimo.

 

Pense quantas vezes, em sua vida, ela o surpreendeu dessa forma.

 

E não deixe de abraçá-la, acarinhá-la, confortar-lhe o coração.

 

Você, com certeza, será sempre para ela, o melhor e mais caro presente.

 

Redação do Momento Espírita, com frases do cap. XVI do livro Pássaros livres, pelo Espírito Rabindranath Tagore, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Disponível no CD Momento Espírita v.18, ed. Fep.Disponível em www.momento.com.br.







 Minha Mãe, Uma Alma Maravilhosa, Perfumada e Repleta de Amor ... Saudades Eternas... 


Repetindo as lindas metáforas da saudosa escritora Ana Jácomo,  minha mãe como sua avó, era uma alma perfumada.


"Perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores.


A minha, foi uma delas.

 

 

E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado, que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou.


E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada, se vestiu de  [...]Minha  Mãe , para me falar de amor".

 

As metáforas de Ana Jácomo , são maravilhosas  em especial a que se refere às almas perfumadas, porque hoje sabemos que os sentimentos também têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia.


Nestes dias em que relembramos mais um ano do seu retorno à Pátria Espiritual, pedimos a Deus que as nossas vibrações de carinho, de amor, de gratidão cheguem até ela não só nesta data mas em todas os demais dias.

 

Mãe, receba o nosso buquê de amor, carinho, gratidão e tudo mais que nos legou com tanto amor e dedicação ...

 

Tenha dias muito felizes, junto aos nossos amores que também já retornaram à Pátria Espiritual e unidos pelos Laços de Amor, festejam esses dias com imensa alegria, por estarem tão próximos aos trabalhadores de Jesus e das Vibrações da Mãe Santíssima, que a senhora tanto nos ensinou a amar e respeitar!

Com muito Amor!





Quando Sofreres - Emmanuel

 



 Quando Sofreres

Emmanuel

G - Cap. III - Item 5


Quando sofreres, pensa no indefinível poder de renovação que flui dos vencidos!...


Os gritos dos déspotas da antiguidade que pompeavam irrisório triunfo desapareceram, encaminhados pela morte à piedade da cinza para se lhes apagasse a memória, mas a justiça tomou as lágrimas de quantos lhes caíram sob os carros sanguinolentos para gravar as leis que enobrecem a Humanidade.


Os sarcasmos dos que traficavam com a vida dos semelhantes foram abafados na estreiteza do túmulo, mas o pranto dos escravos, que cambaleavam aos rebenques do cativeiro, lavou os olhos das nações conscientes, para que contemplassem o clarão inextinguível da liberdade.


Quando sofreres por alguém ou por alguma causa nobre, medita naquele que a Sabedoria Divina enviou à Terra, para o engrandecimento de todos.


A Eterna Bondade fê-lo nascer, sob cânticos angélicos ao fulgor de uma estrela, e consentiu que se lhe negasse um berço entre os homens.


Situou-lhe a divina embaixada, entre aqueles que detinham no mundo as mais elevadas noções religiosas e não impediu lhe ignorassem a presença.


Dotou-o de carismas sublimes com que reerguesse os paralíticos e iluminasse os cegos e deu-lhe a estrada por moradia.


Colocou-lhe a ciência do Universo na palavra simples, mas não lhe deu qualquer cenáculo de pedra aos ensinos, conquanto providenciasse para que os deserdados e os enfermos, os cansados e os infelizes lhe integrassem a assembleia de ouvintes na largueza do campo.


Revestiu-lhe a influência pessoal com todos os atributos do bem e deixou que o mal lhe alcançasse o círculo dos amigos mais íntimos.


E quando lhe tapizaram o caminho com palmas de vitória, no intuito de lhe entregarem o cetro da autoridade, permitiu que a sombra envolvesse aqueles que mais o admiravam e, quase defronte a eminência do Moriah, em cujo tope se erguia o templo de Salomão, como sendo o mais suntuoso dos monumentos levantados na Terra, em louvor do Deus único, não obstou se lhe desse um monte desolado para a morte num lenho entre malfeitores, a fim de que ele formasse entre os milhões de aflitos e incompreendidos de todos os tempos!...


*

Quando sofreres para que haja bondade e verdade, felicidade e concórdia, pensa em Cristo e compreenderás que ninguém consegue realmente auxiliar a ninguém sem amor e sem dor.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 50. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 

domingo, maio 18, 2025

Testamento Natural - André Luiz

 

 Testamento Natural

André Luiz

E - Cap. XVI - Item 15


Por muito aspire o homem ao isolamento pertencerá ele à coletividade que lhe plasmou o berço, da qual recebe influência sobre a qual exerce influência a seu modo.


Alguém pode, sem dúvida, retirar-se da atividade cotidiana com o pretexto de garantir-se contra os erros do mundo, mas enquanto respira no mundo, ainda que o não deseje, prossegue consumindo os recursos dele para viver.


