Pachelbel - Canon In D Major

quinta-feira, novembro 29, 2012

Convite à realidade - Joanna de Ângelis





Convite à realidade

Joanna de Ângelis



“Eu o sou, eu que falo contigo.” (João: capítulo 4º, versículo 26).



Fascinam-se ante a aduana colorida da ilusão.


Atravessam o pórtico dos sonhos em ansiosa busca de cousa nenhuma.


Preferem o ácido lisérgico da fantasia, a maconha embriagadora do romantismo absurdo, o estupefaciente da irrealidade...


Transladam-se de uma esfera nebulosa de dor para uma irreal jornada do planeta do gozo transitório donde retornam mais consumidos e mais desgastados...


As incursões ao reino mirabolante da vacuidade redundam em francos desaires e irreversíveis malogros íntimos.


Inutilmente alguém conseguiria evadir-se de si mesmo, porqüanto onde quer que se encontre o homem aí estarão os seus problemas afligindo.


É inegável que as viagens de recreio, o teatro e o cinema, os desportos e as experiências de ligeiros ócios proporcionam renovação, alegria. 


Isto, porém, quando funcionam como medicamento restaurador de forças, complementação que chega após tarefas cumpridas, executadas.


Sem embargo seja mui difícil catalogar as linhas definitivas da realidade —
no mundo em que estão soberanas as conquistas do conhecimento sobre as
leis físicas vigentes — todos sabemos que a vida terrena obedece a superior
planificação para enobrecedora finalidade. 


Assim, angústia moral ou limitação física, enfermidades orgânicas ou distonias emocionais, significam, não raro, tratamento reparador a que são submetidos os espíritos calcetas pelo impositivo reencarnatório da evolução.


O pântano padece imundície até o instante em que experimenta ser drenado e o solo crestado permanece árido até o momento da irrigação e da adubagem...


Retira a venda dos olhos e despedaça as lentes escuras que te impedem fixar as claridades reais da vida, promovendo o teu programa de ação eficiente onde te encontras, como te encontras. 


Nada de ilusões.


Haja o que haja, nos fugazes transes do sonho, de nada te valerão esses êxtases, pois logo tornarás à realidade do caminho, do qual somente a esforço de renovação e aprimoramento íntimo te libertarás para sintonizar com outra realidade, além das sombras e longe das agonias de hoje.


Assim, tranqüilo, afirmou Jesus à samaritana iludida, que se refugiava nas
sombras das fugas:


“Eu o sou, eu que te falo “, convocando-a à realidade da Era que ele iniciava.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de ÂNgelis. Convites da Vida , CAP. 46.

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