Pachelbel - Canon In D Major

sexta-feira, julho 05, 2013

Autocura - Joanna de ngelis




AUTOCURA





Joanna de ngelis 



Diante de sofrimentos advindos, particularmente, de enfermidades, deve-se levar em considerao alguns fatores, a fim de propiciar-se a autocura.






1 -Observe o seu pensamento, o seu teor referencial, a fim de que irradie energias positivas, saudveis




A atitude imediata desejar-se a sade com fervor, no porque se queira libertar-se da doena, pura e simplesmente. A libertao de uma enfermidade, se no produz o engajamento do paciente em atividades psquicas e fsicas positivas, faculta a presena de outras doenas.




O anseio por adquirir a sade deve estar acompanhado de objetivos edificantes, que podem ser colimados, e no do interesse imediato pelos prazeres que se deseje fluir, descarregando ondas de energia negativa nos intricados mecanismos perispirituais responsveis pela ao posterior.





Esse desejo de sade firmado na crena e na certeza de que o "Pai no quer a destruio do pecador, mas, a do pecado"; e quem defrauda a lei deve recompor-se perante ela.




A firmeza do desejo, sem ansiedades nem tormento, a fim de que se no tome uma imposio, mas sim, uma solicitao, concede tranquilidade ao enfermo, constituindo um primeiro resultado precedente a cura. De imediato, deve-se concentrar na sade, considerar-lhe a validade, a abundncia de possibilidades edificantes que propicia, de realizaes produtivas, de efeitos benficos para si e para a coletividade.




Ao concentrar-se nela, que se entregue de corpo e alma aos resultados que adviro, deixando-se impregnar pelo otimismo com irrestrita confiana em Deus, trabalhando mentalmente pela restaurao das foras combalidas em continuo esforo a favor do bem-estar.




O cime,




A rebeldia,




A irritao,




A ansiedade e o inconformismo,




devem ser rejeitados, sempre que se insinuem nas paisagens mentais, por serem portadores de raios destruidores que atingem os fulcros celulares e os desarranjam, alterando-lhes o ritmo e a multiplicao.




As idias enobrecedoras, os planos de futura ao benfica, so portadores de energia equilibrante, que estimula os complexos campos celulares, propiciando-lhes harmonia e produtividade.




Nesse esforo, de bom alvitre visualizar a sade e incorpor-la.




O indivduo deve concentrar-se numa viso saudvel, projetando-se no tempo em condies de equilbrio; ver-se recuperado, assumindo responsabilidades e desenvolvendo as atividades que pretende encetar.




Essa projeo mental reestrutura os mecanismos do perisprito, afetado, recompondo-lhe o campo, e que resultam os efeitos em forma de sade, de harmonia e entusiasmo.




Os pacientes, em geral, com as excees naturais, sempre visualizam o estado de agravamento do mal que os aflinge, atirando no organismo projteis mentais destrutivos.




No poucas vezes, Jesus afirmou aqueles doentes que O buscavam, se quiseres, j que queres, concluindo:



- Levanta-te e anda, v-se limpo, conforme a enfermidade com que se faziam objeto. Naquele momento, o enfermo saa do campo vibratrio de sombras, no qual se homiziava, e abria-se a energia vigorosa do Benfeitor Divino, que lhe alterava a rea de desordem, restaurando-lhe a sade.




Assim, visualizar-se com sade no futuro e programar-se em ao constituem fatores fundamentais para a autocura.




2 -Manter a sintonia mental com a fonte de poder




Todo o amor procede de Deus, a Fonte do Poder. Como consequncia, a sintonia mental do paciente com a Causalidade se torna imprescindvel para a recuperao da sade.




Sendo a enfermidade o resultado da desarmonia vibratria dos rgos que compe a maquinaria orgnica, permitindo a proliferao dos elementos destrutivos, todo trabalho de regularizao deve partir da energia para o corpo, do esprito para a matria.




Desse modo, a identificao mental do necessitado com a Fonte Geradora de Vida torna-se essencial para o restabelecimento da harmonia.




Assim, o cultivo das idias positivas favorece a identificao com as faixas vibratrias mais elevadas, produzindo a sintonia necessria com o Poder Supremo.




A orao outro veculo por meio do qual se produz a sintonia mental com Deus. Ela faculta uma anlise das necessidades humanas em relao s finalidades essenciais da existncia, ao tempo em que propicia o relaxar das tenses, estimulando as foras enfraquecidas e renovando-as, graas ao que se abrem as possibilidades de recuperao da sade.




Habituado aos pensamentos vulgares, agindo sob impulsos de depresso ou de violncia, o individuo intoxica-se de vibraes deletrias, que mais o perturbam e o enfermam.