Qualquer pessoa, dessa forma, deixa ao desencarnar, a herança que lhe é própria.


No que se refere às posses materiais, há no mundo testamentos privados, públicos, conjuntivos, nuncupativos, entretanto, as leis divinas escrituram igualmente aqueles de que as leis humanas não cogitam, os testamentos naturais que o espírito reencarnado lega aos seus contemporâneos através dos exemplos.


Aliás, é preciso recordar que não se sabe, a rigor, de nenhum testamento dos miliardários do passado que ficasse no respeito e na memória do povo, enquanto que determinados gestos de criaturas desconsideradas em seu tempo são religiosamente guardados na lembrança comum.


Apesar do caráter semi-lendário que lhes mercam as personalidades, vale anotar que ninguém sabe para onde teriam ido os tesouros de Creso, o rei, ao passo que as fábulas de Esopo, o escravo, são relidas até hoje, com encantamento e interesse, quase trinta séculos depois de ideadas.


A terra que mudou de dono várias vezes não é conhecida pelos inventários que lhe assinalaram a partilha e sim pelas searas que produz.


Ninguém pode esquecer, notadamente o espírita, que, pela morte do corpo, toda criatura deixa a herança do que fez na coletividade em que viveu, herança que, em algumas circunstância, se expressa por amargas obsessões e débitos constringentes para o futuro.


Viva cada um, de tal maneira que os dias porvindouros lhe bendigam a passagem. 


Queira ou não queira, cada criatura reencarnada, nasceu entre dois corações que se encontram por sua vez ligados à certa família - família que é célula da comunidade. 


Cada um de nós responde, mecanicamente, pelo que fez à Humanidade na pessoa dos outros.


Melhoremos tudo aquilo que possamos melhorar em nós e fora de nós.


Nosso testamento fica sempre e sempre que o mal lhe orienta os caracteres é imperioso recomeçar o trabalho a fim de corrigi-lo.


Ninguém procure sonegar a realidade, dizendo que os homens são como as areias da parais, uniformes e impessoais, agitados pelo vento do destino.


A comunidade existe sempre e a pessoa humana é uma consciência atuante dentro dela.


Até Jesus obedeceu a semelhante dispositivo da vida. 


Espírito identificado com o Universo, quando no mundo, nasceu na Palestina e na Palestina teve a pátria de onde nos legou o Evangelho por Testamento Divino.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 49. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 

sábado, maio 17, 2025

Na Luz Do Trabalho - Emmanuel


 


 Na Luz Do Trabalho

Emmanuel

G - Cap. XI - Item 28


Beneficência é também agradecer o trabalho alheio e caminhar construindo.

*

Quando transites na estrada, lança um pensamento de gratidão aos que se feriram nas lajes para que a tivesses; 


fartando-te à mesa, lembra as dilacerações do lavrador tratou a semente para que o pão te regalasse; 


no lar, recorda os que te levantaram o agasalho doméstico, muitas vezes, à custa da própria vida; 


no simples copo de água que te aplaque a sede, podes meditar nos braços que se conjugaram, em múltiplas tarefas, a fim de que a recolhesses, pura, do filtro...


Em toda parte, inclina-se a vida, à frente de nós, amparando-nos, atenta, de modo a que aprendamos dela o dom de servir.


Não há fruto que apareça maduro.


Humilde molho de maravilhas que te garanta o lume exigiu laboriosa atividade da Criação.


Tudo o que existe de útil reclamou humildade, disciplina, constância, paciência.


A Sabedoria Divina tudo dispôs para que os grandes e os pequenos se entrelacem, na sustentação do bem eterno, conservando cada qual em seu nível de distinção.


O sol alimenta o verme. 


O verme abunda a terra.


A planta nutre o sábio. 


O sábio ergue a escola.


Por mais brilhe no firmamento, a estrela não faz o papel da flor que perfuma e o oceano imponente não substitui o regato, que canta ignorado nas entranhas da gleba, para que o vale se coroe de verdura.


*

Tudo se esforça, junto de nós, para que a alegria nos sobeje, além do necessário.


Se já atingiste o discernimento iluminado pela convicção da imortalidade, possuis bastante acústica no raciocínio para assinalar o apelo constante da vida: trabalha, trabalha!...


Se já sabes que outros mundos se seguem a este mundo por degraus da evolução, não desconheces que o teu merecimento, aqui ou além, será medido por duas obras.


Não te dês, assim, ao logro do desânimo e nem te confies ao perigoso luxo de tédio.


Reflitamos nas forças do Universo, que nos servem infatigavelmente sem perguntar, e para que a beneficência se nos alteie, genuína, do coração, trabalhemos e trabalhemos.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita, cap 48. Trabalho E Evolução :  Ilustração Reproduzida da Internet.