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domingo, agosto 07, 2016

Dr Ivo Pitanguy - Retorna á Pátria Espiritual




“A busca da cirurgia plástica emana de uma finalidade transcendente. É a tentativa de harmonização do corpo com o espírito, da emoção com o racional, visando estabelecer um equilíbrio que permita ao indivíduo sentir-se em harmonia com sua própria imagem e com o universo que o cerca.” Professor Ivo Pitanguy.



Homenagem a um Grande Brasileiro


Desencarnou ontem  aos 93 anos , o querido e respeitável médico ,escritor Professor Ivo Pitanguy, no dia seguinte ao empunhar a tocha olímpica na Gávea em uma cadeira de rodas, Zona Sul do Rio, bairro onde está localizada sua clínica de cirurgia plástica.



Pitanguy fez do Brasil a principal referência mundial em cirurgia plástica ao desenvolver técnicas nas áreas de estética e de reparação. 

Transformou a vida de milhares de pacientes, famosos e anônimos. Formou gerações e gerações de alunos, novos cirurgiões que aprenderam com ele a respeitar e valorizar a autoestima dos pacientes.


Além da carreira médica, se destacou também como escritor. 


Pitanguy foi eleito imortal pela Academia Brasileira de Letras em 11 de outubro de 1990 e foi o quarto a ocupar a cadeira 22, cujo patrono é José Bonifácio, após Medeiros e Albuquerque, Miguel Osório de Almeida e Luís Viana Filho.


Em seu discurso de posse na ABL, o cirurgião e escritor citou o espanhol Pablo Picasso:  



"Picasso dizia que há dois tipos de artista: ‘Aquele que faz do sol uma simples mancha amarela, e o que de uma simples mancha amarela faz o sol’. Creio que escritor é quem transforma manchas amarelas em sóis: tanto é iluminado quanto ilumina. Tem luz própria."








Sua atuação inesquecível foi com as vítimas do Gran Circus Norte Americano em 17 de dezembro de 1961 


Pitanguy amava o trabalho, a harmonia e a natureza. 


Costumava dizer que nunca conseguia definir o conceito de beleza, mas sempre que a encontrou soube percebê-la.



Também falava que a cirurgia plástica é uma tentativa de buscar a harmonia entre corpo e espírito, a emoção e o racional.









 Pitanguy foi agraciado pelo Papa João Paulo II com o Prêmio Cultura pela Paz.


A Unesco, através do Instituto Internacional de Promoção e Prestígio, lhe concedeu também o Prêmio pela Divulgação Internacional da Pesquisa Médica, além dos diversos títulos e honrarias.


Membro de respeitadas entidades acadêmicas e culturais, tendo sido autor de  cerca de 800 trabalhos científicos em revistas brasileiras e internacionais, tendo publicado uma série de livros. 


A obra PlasticSurgeryofthe Head andBody foi premiada na Feira do Livro de Frankfurt e se tornou uma importante fonte didática e científica.


Pitanguy é patrono da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro honorário da American Society of PlasticSurgery, (AISAPS) e de inúmeras outras entidades científicas e culturais.


Além das cirurgias que realizava, apresentava conferências e ministrava aulas a convite de universidades e entidades médicas do Brasil e de outras partes do mundo. 


O professor participou de 2064 conferências no Brasil e em outros países, com aproximadamente 1800 publicações entre livros, capítulos de livros, prefácios, conferências e artigos científicos.


FONTE
CLÍNICA IVO PITANGUY. Disponível em < http://pitanguy.com.br/pitanguy/org.br/html/outras_cirurgia.htm







Cirurgia Plástica: Aumento Da Auto-Estima

Folha Espírita em janeiro de 2005

Professor Titular do curso de Pós-graduação em Cirurgia Plástica, vinculado à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e ao Instituto de Pós-graduação Médica Carlos Chagas, Ivo Pitanguy é membro das mais importantes sociedades de cirurgia plástica e associações médicas, tanto brasileiras como estrangeiras, bem como de outras organizações culturais e ecológicas. 


É também diretor da Clínica Ivo Pitanguy, instituição pioneira e particular que atende, desde 1963, pacientes de todas as partes do Brasil e do mundo, em procedimentos estéticos e reconstrutores, que também atua como centro de aperfeiçoamento e estudos em cirurgia plástica. Na entrevista abaixo ele fala do porquê de ter escolhido a profissão, beleza, necessidade de cirurgias, auto-estima e a força da fé.







Dr. Ivo Pitanguy aos 88 anos em entrevista a Revista Donna 


Donna – O senhor teve um encontro com Chico Xavier quando ele já não recebia quase ninguém. Por que foi encontrá-lo?


Pitanguy – Fui a Uberaba (MG) para dar uma conferência e o Chico Xavier fez questão de me ver. 

Um sobrinho dele foi me procurar e disse que ele não estava recebendo mais ninguém porque estava cansado, mas que desejava me ver. 