A mudana de diretriz mental, as fixaes de idias saudveis geram uma psicosfera harmoniosa que produz condies propiciatrias ao bem-estar, em sintonia inicial com a sade.




Quem aspira ao oxignio puro mais se desintoxica, ampliando a prpria capacidade respiratria.




De igual modo, a sintonia mental com a Fonte o Poder propicia reabastecimento de energias saudveis, que reinstalam no organismo o equilbrio perdido, restabelecendo a harmonia vibratria que fomenta o predomnio dos agentes da sade.




Mesmo diante da aparente demora de recuperao justo que se processe a sintonia, que somente benefcios emocionais, psquicos e orgnicos proporcionam.




O ser deve elevar-se a Deus, no apenas para pedir e buscar benefcios imediatos, mas, tambm, para manter-se em harmonia com a prpria vida.




Tal estado de sintonia abre as portas da percepo extrafisica inspirao, ao equilbrio e coragem para enfrentar quaisquer vicissitudes e situaes aflingentes imprevisveis ou no.




Quando algum se eleva a Deus, ergue com o seu gesto toda a humanidade. A sintonia com Ele, Fonte de Poder, causa de felicidade e fator de paz.





3 - Cuidar do descanso, da dieta, da higiene, mantendo ordem nas atividades




Descanso:


O descanso fsico de alta importncia no programa da autocura, todavia, o repouso mental, advindo da harmonia dos pensamentos, torna-se vital, um fator imprescindvel para a instalao da sade.




Uma mente em repouso no significa em ociosidade, antes, em ao positiva, que gera equilbrio.




Esse, proporciona descanso das excitaes, das emoes e sensaes perturbadoras, geratrizes de doenas, de sofrimentos.




As leituras edificantes e otimistas, ricas de esperana, propiciam repouso mental e fsico, predispondo o organismo a calma, a harmonia.




Esse descanso, igualmente pode ser conseguido, por uma alimentao bem balanceada, na qual se evitem os excessos de qualquer natureza, especialmente aqueles de assimilao difcil, muito ricos em calorias e de digesto demorada.




Alimentao para a vida, respeitando os limites impostos pela enfermidade, ao invs da vida para a alimentao, que complica as funes do organismo alquebrado, que necessita de todas as resistncias para vencer o estado de desgaste.




Higiene:




A higiene tambm desempenha papel preponderante na reconquista da sade. Ela faculta mais ampla eliminao de toxinas, ao tempo que proporciona agradvel sensao de leveza.




A higiene fsica tambm impe a de natureza mental, cujo complexo, quando poludo pelas preferncias perniciosas, exterioriza a desagregao das engrenagens orgnicas, a semelhana de ferrugem em pecas mecnicas que se devem ajustar harmoniosamente.




Esses fatores pem ordem nas atividades que a doena no interrompe, ou naquela que, no obstante o problema da sade merece reflexo, programao para posterior execuo.




Quem no se programa sofre as surpresas da improvisao com os danos, porventura, presentes.




O leito de enfermidade lugar para acuradas meditaes e estabelecimento de metas, que a agitao do cotidiano em outra situao no permite.




Ao mesmo tempo, a reviso dos atos e comportamentos torna-se oportuna, buscando descobrir a gnese de alguns dos males ora desencadeados ou os efeitos das aes impensadas que geraram os distrbios agora sofridos.




A degenerescncia orgnica fcil e rpida, enquanto que a sua recuperao e complexa e demorada.




Toda construo e reedificao exigem tempo e experincia, no ocorrendo o mesmo com a ao destrutiva.




A vida saudvel, portanto, so os esforos concentrados para a manuteno dos equipamentos da maquinaria corporal, sob equilibrado comando do esprito.




Certamente encontramos corpos sadios e de aparncia harmoniosa, sob a direo de espritos frvolos, ignorantes e at perversos.




natural a ocorrncia, que passar a um plano lamentvel no futuro, em razo do seu mau uso atual, exigindo lenta e sofrida recuperao mediante enfermidades dilaceradoras, dolorosas.




da Lei Divina, pois ningum malbarata o patrimnio da vida, sem experimentar as suas funestas conseqncias.




Da mesma forma, com frequncia, so encontrados corpos mutilados e padecentes, nos quais habitam espritos sadios, ditosos.



So eles os mestres da abnegao, que acima dos limites orgnicos, sem qualquer angstia, lecionam coragem diante da, do e ressarcem antigos dbitos, que ficaram nas pginas do tempo e agora se apresentam para proporcionar a libertao total de quem os adquiriu.




Em toda a Criao vige a lei de igualdade, graas a qual ningum frui de felicidade em carter de exceo.




A luta o clima por onde passam todos os seres na via de evoluo.





