Pachelbel - Canon In D Major

sexta-feira, janeiro 11, 2013

As rosas do infinito - Momento Espírita






As rosas do infinito



Em deslumbrante paisagem das Esferas Superiores do mundo espiritual, realizava-se singular exposição.


A paisagem exuberante fora carinhosamente preparada para a ocasião.


Flores de todos os tipos enfeitavam o ambiente numa festa de cores e perfumes.


Diversos mensageiros ali se apresentavam, trazendo os buquês de flores das suas virtudes para uma importante avaliação de méritos.


Os exemplares eram colocados, cada um a seu tempo, sobre uma toalha de linho translúcido para que pudesse se processar a análise das luzes que os coroavam.


O primeiro grupo se aproximou trazendo uma braçada de rosas, tecidas com as emoções do carinho materno que, lançadas sobre a toalha expediram suaves irradiações de azul indefinível, e os anjos abençoaram o devotamento das mães, que preservam os tesouros de Deus, na posição de heroínas desconhecidas.


Em seguida, alegre comissão juvenil trouxe para exame um delicado ramalhete de açucenas, estruturadas nos sonhos e esperanças dos jovens que sabem manter fidelidade ao Criador, e raios verdes de brilho intraduzível se projetaram em todas as direções.


Logo após, lindas crianças foram portadoras de formosa auréola de jasmins, nascidos da ternura infantil, e que, depostos sobre a toalha, emitiram alvíssima luz, semelhante a fios de aurora sobre a neve.


Depois, pequeno agrupamento de criaturas iluminadas trouxe bela grinalda de cravos rubros, colhidos na renunciação dos sábios e dos heróis, a serviço da Humanidade, que exteriorizaram filigranas de luz avermelhada, quais se fossem rubis etéreos.


Em último lugar, compareceu a mais humilde comissão da festa.


Quatro almas, revelando características de extrema simplicidade, surgiram com um ramo singelo e triste. Eram rosas mirradas, de cor arroxeada, mostrando manchas esbranquiçadas ao longo de hastes espinhosas.


Depostas sobre a toalha, inflamaram-se de luz brilhante, a irradiar-se do recinto até a imensidão dos céus.


Inesperada comoção encheu de lágrimas os olhos espantados da enorme assembleia.


E porque alguns dos presentes chorassem com interrogações imanifestas, o grande juiz da exposição esclareceu emocionado:


Estas flores são as rosas de amor que raros trabalhadores do bem cultivam nas sombras. São pérolas de sentimento puro, de fraternidade real, da suprema consagração à virtude, do amor incondicional ao próximo.


Somente as almas libertas de todo o egoísmo conseguem servir a Deus, em meio às trevas e ao desespero.


Os espinhos que se destacam nas hastes agressivas simbolizam as dificuldades superadas...


As pétalas roxas significam o arrependimento e a consolação dos que já se transferiram da desolação para a esperança...


E os pontos brancos expressam o pranto silencioso e aflitivo dos heróis anônimos que sabem cultivar flores de virtudes no pântano, e servir sem reclamar...


E, entre cânticos de alegria, as rosas luminosas das virtudes cultivadas em meio aos sofrimentos terrenos, subiram rutilantes ao infinito...


*   *   *


As flores mais sublimes para o céu nascem na Terra, e são plantadas por criaturas que sabem viver para a vitória do bem.


São cultivadas com o suor do trabalho incessante e com as lágrimas silenciosas do próprio sacrifício.




Redação do Momento Espírita com base no cap. 25 do livro Contos e apólogos, pelo Espírito Irmão X, psicografia de  Francisco Cândido Xavier, ed. Feb. Disponível em www.momento.com.br.


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