Quando cheguei lá, ele segurou minha mão e disse: 


“Ivo queria muito vê-lo porque seu pai foi um homem muito bom e eu fui, talvez você não saiba, o primeiro caseiro que ele teve na chácara da Gamileira (em Belo Horizonte) e ali eu atendia umas pessoas. 

Uma vez foram me prender e o seu pai acreditou em mim, ele foi a primeira pessoa pública a me defender. 

Ele está aqui nos ouvindo. 


Sabendo que você estava aqui, quis muito dividir com ele esse momento e a saudade que a gente tem, a gente vai empurrando, empurrando… 


Ela fica ali, mas não vai embora”. 


Eu vivi essa emoção, eu senti a presença do meu pai muito forte. 


Eu já tinha pelo Chico Xavier uma grande admiração, admiro muito as pessoas que procuram fazer o bem em qualquer escala, cada um faz do jeito que pode. 


Para mim foi um momento de grande emoção, sem dúvida alguma.



Fonte
REVISTA DONNA 







Folha Espírita – Por que escolheu a cirurgia plástica como especialidade?


A Folha Espírita entrevistou o Dr. Ivo Pitanguy, cirurgião plástico reconhecido internacionalmente)


Professor Titular do curso de Pós-graduação em Cirurgia Plástica, vinculado à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e ao Instituto de Pós-graduação Médica Carlos Chagas, Ivo Pitanguy é membro das mais importantes sociedades de cirurgia plástica e associações médicas, tanto brasileiras como estrangeiras, bem como de outras organizações culturais e ecológicas. É também diretor da Clínica Ivo Pitanguy, instituição pioneira e particular que atende, desde 1963, pacientes de todas as partes do Brasil e do mundo, em procedimentos estéticos e reconstrutores, que também atua como centro de aperfeiçoamento e estudos em cirurgia plástica. Na entrevista abaixo ele fala do porquê de ter escolhido a profissão, beleza, necessidade de cirurgias, auto-estima e a força da fé.



Folha Espírita – Por que escolheu a cirurgia plástica como especialidade?

Ivo Pitanguy – Após a especialização em Cirurgia Geral, senti a necessidade de me aprimorar mais na área cirúrgica e, portanto, iniciei uma longa e árdua peregrinação por diversos serviços nos Estados Unidos e Europa. 


Estudei com o professor John Longacre, em Cincinnati (EUA), e com o professor Marc Iselin, em Paris, na França, e percebi a importância da cirurgia reparadora e estética. 


Ao retornar ao Brasil, fundei o primeiro serviço de queimados do Rio de Janeiro, no Hospital Souza Aguiar, e o primeiro serviço de Cirurgia Reparadora e da Mão da América Latina, no Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Posteriormente, estudei com sir Harold Gillies e sir Archilbald McIndoe, na Inglaterra, e com o professor Promfet Kilner, em Oxford, o que fortaleceu em mim a vontade de me dedicar à cirurgia plástica.



FE – Quantas cirurgias já realizou?


Pitanguy – Se considerarmos a Santa Casa e minha clínica privada, atendi, juntamente com meus assistentes, em torno de 90 mil pacientes, sendo que pelo menos 40% deles submeteram-se a algum procedimento cirúrgico.


FE – O que significa a cirurgia plástica na vida das pessoas?

Pitanguy – A cirurgia plástica tenta remediar as más-formações e deformidades que afligem o ser humano e diminuem sua auto-estima. Ao corrigir essas alterações, o paciente sente-se confiante e integrado ao meio social que o cerca.



FE – As pessoas devem se preocupar com a beleza física? É excesso de vaidade?


Pitanguy – Estamos vivendo um momento em que há um culto muito grande da juventude, não somente no Brasil, mas em todo o mundo. 


Esse culto está dentro do marketing, vendendo muitos produtos, cosméticos, alimentos. 


No meu ponto de vista, esse marketing está errado, pois o jovem de hoje será o idoso de amanhã. 


Na realidade, acho que isso é uma fase transitória, pois o ser humano tem de viver dignamente cada momento da vida. 


A juventude é tão boa que seu único problema, segundo o filósofo Bertrand Russel, é que é dada aos jovens que não têm a capacidade de apreciá-la.



FE – Quando deve-se procurar um cirurgião? Como escolhê-lo?

Pitanguy – Quando a pessoa não se sentir bem consigo própria, não aceitar sua imagem. Ninguém quer ser diferente, pois ao ser igual ao seu próximo ele será aceito em seu meio. 


A cirurgia pode trazer de volta a alegria de viver em paz com sua imagem. 


Na Santa Casa e na minha clínica privada, lido com pacientes de diferentes classes sociais, porém percebo que os anseios são os mesmos. 


Procure um cirurgião que o escute, o entenda, que tenha um apurado conhecimento técnico, membro especialista ou titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.



FE – Se o paciente falece em uma cirurgia plástica a inconformação e a cobrança por parte dos familiares são maiores?

