Pachelbel - Canon In D Major

domingo, abril 28, 2013

O choro da estrela - Momento Espírita





O choro da estrela




Conta uma lenda que, certo dia, caminhava Deus, sossegadamente, pelo Universo.



Contemplava a Sua criação, verificando se tudo estava correndo bem.



Em certo ponto de Sua caminhada, deparou com uma estrela, num choro convulsivo.



Aproximou-se e com Seu carinho de Pai, perguntou: 



Por que você chora, minha filha?



A estrela, em pranto, mal conseguia falar:



Sabe, meu Pai, estou triste. 


Não consigo achar uma razão para a minha existência. 



O sol, com todo o seu brilho, fornece calor, luz e energia. 



Serve especialmente ao planeta azul e as pessoas ali o esperam todos os dias, alegrando-se com o seu surgimento.



As estrelas cadentes alimentam os sonhos dos românticos que as contemplam, maravilhados.



Os cometas geram dúvidas e mistérios, movimentando cientistas de todo lugar para os estudar e analisar. 


Todos são importantes. 



Todos, menos eu. 



Eu fico aqui parada, sem utilidade nenhuma.



Deus ouviu tudo atentamente. 


Com paciência, decidiu explicar para a estrela os porquês de sua existência.



Porém, nesse instante, uma voz interrompeu o diálogo. 


Era uma voz que vinha de longe, uma voz infantil.



Era uma criança, que caminhava com sua mãe, em um dos planetas da região.



A criança dizia: Veja, mamãe! O dia já vai nascer!



A mãe ficou um tanto confusa. 



Como podia uma criança que mal sabia as horas, saber que o sol logo nasceria, se tudo ainda estava escuro?



Como você sabe disso, meu filho?



E a criança alegre respondeu: 



Veja aquela estrela, mamãe! 



Papai me disse que ela anuncia o novo dia.



Ela sempre aparece um pouco antes do sol, e aponta o lugar de onde o sol vai sair.



Ouvindo aquilo, a estrela se pôs a chorar. Mas de emoção.



Não era mais preciso que Deus lhe explicasse o motivo da sua existência. 



Como tudo o que Ele criou, ela também tinha uma razão de ser.



Era a estrela que anunciava o novo dia. 


E com o novo dia, se renovam sempre as esperanças, os sonhos.



Ela servia para orientar os homens, indicando-lhes o caminho a percorrer.



Quando a vissem, eles poderiam ter certeza que logo mais o sol surgiria, abrilhantando tudo, espancando a escuridão da noite, secando as estradas da chuva torrencial das horas anteriores, aquecendo as manhãs frias.



A estrela, sentindo-se imensamente útil, encheu-se de felicidade e brilhou com mais intensidade.



Descobrira, enfim, como ela era importante e indispensável ao ciclo da vida.


*   *   *



Todos temos uma razão para existir, mesmo que ainda não a tenhamos descoberto.



Alguns nascem para ser estrela de outras vidas, orientando-as na caminhada.



Outros nascem para iluminar estradas, conduzir mentes, acalentar corações.



Muitos nascem para ser o suporte de outros, em sua trajetória de glórias e sucessos.



Se você ainda não descobriu porque está na Terra, eleja a si próprio estrela de luz e comece a semear amor e espalhar alegrias ao seu redor.



Assim, você iluminará a sua própria vida, iluminando todos que estão à sua volta.





Redação do Momento Espírita, com base no artigo O choro da estrela, de autoria ignorada. Disponível em www.momento.com.

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