Pachelbel - Canon In D Major

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Carta De Natal - Casimiro Cunha






Carta De Natal

Casimiro Cunha



Meu amigo. Não te esqueças,


Pelo Natal do Senhor,


Abre as portas da bondade


Ao chamamento do amor.


Reparte os bens que puderes


Às luzes da devoção,


Veste os nus. Consola os tristes,


Na festa do coração.


Mas, não te esqueças de ti,


No banquete de Jesus:


Segue-lhe o exemplo divino


De paz, de verdade e luz.


Toma um novo compromisso


Na alegria do Natal,


Pois, o esforço de si mesmo


É a senda de cada qual.


Sofres? Espera e confia.


Não te furtes de lembrar


Que somente a dor do mundo


Nos pode regenerar.


Foste traído? Perdoa.


Esquece o mal pelo bem.


Deus é a Suprema Justiça.


Não deves julgar ninguém.


Esperas bens neste mundo?


Acalma o teu coração.


Às vezes, ao fim da estrada,


Há fel e desilusão.


Não tiveste recompensas?


Guarda este ensino de cor:


Ter dons de fazer o bem


É a recompensa melhor.


Queres esmolas do Céu?


Não te fartes de saber


Que o Senhor guarda o quinhão


Que venhas a merecer.


Desesperaste? Recorda.


Nas sombras dos dias teus,


Que não puseste a esperança


Nas luzes do amor de Deus.


Natal!... Lembrança divina


Sobre o terreno escarcéu...


Conchega-te aos pobrezinhos


Que são eleitos do Céu.


- Mas, ouve, irmão! Vai mais longe


Na exaltação do Senhor:


Vê se já tens a humildade,


A seiva eterna do amor.





XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Antologia Mediúnica do Natal , Cap. 52.

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