Pitanguy – A cirurgia plástica é um ramo da cirurgia sujeito a riscos imponderáveis, como qualquer especialidade cirúrgica. 

Procuramos sempre nos cercar de todas as precauções possíveis, mas não somos deuses, não temos como garantir de forma absoluta os resultados finais. Evidentemente que a qualidade cirúrgica e anestésica, sendo do mais alto nível, diminui os riscos. Quando acontece o imponderável, o desconforto e a desolação são enormes, tanto para o cirurgião quanto para os familiares.



FE – Soube que há muitos anos o senhor faz cirurgias reparadoras para pessoas carentes. Poderia nos dar uma estimativa de quantas já foram realizadas? Há alguma história de algum paciente que o tocou mais?


Pitanguy – Na Santa Casa, já atendemos mais de 40 mil pacientes. 


O trabalho é diário e muito gratificante, pois cada paciente é diferente do outro e, portanto, especial.


FE – O senhor apontou em seu livro a presença de espíritos que o auxiliam em suas cirurgias. Como é esse trabalho conjunto?

Pitanguy – Em meu livro declarei sobre a imensidade do universo que nos é desconhecido e que é sempre bom termos um anjo da guarda para nos proteger.


FE – Como vê a união da Medicina à Espiritualidade? Para o bem-estar do paciente e do próprio médico, o senhor crê que elas sejam inseparáveis e devam estar presentes no curso de Medicina?

Pitanguy – Um dos principais papéis da Medicina é mostrar que não existem doentes e, sim, doenças. 


Quando o diagnóstico é feito, no entanto, temos a parte somática e a parte anímica que se entrelaçam. 


Conhecemos inúmeros casos de cura inexplicáveis do ponto de vista da ciência, o que nos mostra a existência do lado espiritual, a força da fé. 


Devemos, portanto, unir os conhecimentos científicos com o desenvolvimento psíquico e espiritual do paciente.


Excesso de vaidade?


A Associação Médico-Espírita do Brasil (AME-Brasil) tem recebido várias consultas sobre a realização de cirurgias plásticas, principalmente no que diz respeito a sua correta aplicação. 


Do ponto de vista espiritual, quando a pessoa poderia lançar mão de semelhante recurso? 


Ao aderir a ela, não poderia cometer abusos ou descambar para exageros por excesso de vaidade?

*
Segundo a Dra. Marlene Nobre, presidente da AME-Brasil, a questão é complexa, porque cada caso é um caso. 


“Descambar ou não para exageros é uma questão de foro íntimo, uma vez que cada pessoa tem liberdade para decidir o que é prioritário em sua vida. Muitas recorrem a um número exagerado de cirurgias plásticas por insatisfação profunda do próprio eu, por doença da alma”, declara. 


“O cirurgião plástico tarimbado sabe como lidar com essa e outras dificuldades, apelando, inclusive, para o auxílio de psicólogos e cuidadores especializados, que procuram amenizar as angústias da alma humana. 


Podemos constatar, pelas respostas precisas do Dr. Ivo Pitanguy, um dos cirurgiões plásticos mais respeitados do mundo, à Folha Espírita, a justa aplicação da cirurgia reparadora e estética. 


Muito útil também no esclarecimento da questão espiritual é a resposta que Chico Xavier deu quando consultado sobre o assunto. 


A conclusão fica a critério de cada um”, completa.


Provação


Certa vez, um médico indagou a opinião de Chico Xavier sobre a questão da correção de problemas estéticos, através de cirurgia plástica, tendo em vista os resgates reencarnatórios. 


Veja abaixo a resposta dada pelo médium e que foi publicada no livro Lições de Sabedoria, da FE Editora.



“Nós pensamos, com os amigos que se comunicam conosco, que nem toda provação deve perdurar durante a existência inteira. Chega o momento em que essa provação pode ser extinta e renovada para o bem, reformada para a felicidade da criatura. 


A cirurgia plástica regeneradora é uma ciência que vem em benefício de nós outros, porque muitos de nós precisamos do rosto mais ou menos bem composto, das pernas fortes, ou mesmo de outros sinais morfológicos do corpo corretos para cumprir bem a tarefa. 


Eu conheço uma amiga que é manequim e ganha a vida para sustentar o marido que está num sanatório. 


Por que razão impedir que ela faça a cirurgia plástica nos seios, quando estes estão defeituosos?”.



FONTE



Nossa gratidão a esse grande médico, escritor e Profº Dr. Ivo Pitanguy, pelo lastro de bondade que deixou em sua caminhada como profissional e como ser humano.

Que na sua chegada à Pátria Espiritual, seja recebido com muito carinho e que seu despertar seja sereno, junto aos seus amores que o precederam na grande jornada!

Siga em Paz, querido guerreiro, sob as bênçãos de Jesus e dos Espíritos Nobres que o assistiam , ao cumprir dignamente  sua missão , vestindo o jaleco da Ciência , Beca do Magistério e o Fardão da ABL...

Muitas flores espirituais para você e seus amores que ficaram...






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