Pachelbel - Canon In D Major

sábado, janeiro 03, 2015

Como marco o mundo com a minha presença ? - Jeanete W. Scheibe







Como marco o mundo com a minha presença ?




Como posso contribuir? Participar em que?

Como transformar o desassossego em veículo de reflexão e ação.



Que cada um de nós é único, é singular, todos nós sabemos.


Que a vida de cada um é vi­vida em diversos papéis, de marido e esposa, de pai e mãe, de profissi­onal, de cidadão, de amigo e tantos outros, é indiscutível.


Todos sabem o esforço que fazem e como é difícil conciliar e ter um equilíbrio razoá­vel nestes papéis.


O que, às vezes, não está muito claro para as pessoas é o impacto que as suas vidas causam nos ou­tros e no meio em que vivem.


Será que fazem diferença? 

Como influ­enciar a história do mundo, de sua cidade, de seu bairro com a história de suas vidas?

Estão ajudando a construir um mundo diferente, um mundo melhor, já que este que vivemos não agrada a ninguém?


O ano de 2001 comemorou o Ano Internacional do Voluntariado e, como é bom consta­tar, este numeroso e valoroso exér­cito de pessoas, que de alguma forma, acordaram para a idéia de que po­dem fazer a diferença para melhor.


Como marco o mundo com a minha presença, além de ser uma profunda indagação existencial, nos provoca uma grande inquietude pessoal que nos desaloja, nos de­sassossega.


Como posso contribuir? 

Participar em que?

Como posso transformar o desassossego em matéria prima para reflexão e ação?


Trabalhar para o bem comum, par­ticipar de um processo de construção humana, contribuir e ser um agente ativo de transformação pode ser rea­lizado de inúmeras maneiras.

Existem hoje entidades, ONGs, grupos mais ou menos organizados de voluntários que atuam em educação, saúde, pre­servação ambiental, família, crianças e adolescentes, idosos, alfabetização, entre tantos outros focos.


O processo de escolha é individu­al e exige uma opção consciente, responsável para que, de fato, as­sumamos o compromisso de fazer a nossa parte na construção de um novo mundo.


O filme "Impulsionando as Águas" que pode ser alugado ou adquirido da Siamar, apresenta cinco aspec­tos que nos ajuda, neste processo.

Vale tanto para indivíduos como para organizações.


O primeiro aspecto é a auto‑estima .

É o que penso e o que faço a meu respeito.

Auto‑estima é a soma da auto‑confiança com o auto‑respeito.

Não é competitivo e nem comparativo.

Nossas reações são de­terminadas por quem e pelo que pensamos que somos.

É a chave para o sucesso ou o fracasso.

A compreensão de nós mesmos influ­encia todas as nossas escolhas signi­ficativas.

Por isso, a importância de termos uma auto‑estima adequada.


O segundo aspecto cuida da ne­cessidade de estabelecermos uma visão, uma meta, um sonho e como podemos realizar o nosso sonho, criando metas claras, possíveis e exeqüíveis que poderão ser alcan­çadas através de um planejamento.


O propósito que nos anima é nosso terceiro aspecto.

"É a resolu­ção de lutar para atingir a meta estabelecida, é a razão de viver e lutar, é acreditar que há algo a realizar neste mundo, além de nós".



O quarto aspecto é o compromis­so íntimo, que cada um estabelece consigo mesmo, de perseguir com empenho, com dedicação, os obje­tivos e as metas que fixou.

É a res­ponsabilidade que se sente mesmo no trabalho voluntário.

É a consciên­cia de que a luta, o trabalho escolhi­do vale a pena e faz a diferença.


Por fim, o último elemento é a contribuição que cada um de nós, dentro de suas características pes­soais ‑ qualificação, habilidades, experiência, conhecimento , pode dar para melhorar um pouco mais seu bairro, sua comunidade, seu trabalho, sua família.


Um ditado africano é muito ilus­trativo quando diz:


"O mundo que temos hoje nas mãos, não nos foi dado por nossos pais, mas na verdade, ele nos foi emprestado por nossos filhos".


Que tipo de mundo entregare­mos para as gerações futuras? Como estamos marcando nossa presença no mundo?


Jeanete W. Scheibe

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