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quinta-feira, outubro 25, 2012

Arte e ciência de ajudar - Joanna de Ângelis






Arte e ciência de ajudar

Joanna de Ângelis



A indiferença ante a dor do próximo é congelamento da emoção, que merece combate.


À medida que o homem cresce espiritualmente, mais se lhe desenvolvem no íntimo os sentimentos nobres.


Certamente não se devem confundi-los com os desregramentos da emotividade; igualmente não se os podem controlar a ponto de tornar-se insensível.


No bruto, a indiferença é o primeiro passo para a crueldade, porta que se abre na emoção para inúmeros outros estados de primitivismo.


A indiferença coagula as expressões da fraternidade e da solidariedade, ensejando a morte do serviço beneficente.


O antídoto para este mal, que reflete o egoísmo exacerbado, é o amor.

*

Se não pretendes partilhar do sofrimento alheio, ao menos minora-o com migalhas do que te excede.


Se não queres conviver com a dor do teu irmão, ajuda-o a tê-la diminuída com aquilo que te esteja ao alcance.


Se defrontas multidões de necessitados e não sabes como resolver o problema, auxilia o primeiro que te apareça, fazendo a tua parte.


Se te irrita a lamentação dos que choram, silencia-a com o teu contributo de amizade.


Imagina-te no lugar de algum d’Eles e saberás o que fazer, como efeito natural do que gostarias que alguém fizesse por ti.

*

Ninguém está seguro de nada, enquanto se encontra na Terra.


A roda das ocorrências não pára.


Quem hoje está no alto, amanhã terá mudado de lugar e vice-versa.


E não só por isso.


Quem aprende a abrir a mão em solidariedade, termina por abrir o coração em amor.


Dá o primeiro passo, o mais difícil. Repete-o, treina os sentimentos e te adaptarás à arte e ciência de ajudar.

*

Há quem diga que os infelizes de hoje estão expiando os erros de ontem, na injunção de carmas dolorosos.


Ajudá-los, seria impedir que os resgatassem.


É correto que a dor de agora procede de equívocos anteriores, porém, a indiferença dos enregelados, por sua vez, está-lhes criando situações penosas para mais tarde.


Quem deve paga, é da Lei. Mas, quem ama, dispõe dos tesouros que, quanto mais se repartem, mais se multiplicam.


 É semelhante à chama, que acende outros pavios e sempre faz arder, repartindo-se, sem nunca diminuir de intensidade.


Faze pois, a tua opção de ajudar e o mais a Deus pertence.





FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis . Momento de Meditação, CAP.9 , p. 11. 

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