Pachelbel - Canon In D Major

quinta-feira, maio 17, 2012

A chama da alma- Momento Espírita




A chama da alma

Havia um rei que apesar de ser muito rico, tinha a fama de ser um grande doador, desapegado de sua riqueza.

De uma forma bastante estranha, quanto mais ele doava ao seu povo, auxiliando-o, mais os cofres do seu fabuloso palácio se enchiam.

Um dia, um sábio que estava passando por muitas dificuldades, procurou o rei.

Ele queria descobrir qual era o segredo daquele monarca.


Como sábio, ele pensava e não conseguia entender como é que o rei, que não estudava as sagradas escrituras, nem levava uma vida de penitência e renúncia, ao contrário, vivia rodeado de luxo e riquezas, podia não se contaminar com tantas coisas materiais.


Afinal, ele, como sábio, havia renunciado a todos os bens da terra, vivia meditando e estudando e, contudo, se reconhecia com muitas dificuldades na alma.

Sentia-se em tormenta. E o rei era virtuoso e amado por todos.


Ao chegar em frente ao rei, perguntou-lhe qual era o segredo de viver daquela forma, e ele lhe respondeu:

“Acenda uma lamparina e passe por todas as dependências do palácio e você descobrirá qual é o meu segredo.”


Porém, há uma condição: se você deixar que a chama da lamparina se apague, cairá morto no mesmo instante.


O sábio pegou uma lamparina, acendeu e começou a visitar todas as salas do palácio.

Duas horas depois voltou à presença do rei, que lhe perguntou:

“Você conseguiu ver todas as minhas riquezas?”


O sábio, que ainda estava tremendo da experiência porque temia perder a vida, se a chama apagasse, respondeu:

“Majestade, eu não vi absolutamente nada. Estava tão preocupado em manter acesa a chama da lamparina que só fui passando pelas salas, e não notei nada.”


Com o olhar cheio de misericórdia, o rei contou o seu segredo:

“Pois é assim que eu vivo. Tenho toda minha atenção voltada para manter acesa a chama da minha alma que, embora tenha tantas riquezas, elas não me afetam.”


“Tenho a consciência de que sou eu que preciso iluminar meu mundo com minha presença e não o contrário.”


O sábio representa na história as pessoas insatisfeitas, aquelas que dizem que nada lhes sai bem. Vivem irritadas e afirmam ter raiva da vida.


O rei representa as criaturas tranquilas, ajustadas, confiantes. Criaturas que são candidatas ao triunfo nas atividades que se dedicam. São sempre agradáveis, sociáveis e estimuladoras.


Quando se tornam líderes, são criativas, dignas e enriquecedoras.


Deste último grupo saem os que promovem o desenvolvimento da sociedade, os gênios criadores e os grandes cultivadores da verdade.


***

Com ligeiras variações, é o lar que responde pela felicidade ou a desgraça da criatura. É o lar que gera pessoas de bem ou os candidatos à perturbação.


É na infância que o espírito encarnado define a sua escala de valores que lhe orientará a vida.


Por tudo isto, o carinho, na infância, o amor e a ternura, ao lado do respeito que merece a criança, são fundamentais para a formação de homens saudáveis, ricos de beleza, de bondade, de amor que influenciam positivamente a sociedade onde vivem.


Em nossas mãos, na condição de pais, repousa a grande decisão: como desejamos que sejam os nossos filhos tranquilos como o rei ou atormentados como o sábio.



Equipe de Redação do Momento Espírita. Disponível em www.momento.com.br

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