Pachelbel - Canon In D Major

segunda-feira, setembro 16, 2013

Trabalho e dinheiro - Momento Espírita





Trabalho e dinheiro



Não raro, escutamos, em termos de chacota, um ou outro companheiro desdizer da necessidade de se trabalhar, inconformado com quem inventou o trabalho.


Imaginam esses, em uma análise superficial, que o ideal da vida seria não ter que trabalhar, e que a necessidade do trabalho é castigo a se impor sobre cada um de nós.


Desejam ganhar na loteria, ter a vida financeira garantida, para não precisar fazer nada.


Porém, se esquecem de imaginar o que seria uma vida sem ocupações e obrigações profissionais.


O que seriam nossas vidas sem ter a preocupação de dar conta de nossas obrigações e necessidades materiais, econômicas?


O que faríamos nas infindáveis horas vagas e vazias em que se tornaria a nossa existência?


Alguns pensamos que, nessa situação, poderíamos ter uma vida de luxo, de gastos exorbitantes, de consumo exagerado, de viagens extravagantes.


Sonhamos com o ócio, com as atividades de lazer sucedendo-se umas às outras, já que a vida se converteria apenas nisso.


Seria uma sequência de consumo, de regalias, de diversões das mais variadas.


Porém, esquecemos os que assim sonhamos, que a vida, nessa situação, correria o grande risco de também perder o significado, ficar vazia, não ter mais propósito.


Não é por acaso que, por vezes, alguns que muito têm, alguns para os quais os bens materiais surgem em abundância, perdem-se em si mesmos, e acabam afogados em ilusões.


Ao se darem conta do pouco significado que permitiram se tornasse sua vida, buscam fugir de realidade tão dura, embora esteja ela cercada de ouro e de conforto material.


Assim, enveredam no consumo de drogas alienantes, permitem-se o consumo desenfreado do álcool, buscam evadir-se de si mesmos.


Resumiram suas vidas a prazeres efêmeros e sem objetivos a longo prazo. Como consequência, encontram uma vida sem propósito e com dificuldade de justificá-la.


*   *   *


Ao desejarmos ganhar na loteria, ou sonharmos possuir grandes somas de dinheiro, importante analisemos se teríamos capacidade e estrutura emocional para tal empreitada.


Aquele portador de fortuna também tem suas obrigações perante a Providência Divina.


Deve bem empregar seus bens, gerando empregos, bem-estar social, fomentando o crescimento e melhorando a sociedade onde permanece.


Por isso, se a Providência Divina ainda não programou para nós o desafio da riqueza, existem motivos imperiosos.


Conhecendo as fragilidades que trazemos na alma, percebe a Divindade que a facilidade e o excesso do dinheiro trariam enormes dificuldades para nosso progresso.


Dessa forma, antes de sonharmos com ganhar na loteria, imaginando que a felicidade somente mora onde está o dinheiro, reflitamos se trazemos na alma estrutura para tamanha responsabilidade.


Lembremos que o trabalho, seja ele qual for, será sempre bênção Divina a nos manter no prumo, ensinando-nos a disciplina, a responsabilidade, o sentido do dever e a perseverança.


E mesmo que fôssemos detentores de grande fortuna, ainda e sempre não poderíamos relegar o trabalho de ilustrar a nossa mente, de forma contínua; nem de aprimorarmos habilidades, obedecendo à lei do progresso.





Redação do Momento Espírita. Disponível em www.momento.com.br.

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