4 - Canalizao dos pensamentos e das emoes para o amor, a compaixo, a justia, a equanimidade e a paz




A preservao do pensamento otimista predispe a um estado emocional receptivo sade.




Fcil, pois, se torna canaliz-lo para as expresses nobilitantes do amor, da compaixo, da justia, da equanimidade e da paz.





Amor:


O amor, que o elo mgico que unir todas as criaturas um dia, deve ser cultivado na condio de experincia nova, que o exerccio converter em um hbito, em um estado normal do esprito.




A sua fora restaura a confiana nos homens e na vida, porquanto, a sua presena conduz estmulos, facultando que, periodicamente, o sangue receba renovao de cargas de adrenalina, produzindo revigoramento orgnico.




Atravs da sua tica os acontecimentos apresentam angulaes antes no percebidas, permitindo que as emoes no se entorpeam, nem se exaltem, ao mesmo tempo em que predispe o individuo a compaixo, fator humanizador da criatura.




Quando as foras conjugadas do medo e da ira, da mgoa e da vingana, do cime e do dio comeam a perturbar a emoo, o sentimento de compaixo pelo algoz, apresentando-o frgil e vulnervel, evita que o desequilbrio trabalhe em favor da agressividade por parte da vtima.




Esta passa a ver o seu adversrio como sendo um doente da alma, que ignora a gravidade do prprio mal, e, ao invs de derrapar na animosidade, envolve-o em ondas de simpatia, de compreenso, no lhe devolvendo o malefcio que dele recebeu.




No quadro das doenas que abalam os homens, encontramos instalados no perispirito varias matrizes de dio, de ressentimento, de azedume, em relao a outras pessoas.





Compaixo:


O amor propicia a compaixo que se gostaria de receber, caso a situao fosse oposta, diminuindo a intensidade do golpe recebido e anulando-lhe os efeitos danosos.




Ela fala sobre a justia inexorvel de Deus que alcana a todos e prope a bondade para com o opositor, concientizando-o, embora indiretamente, de que o mal sempre pior para quem o pratica.






Justia:




A justia, por sua vez, jaz insculpida na conscincia de cada pessoa que pode ser anestesiada por algum tempo, jamais, porm, impossibilitada de manifestar-se. O equivocado conhece o seu erro, mesmo quando disfara, e assim procede porque lhe sabe a procedncia




Encobrir uma ferida no impede que ela permanea decompondo a rea, na qual se encontra instalada.




A justia na conscincia impe a reparao do delito e das suas conseqncias infelizes, induzindo as vtimas a que no assumam a postura de cobradores, j que as leis soberanas dispem de recursos que impedem se contraiam novos, quando se corrigem velhos dbitos.



Para culminar o seu objetivo, tem ela que ser estruturada na equanimidade, que discerne como aplic-la, sem o contributo emocional da paixo de qualquer natureza, porm com a finalidade superior de corrigir sem desforo e recuperar sem maus-tratos.





Equanimidade:




O sentimento de equanimidade nasce da razo que discerne e da emoo que compreende, fazendo que o recurso, o mtodo de reeducao seja o mesmo para todos os incursos nos seus cdigos, no sendo severa em demasia para uns e generosa em excesso para com os outros.




A sua linha reta de ao abrange na mesma faixa todos os infratores, prodigalizando-lhes idntico tratamento.




A conscincia de amor em equanimidade prope a paz, que tira as tenses e inspira o prosseguimento da ao.




Estado ntimo de harmonia, irradia-se em sucessivas ondas de tranquilidade que se exteriorizam, promovendo a absoro e fixao das energias saudveis no organismo.




O pensamento canalizado para a paz se torna uma onda que sincroniza com a Fonte de Poder, contribuindo para o entendimento geral e a fraternidade, que o passo inicial do amor entre as criaturas.




No processo de autocura, o esprito recupera as energias gastas, vitaliza, mediante a ao do pensamento, os fulcros perispirituais e predispe-se ao resgate pelo amor, sem a inteno de negociar benefcios, antes, com a de se tornar elemento til no concerto social, membro ativo do progresso geral e no um peso desagradvel qual infeliz na economia do grupo humano onde se encontra.




Co-autor da sua recuperao, ele haure da Fonte providencial do amor de Deus as energias ss, saindo das sombras da enfermidade para as luzes da sade, disposto a contribuir decisivamente em favor do mundo melhor de hoje e de amanha, renovado, esclarecido e feliz.




Transcrito por Rochelle Raupp.






FRANCO, Divaldo Pereira pelo Esprito Joanna de ngelis . Plenitude.Cap. 9, p. 89 - 98. Salvador/BA:  Alvorada.

Disponvel em :http://www.forumespirita.net/fe/fluidoterapia/processo-de-autocura/. Acesso: 205 JUL  2013.

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