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quinta-feira, agosto 18, 2016

Cientista confirma Kardec: Os signos estão todos errados - Gerson Simões Monteiro




Cientista confirma Kardec: Os signos estão todos errados

Gerson Simões Monteiro


MANCHETE DA MATÉRIA PUBLICADA EM O GLOBO: SIGNOS

ASTROLÓGICOS ESTÃO TODOS ERRADOS, SEGUNDO NOVOS CÁLCULOS – KARDEC JÁ AFIRMAVA ESSE FATO EM 1868 – GRÁFICO DA PRECESSÃO DOS EQUINÓCIOS – CRENÇA SUPERSTICIOSA

Presidente da FUNTARSO

Operadora da Rádio Rio de Janeiro

gerson@radioriodejaneiro.am.br




O jornal O GLOBO, de 24 de março de 2015, publicou a seguinte matéria sob o título: SIGNOS ASTROLÓGICOS ESTÃO TODOS ERRADOS, SEGUNDO NOVOS CÁLCULOS:

RIO — Você, nascido sob o signo de gêmeos, talvez mude um pouco de humor ao saber que, na verdade, é de touro. 


Isso porque o calendário astrológico não foi adaptado a uma mudança das estrelas — e por esses novos cálculos, quase ninguém é do signo que achava ser.


*

As constelações se afastaram por um mês inteiro, revelou a astrônoma do Royal Observatory Radmilla Topalovic no programa Stargazing Live, da BBC. 


Desde que o zodíaco foi criado, mais de 2 mil anos atrás, o efeito de oscilação da Terra causado pela Lua e pelo Sol fez com que as estrelas que estão acima de nós mudassem de posição. 


Se, por exemplo, alguém nascesse no fim de janeiro, pensaria ser do signo de aquário. 


Mas na verdade essa pessoa seria uma nativa do signo anterior, capricórnio.

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Quando o zodíaco foi idealizado pelos gregos, eram atribuídos sinais da estrela com base na constelação que estava por trás do Sol às pessoas nascidas em determinado dia. 


Mas esse mapa mudou, num processo de oscilação chamado precessão dos equinócios, que leva cerca de 26 mil anos para acontecer.

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Este processo acontece da seguinte forma: a Terra gira em torno do Sol em forma de elipse, mas o eixo de rotação do nosso planeta não é perpendicular ao plano da eclíptica e tem uma inclinação de 23º 26’ 21”. 


Isto é: a Terra gira como um pião em relação à sua órbita do Sol. 


E por isso os astrônomos são obrigados a introduzir correções para compensar as variações na ascensão reta e declinação das estrelas.



KARDEC JÁ AFIRMAVA ESSE FATO EM 1868



Essa afirmação perde o sabor de novidade, pois desde 1868 ela já havia sido proclamada por Allan Kardec ao publicar A Gênese, abordando no Capítulo IX a questão das revoluções periódicas da Terra. 


Neste capítulo, em nota de rodapé, lemos textualmente o seguinte:


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“A ‘precessão dos equinócios’ ocasiona uma outra mudança: a da variação da posição dos signos do zodíaco. 


Com a Terra girando em torno do Sol ao longo de um ano, à medida que ela avança, o Sol, a cada mês, encontra-se diante de uma nova constelação. 


Essas constelações são em número de doze, a saber: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Balança, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. São chamadas de constelações zodiacais, ou signos do zodíaco, e formam um círculo no plano do equador terrestre. 


Conforme o mês de nascimento de um indivíduo, diz-se que ele nasceu sob tal signo; daí os prognósticos da Astrologia.

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Mas, em virtude da ‘precessão dos equinócios’, acontece que os meses já não correspondem às mesmas constelações que há 2.000 anos; 


por exemplo, quem nasce no mês de julho não está mais no signo de Leão, mas no de Câncer. Cai, assim, a ideia supersticiosa ligada à influência dos signos.” (A Gênese, Cap. V, item 12).



O TERCEIRO MOVIMENTO



Esta nota de Allan Kardec vem a propósito quando explica que a “precessão dos equinócios” ocorre pelo fato de a Terra, além do seu movimento anual em torno do Sol, que origina as estações, e do seu movimento de rotações sobre si mesma em 24 horas, que determina o dia e a noite, ter um terceiro movimento que se completa em 25 mil anos, ou, mais exatamente, 25.868 anos. 


Esse movimento, que seria impossível explicar apenas em algumas palavras sem o auxílio de figuras e sem uma demonstração geométrica, consiste em uma espécie de oscilação circular, que se pode comparar à oscilação de um pião preste a parar. 


Em consequência dessa oscilação, o eixo da Terra, mudando de inclinação, descreve um duplo cone, cujo vértice está no centro do planeta, e as bases abrangem a superfície circunscrita pelos círculos polares, ou seja, uma amplitude de 23 graus e meio de raio (vide gráfico do esquema do movimento de precessão da Terra, extraído do livro A Gênese, de Allan Kardec, revisado por Cláudio Lirange Zanatta – Ed. CELD).

(Representação gráfica com base na descrição de Allan Kardec em A Gênese)




ILUSÓRIA SIGNIFICAÇÃO



Com vistas a um melhor entendimento da crença supersticiosa sobre a influência dos signos astrológicos em nossas vidas, comecemos pela análise dos grupos de estrelas que tomaram o nome de constelações. 


Na realidade, elas constituem não mais do que formas aparentes, em razão da agregação de estrelas causada pela longa distância, conforme esclarece Allan Kardec no item 12 do Capítulo V do livro A Gênese. 


Com base nesse raciocínio, o Codificador do Espiritismo conclui dizendo que, não existindo esses agrupamentos formados de estrelas senão na aparência, é ilusória a significação que uma supersticiosa crença vulgar lhes atribui e somente na imaginação pode existir.


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Além disso, diz ainda o Codificador que a crença na influência das constelações, sobretudo das que constituem os doze signos do Zodíaco, proveio da ideia ligada aos nomes que elas trazem. Se ao que se chama “leão” fosse dado o nome de “asno” ou de “ovelha”, certamente lhe teriam atribuído outra influência.





CRENÇA SUPERSTICIOSA



Confirmando esse esclarecimento, os Benfeitores Espirituais, ao serem perguntados por Allan Kardec na questão 867 de O Livro dos Espíritos sobre de onde surgiu a expressão “nascer sob uma boa estrela”, responderam enfaticamente tratar-se de antiga superstição, que prendia às estrelas os destinos dos homens. 


Disseram também ser uma alegoria que algumas pessoas fazem a tolice de tomar ao pé da letra.


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A resposta é lógica, pois se o destino do homem já estivesse determinado pelas estrelas, nele seria nulo o livre-arbítrio, e não teria nem culpa por praticar o mal nem mérito em praticar o bem. 


Tudo isso está de acordo com os ensinos de Jesus, o Espírito mais perfeito e o mais sábio que passou pelo nosso Planeta, quando afirmou categoricamente: 


“A cada um será dado segundo as suas obras”, e não “A cada um segundo o seu signo”, por faltar a essa afirmativa fundamento lógico e, sobretudo, bom senso.




FONTE

CORREIO ESPÍRITA. Disponível em 

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